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terça, 19 janeiro 2016 14:15

A excelência de conduta do Imã Abu Mohammad al Askari (A.S.) na preparação do período de longa ausência do Imã Mahdi(S.A) (Por ocasião do seu Nascimento auspicioso)

A excelência de conduta do Imã Abu Mohammad al Askari (A.S.) na preparação do período de longa ausência do Imã Mahdi(S.A) (Por ocasião do seu Nascimento auspicioso)
Neste programa conhecemos as medidas que tinham feito o Imã Abu Mohammad Hassan al Askari (S.A) o decimo primeiro líder xiita para defender o Islã e preparar o caminho para o período da ocultação do seu filho o Imã Mahdi (S.A).

A cidade de Medina estava esperando para a chegada de madrugada e o nascimento de outro astro da imaculada família profética. Céu, pela graça deste abençoado nascimento estava preenchido de alegria e a chuva de felicidade tinha inundado a casa do decimo guia e o Imã xiita o Hazarte Hadi (S.A.). Nasceu o Imã Abu Mohammad Hassan al-Askari (s.a), o decimo e primeiro líder e guia da casa profética. Ele é o pai do Salvador e redentor prometido, o mesmo que vem para implantar a justiça, paz e tranquilidade no mundo, sendo considerada uma fonte no deserto árido da vida da humanidade.

Caros leitores, felicitamos o aniversário auspicioso do imã Abu Mohammad Hassan al-Askari (as), tentando com poucas palavras e resumidamente descrever as atividades e o seu desempenho em salvaguardar o Islã.

O Imã Abu Mohammad al-Askari é considerado uma das maiores mentes humanas devido aos seus talentos, genialidades e capacidades científicas; devido ao seu empenho e oposição contra o governo abássida, um governo que era desviado da senda reta e da justiça. Ele era o único representante do partido da oposição que exigia os direitos humanos, adotando as causas justas nas quais os governantes daquela época não acreditavam, que tomaram o dinheiro público indevidamente e maltrataram os propagadores da justiça social.

De qualquer forma, esse inspirado e extraordinário Imã se assemelha, em sua sublimidade e excelência de conduta, aos seus ancestrais, os fabulosos Imãs que ofereceram suas vidas para a glória da lei divina e para a aplicação dessa lei na vida pública.

O Imã al Hassan (A.S.) concedeu um conselho global aos seus partidários, em que ele disse:

“Eu lhes recomendo temerem a Deus, serem piedosos em sua religião, empenharem-se pela causa de Deus, dizerem a verdade, devolverem o depósito para o dono, seja ele piedoso ou opressor, prolongarem a prostração, terem boa vizinhança”. Isso é o que o Profeta Mohammad (P.E.C.E.) ensinou: Rezem em suas casas, visitem seus enfermos e paguem o que devem a eles. A pessoa temente entre vocês, que for piedosa, veraz, honesta e ter boa conduta com as pessoas será denominada de xiita. Eu fico satisfeito por isso. Temam a Deus e sejam educados e não injuriosos. Atraiam o amor das pessoas e desmintam qualquer notícia ruim. O que for dito de bom a nosso respeito, somos merecedores, e o que for dito de ruim, somos isentos. Temos um direito mencionado no Livro de Deus, um parentesco com o profeta Mohammad (P.E; C.E) e uma purificação de Deus que ninguém, além de nós, alega ter. Recordem muito de Deus e da morte, e recitem o Alcorão. Invoquem a paz e a graça de Deus ao Profeta (P.E.C. E), pois vocês receberão dez vezes a recompensa por isto. Guardem a minha recomendação. Deixo vocês com a proteção divina.

Essa recomendação está repleta de fabulosas regras islâmicas que elevam o muçulmano para os mais altos patamares da virtude e perfeição.

Ele recomendou a seus partidários o seguinte:

1- O temor a Deus, que é a mais nobre das virtudes. Aquele que teme a Deus não comete pecados.

2- Abster-se de cometer o ilícito que, geralmente, leva o ser humano ao grande mal e o veda de recordar-se de Deus, o Altíssimo.

