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sexta, 19 fevereiro 2016 16:11

O cinema moderno do Irã (9)

O cinema moderno do Irã (9)
Queridos amigos, apresentamos as nossas saudações e mais uma vez estamos a vossa disposição com uma edição do programa “Cinema Moderno Iraniano”. No seguimento dos comentários anteriores, vamos abordar o gênero de cinema criado no período da Defesa Sagrada no Irã.

O fim da guerra virou uma nova página do cinema iraniano e alterou o panorama e conteúdo do cinema. As obras desta época, independentes dos seus efeitos visuais, tentaram apresentar e destacar nos valores islâmicos, tais como martírio, sacrifício e bravuras.

É óbvio que as motivações da Defesa Sagrada da nação iraniana, não tivesse sido comparável com outras guerras no mundo, nem do mesmo gênero de ação. As motivações dos soldados e combatentes e mesmo os que tinham sido mártires na guerra, era se estabelecer um laço forte com valores religiosas, divinas, e as suas odisseias e bravuras, coragem e sacrifícios eram no sentido de defesa a sua religião, pátria e da revolução islâmica.

Seyed Morteza Avini, como um documentarista e quem registrou os acontecimentos da guerra e do período da Defesa Sagrada, a este respeito tinha dito: "Se a nossa guerra era semelhante às outras guerras que aconteceram nos séculos recentes, eu seria o primeiro a produzir filmes para mostrar a minha visão oposta à guerra.”.

Se analisarmos detalhadamente o dossiê do cinema da Defesa Sagrado, é necessário mencionar os cineastas marcantes neste período e as suas produções, e os que trabalharam e sentiram na pele a guerra.

Rasoul Mollagholipour, o falecido cineasta iraniano, (1955- 2007), é classificado como uma figura ícone do cinema e destacado diretor do período da Defesa Sagrada. Ele, nos primeiros anos da guerra foi ao campo de batalha, a fim de fotografar e pouco a pouco se dedicou a cenografia da guerra. O seu primeiro longo metragem, foi o "Neinava" no qual os soldados mostravam as suas visões idealistas e divinas, para alcançar a espiritualidade, em que tinham escolhido o caminho de luta para preservar a sua pátria. Mais tarde, ele escolheu uma história real para roteiro do outro filme chamado "Um barquinho a direção à costeira” na qual mostrou uma afinidade entre o cinema e as cenas reais da guerra. Os confrontos na cidade de Khorramshahr, o papel negativo da organização terrorista Mujahedin-e Khalq (MKO) e o ex-presidente iraniano, o Bani Sadr, um traidor á pátria, no momento da queda da cidade, inspirou muito o Mollagholipour e foi sujeito principal do seu filme. Poucos filmes até este momentos tinham conseguido reconstruir, tão real, os acontecimentos da guerra, é por isso que ele foi uma vanguarda e pioneiro desse gênero.

Mollagholipour, também criou em 1985, outros filmes realistas sobre a guerra, como exemplo "O voo noturno", que era um drama sobre a guerra, com uma história diferente dos outros gêneros, evitando cenas heroicas e sem logicas que representava umas bravuras dos nativos na frente da batalha iraniana.

Este cineasta, dois anos mais tarde, produziu o filme "Horizonte", um espaço completamente diferente de seus filmes anteriores, que mostrava grande habilidade de Molagholipor na reconstrução de cenas de ação. “Horizonte”, narrava à história de uma batalha de marinheiros iranianos.

Segundo os críticos, os anos após a guerra, foram considerados os momentos do melhor desempenho de Mollagholipour, no palco do cinema de Defesa Sagrada. Em 1995, ele produziu dois filmes chamados “Viagem a Chazabeh" e "Os sobreviventes" com uma nova abordagem sobre a questão da guerra.

"Os sobreviventes" foi considerado o primeiro filme do gênero da Defesa Sagrada, onde uma mulher foi protagonista. Um soldado ferido encontra indesejadamente, uma socorrista. As conversas e discussões entre eles levam o publico a refletir sobre idealismo de um soldado em seus piores momentos que não quer desistir dos seus ideais, e os argumentos da socorrista sobre as atualidades e posições sensíveis e uma discussão sobre as crenças políticas e morais. Este filme foi uma mistura de idealismo e as realidades da vida.

Embora as cenas do filme passassem na guerra e entre os feridos e sobreviventes da guerra, mas podia ser qualificado como um filme simbólico, os símbolos de uma sociedade que faz dele um filme atraente para o publico.

“Viagem a Chazabeh" conta a história de dois amigos, um cineasta acompanhado com o diretor do filme, vão para o local o seu filme. O tema é a guerra. Neste filme o Mollagholipour em uma viagem imaginária, leva os dois personagens protagonistas para os primeiros dias da guerra e na frente da guerra. Esta experiência surreal desperta um sentimento nostálgico tanto nos ambos os atores, como na plateia.

Apesar de mostrar cenas violentas de guerra, cheio de fogo e explosões, mas existem pessoas que mostram a guerra como cenas de sacrifício e pureza. O ponto auge do filme é no final quando um comandante ferido apoia a canhão do tanque e criara uma cena heroica.

"Viagem a Chazabeh" qualifica-se como a primeira experiência de uma viagem imaginária as cenas da guerra e sobre a Defesa Sagrada, com momentos espirituais, amoroso de resistência dos soldados.

Este filme fala das personagens que resistiram e com as bravuras e coragens, se tornaram lendários. O diretor quer enfatizar na veracidade destes personagens e precisamente pretende mudar a nossa visão, fazendo com que a história parecesse com um documentário. Do ponto de vista dos efeitos, cenografia e direção, esta obra se qualifica como um dos melhores filmes de gênero da Defesa Sagrada.

No próximo programa ainda continuamos com a explicar a trajetória profissional de Rasoul Mollagholipour.

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