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terça, 23 fevereiro 2016 22:02

O cinema moderno do Irã (10)

O cinema moderno do Irã (10)
Queridos amigos, no programa de hoje continuaremos com a revisão sobre a produção do gênero da Defesa Sagrada no cinema iraniano, em particular ver as obras do diretor iraniano, Rasoul Mollagholipour.

Aqueles que conhecem o Rasoul Mollagholipour qualificam-no como um dos cineastas iranianos mais fieis ao gênero pós-revolução, pela expressão e coragem que se encontram nas suas notáveis produções. Ele nasceu em 1955 e presenciou a guerra imposta por Saddam Hussein contra o Irã, sendo no início um fotografo e um documentarista da guerra. Os frutos do seu trabalho foram muitas fotos, algumas curtas-metragens, 13 filmes e tele séries. Ele faleceu em seis de março de 2007, devido a uma parada cardíaca. O seu último filme intitulado "À tarde do décimo dia" foi dirigido e completado por outro diretor.

Ele, após a guerra desenhou um visão realista sobre a guerra, não semente visualizou os eventos e confrontos militares, profissionalmente, como conseguiu bem expressar o espírito e o pensamento daqueles que estavam na guerra.

O segredo do seu sucesso pode ser notado em dois pontos. O primeiro aproveita da forma correta dos equipamentos militares na reconstrução das grandes cenas de guerra. A maioria dos seus filmes foi de alta qualidade e, a violência da guerra foi apresentado através de efeitos especiais.

O segundo ponto do seu sucesso, é a sua forte simpatia para com as pessoas envolvidas na guerra e suas famílias. Isto motivou que, ele recorresse a melodramas familiares em alguns dos seus filmes. Até mesmo na sua última obra "M, como Mãe", que mostra um relacionamento afetivo entre mãe e filho que tem nascido com graves deficiências resultadas por contaminação de armas químicas durante a guerra de Irã-Iraque. Ele, neste filme fala dos heróis que em momentos mais difíceis das suas vidas, não se abalaram do seu cominho principal e insistem em seus ideais. Este filme foi escolhido como o melhor filme estrangeiro apresentado no Oscar em 2008.

Mollagholipour em uma entrevista, nos últimos momentos da sua vida afirmou:" Pensa-se que a guerra tem sido acabada, mas ainda existem as suas sequelas e consequências. Por exemplo, sofreram 12mil habitantes de uma cidade inteira ou outros oito mil pessoas foram contaminadas seriamente por bombardeios químicos. Quatro mil dessas vítimas são mulheres e moças que agora têm bebês doentes. Eles têm uma vida diferente que deve se falar e visualizá-las.”.

Ele, sobre o gênero de Defesa Sagrada observou: "eu também produzi filmes sociais e pensou que tenho a habilidade suficiente para mostrar assuntos políticos e sociais do meu tempo através de filmes, mas considerou a produção de filmes sobre a guerra, como um dever e responsabilidade”.

Foram outros cineastas iranianos que tiveram visões semelhantes ao Mollagholopour e trabalharam no gênero do cinema da Defesa Sagrada, olhando para o assunto como uma obrigação nacional e religiosa.

O Kamal Tabrizi, outro cineasta iraniano a este respeito está dizendo: "os cineastas que se dedicaram ao cinema da Defesa Sagrada, se mantiveram neste gênero até hoje e vão continua-lo para sempre”.

Mollagholipor, além filmar a guerra e a vida dos que estavam envolvidos nela, fez uma patologia das consequências sociais da guerra. Ele advertiu sobre algumas das realidades sociais que possam afetar os ideais e expressava francamente estas realidades.

Em 1999, ele foi homenageado durante o XVII festival Internacional de filme de Fajr, e quando o seu filme “Hiva” foi estreado e destacado, ele numa entrevista sobre a revisão das suas obras, respondendo a uma pergunta sobre o seu ênfase no passado o seguinte: "Acho que se queremos viver bem no presente, temos que manter o nosso laço com o passado. Não devemos esquecer a nossa história. Eu estou procurando o humanismo e as aspirações do passado e tentar mostra-las à sociedade de hoje, especialmente aos jovens”.

Na mesma entrevista, Mollaghoulipour criticou a visão sobrenatural sobre heróis e a epopeia da guerra e acrescentou: "devemos sublinhar no caráter humano de todos os heróis e segundo as circunstancias da época observamo-nos em uma encruzilhada. Uma encruzilhada para esclarecer a diferença entre eles e as pessoas comuns".

Praticamente, todas as produções e cenas dos filmes de Mollagholuipour são situações que se falam de difíceis escolhas de pessoas, situações e escolhas que em condição normal da vida, alteram o destino de pessoa e traçam o seu futuro. Mas no estado de guerra, situações de bloqueio, ofensiva e conflitos, estas opções não somente alteram as condições e o destino da pessoa como têm a ver com a história de uma nação e o destino da guerra.

Nos filmes como "Viagem ao Chazabe",” Fazendo paternal “ou até no "M, como Mãe", estão transmitidos estas opções e dificuldades, através de inquietações, no desenrolo sereno do filme. A habilidade de Mollagholipour é transmitir na melhor forma possível estas sensações à plateia.

Mas é claro! Existem um auxílio dos elementos sobrenaturais e as energias espirituais às personagens dos filmes de Mollagholuipour, que segundo ele são resultados de sua crença ao sobrenatural e as viagens religiosas.

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