3- Dizer a verdade, que é uma das excelentes virtudes psicológicas que o ser humano deve ter.

4- Devolver os depósitos, para o piedoso ou o opressor.

5- A boa vizinhança, que é uma das grandes relações sociais recomendadas pelo Islam.

6- A boa conduta e o bom relacionamento com os diferentes grupos islâmicos e a integração com eles. Ser solidário com eles para que o xiita seja um bom exemplo da descendência do Profeta (P.E.C. E).

7- Recordar-se muito de Deus e da morte, pois constituem duas garantias para uma boa conduta, evitando-se a perdição e o caminho do desvio.

8- A recitação do Alcorão para se purificar a alma e criar nela a força de consciência e fé.

O Imã Al-Hassan Al-Askari (A.S) nasceu na cidade de Medina, a Iluminada, no Hidjáz, no ano 232 Hégria lunar (847 d.C.), partindo com seu pai Ali Al-Hádi (A.S) quando o mesmo foi chamado pelo Al-Mutauakel para se domiciliar na cidade de Samarra, ao norte de Bagdá, no Iraque, no ano 243 Hégria lunar (858 d.C.) permanecendo nela a maior parte de sua vida.

Ele foi cognominado por “Al-Askari”, por causa da localidade onde ele morava e que se chamava Al-Askar, na cidade de Samarra.

Seu pai era o Imã Ali Al-Hádi (A.S) e a sua mãe chamava-se Hodsiya, também conhecida por Sausan, a qual foi mulher virtuosa, generosa e devota.

O Imã Hassan Al-Askari teve um só filho, que foi o Imã Mohammad Al-Mahdi (A.S), último dos Imãs recomendados pelo Mensageiro de Deus, e que muito se argumentou sobre ele pelas narrativas e pela literatura, como centenas de vezes o Mensageiro de Deus o mencionou em suas prosas, aludindo ao seu desaparecimento por “longo tempo, reaparecendo no fim dos tempos” a fim de implantar o direito e preencher o mundo de justiça e da paz.

O empenho maior do Imã Al-Hassan Al-Askari (A.S) era a preparação da nação sobre a ausência de seu filho o Imã Mohammad “Al-Mahdi” (A.S), a partir do momento propício e determinado durante o ministério dele, e que sem dúvida caracterizar-se-á o compromisso divino.

Para tanto, o Imã Hassan Al-Askari (A.S) anunciara o nascimento de seu filho, somente aos que lhe eram muito chegados e aos seus seguidores mais íntimos, esclarecendo-lhes os motivos de sua longa ausência e sua ruptura para com a humanidade, e os preparava psicológica e espiritualmente para tal.

Por outro lado, trazia consigo o seu filho al-Mahdi (A.S) às reuniões particulares, para que os seus seguidores o conhecessem.

E o Imã Mohammad “Al-Mahdi (A.S) só compareceu em assembleia pública depois que seu pai, o Imã Hassan Al-Askari (A.S) faleceu e foi rezada a oração de corpo presente. Neste evento tão triste, estava presente o irmão do Imã falecido, que se chamava Jafar, o qual se propôs recitar a oração diante da imensa multidão, porém, repentinamente, eis que surge um menino tal qual o aparecimento do luar pleno, e diz a seu tio: “É com a tua permissão, meu tio”. pois na qualidade de filho, sou prioritário para a recitação da oração”.

E o pequeno Imã Mohammad Al-Mahdi (A.S) começou a recitação da oração pela alma de seu genitor, o Imã Al-Hassan Al-Askari (A.S), enquanto todos o ouviam respeitoso. Depois, ele desapareceu dos olhares. Tinha ele na ocasião, somente cinco anos de idade.

Todas as religiões divinas anunciaram a chegada de um Redentor, Salvador e Pacificador global. Um Salvador que possa acabar com todos os crimes e traições e se instituir um governo unificado global com base na Justiça e liberdade real. Na religião do Islã, este anuncia e promessa vem no Alcorão. O profeta (P.E.C.E.) e seus ancestrais e Imãs (S.A) também prometem a chegada do Salvador, ou seja, o advento do Imã Al-Mahdi, o Al-Montazar.

