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Wednesday, 02 March 2016 18:59

O cinema moderno do Irã (11)

O cinema moderno do Irã (11)
Queridos amigos, no programa de hoje vamos conhecer o Ebrahim Hatamikia, o conhecidos e destacado cineasta iraniano na produção do gênero do cinema da Defesa Sagrada, e entre os jovens cineastas após a revolução islâmica.

Ebrahim Hatamikia, que é considerado um fenômeno no cinema iraniano, particularmente pelas suas produções na década 90. Nesta época, ele produziu filme que foram bem recebidos pelo publico e críticos e as suas obras se tornaram a fonte de inspiração de outros cineastas. Ele nasceu em 1961 em Teerã, e estudou no curso de Roteiro na Universidade de Artes.

A sua juventude coincidia com a Revolução Islâmica e logo a seguir a guerra imposta por Saddam Hussein contra o Irã, as quais levaram o Hatamikia, interessado em cinema e fotografia, nas frentes de batalha fotografando e também cenografando a guerra. Esta presença na guerra e ver de perto as complicadas condições humanas no momento da guerra marcaram uma grande influência nele e o motivaram a criar filmes sobre a guerra e os problemáticos que a rodeiam. Ele junto com o documentarista o falecido Avini, iniciou a sua carreira de cenografia das frentes de combate.

Inicio da sua carreira Hatamikia começa com alguns curtas-metragens e documentários sobre a guerra, e em 1983 ele produziu o seu primeiro filme, intitulado "A Identidade" e continuando seguir com interesse e seriamente os assuntos dos combatentes da guerra. O final da guerra em 1988 coincidiu com a produção de melhores obras de Hatamikia sobre a guerra e a Defesa Sagrada. Ele criou o filme "Vigilante" e pouco mais tarde o "Imigrante", os quais levaram ao conhecimento do público, foi psicanálise em que mostravam as camadas ocultas de características dos combatentes na guerra.

No filme "Vigilante" mostra os momentos da solidão de um soldado vigilante na frente de batalha e as suas decisões, inclusive quando ele perde a sua vida na salvação dos seus companheiros.

O filme "Imigrante", é a historia de um avião não tripulado, chamado "Imigrante" que está realizando operações de identificação das linhas da frente dos inimigos. Devido ao alcance do voo de aeronave, e o seu sistema de controle limitado, os pilotos controladores devem se instalar também na linha da frente de combate. Um dos pilotos se infiltra na linha dos inimigos para melhor orientar o avião, mas se confronta com forças de inimigos e ao mesmo tempo continua as operações de reconhecimento. O aparelho voltou com valiosas informações, mas o seu controlador morre no último minuto.

O conhecimento de Hatamikia dos protagonistas das suas histórias e a sua relação com a guerra, contribuíram para a criação de um espaço real nos seus filmes. A mistura de religiosidade com o ambiente real da guerra, que mostram alguns conceitos como o martírio, misticismo e religiosidade, qualificam ainda e proporcionaram certos privilégios as suas obras.

Existem muitos momentos de ascensão nas atividades profissionais deste cineasta. Ele em 1992 produziu o melodrama chamado "De Karkhe ao Reno" quase há 24 anos, que foi muito bem recebido nos cinemas e no seu tempo foi considerado um filme bem sucedido e rendeu muito.

O “de Karche ao Reno” narra história de um veterano da guerra, sofrendo das consequências de bombardeio químico, chamado "Saeed" que viajou à Alemanha para tratamento. Lá ele se encontra com a sua irmã, que havia deixado o Irã há muitos anos. Saeed afeta muito a vida da sua irmã e o seu sobrinho. O encontro de dois irmãos está no memento da gravidade do estado de saúde de Saeed, e ele devido à respiração de gases tóxicos na guerra morre no hospital.

Este filme com um espaço afetivo e influente foi considerado na sua época um movimento inovador nas criações sobre a guerra. A mensagem central deste filme foi o grito de protesto aos governos ocidentais pelo suporte militar ao Saddam Hossein, tanto na fabricação como na utilização de armas químicas durante a guerra Irã-Iraque.

Hatamikia tem um olhar profundo sobre as famílias de combatentes na guerra. O seu filme intitulado "o cheiro da farda do Yusef" narra a história das famílias que aguardam o retorno de seus entes queridos que estivessem presos em campos iraquianos.

A guerra civil na ex-Jugoslávia no início de 1990 e os desastres causados pelos sérvios nesta área inspiraram muitos cineastas na criação de obras. No cinema iraniano, Hatamikia também produziu um longa-metragem sobre este flagelo chamado “A Cinza verde” que é considerado um dos filmes mais marcantes na carreira do autor. O filme aborda a história de documentarista chamado Hadi, que vai para a Croácia pesquisando sobre temas do seu filme. Um dos seus amigos pede-lhe para encontrar uma moça chamada Fátima. Hadi sem sucesso na sua busca fica ferido e regressa ao Irã.

Neste filme, o caso da Bósnia, foi tratado com uma nova e diferente visão. Ele foi filmado em Eslováquia, teve um processo difícil. A reconstrução e montagem das diferentes cenas e atuações das personagens estrangeiras com línguas diferentes marcaram os momentos difíceis, mas o seu final tornou o filme como ponto de destaque das obras de Hatamikia, onde duas questões são misturadas, o amor e a guerra e cineasta depois de ultrapassar as violências de guerra, encontrou um grande horizonte de amor e afeto.

Queridos amigos, chegamos quase à metade dos comentários da carreira do cineasta iraniano, o Hatamikia. Na próxima semana vamos continuar esta conversa.

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