Mehdi, de acordo com as versões xiitas e sunitas da escatologia islâmica, é o redentor profetizado do Islã.

A Situação Política na Época do Imã Al-Ascari

O Imã Hassan Al-Ascari (A.S) passou a maior parte de sua vida na Capital Abássida, Samarra, com seu pai, o Imã Ali Al-Hádi (A.S) e acompanhou todos os acontecimentos que assolaram o seu genitor quando ele permanecia sob-rigorosa vigilância.

Depois do falecimento do pai, o Imã Al-Ascari (A.S) viveu por mais sete anos, e, sob o governo Abássida, passou por seis Califas, que foram: Al-Mutauakel (847 a 861 d.C.), Al-Muntasser (861 a 862 d.C.), Al-Mustaín (862 a 866 d.C.), Al-Muutazz (866 a 869 d.C.), Al-Muhtadi (869 a 870 d.C.) e Al-Mutamed (870 a 892 d.C.). A situação do Imã Hassan Al-Ascari (A.S) foi tal qual como foi a de seu pai o Imã Ali Al-Hádi (A.S), pelo fato de ter sido descrito como pensador e guia espiritual da nação islâmica, de acordo com o método do Islã, organizando a preparação devida ao desaparecimento de seu filho, o 12º Imã Al-Mahdi, conforme já citaremos e detalhamos mais adiante.

Na época do Imã Hassan Al-Ascari ocorreram fatos e problemas em relação à dinastia Abássida, que a enfraqueceram, provocando o domínio dos Mauáli e dos turcos, os quais se revoltaram contra o califado, e com isso, esperou-se que a situação do Imã Al-Askari (A.S) e seus companheiros viessem a melhorar, mas foi pelo contrário, aumentou mais a opressão sobre eles, principalmente durante o califado de Al-Mutamid ibn Al-Mutauakel (870 a 892 d.C.), o qual cobrava qualquer atividade do Imã (A.S), por mais simples que seja. E o Imã (A.S) se via obrigado em permanecer na cidade de Samarra, marcando presença obrigatória no paço real, todas as Segundas e Quintas-feiras, mesmo contra a sua vontade e princípios, fazendo-o sentir-se temeroso pela mínima atitude ou palavra, porém, ele aconselhava e alertava seus companheiros para diminuírem suas visitas a ele, a fim de resguardá-los contra eventual perseguição ou prisão, pois o Califa o prendera por várias vezes, utilizando-se de infundados motivos. Certa vez, Al-Mutamid quis aprisioná-lo, sem porém, encontrar primeiro algum subterfúgio para tal. Então, mandou prender e torturar alguns dos companheiros do Imã (A.S), o qual sempre lhes dizia durante sua visita aos mesmos:

“Tendo o pobre do nosso lado é melhor do que o rico com nossos inimigos, e a nós é preferível a morte do que vivermos com os que se inimizaram conosco. Lembrai-vos de que nós somos a gruta para aqueles que procuram refúgio em nós, e luz à quem enxerga com a nossa luz, e a prevenção àqueles que recorrem a nós. Quem nos ama chegará ao mais elevado grau, e os que nos deturpam ganhará o fogo eterno”.

Era com estas palavras e conselhos que o Imã Al-Hassan Al-Askari (A.S) confortava os amigos presos injustamente, exortando-os à paciência, abnegação e permanência com a verdade.

As inquietações aumentaram nos países islâmicos e a pobreza se alastrou entre o povo, e caíram em depressão, a economia, a saúde e a segurança, e se espalhou a pestilência em todo o território iraquiano, aumentando a carestia em toda parte.

A própria história nos relata que pereceram milhares e milhares de vítimas em consequência da epidemia que os assolou, por volta do ano 258 Hégria lunar (874 d.C.) e, enquanto a pobreza, a fome, a epidemia, a opressão, a insegurança e a má administração e suas inquietações imperavam na sociedade, os Palácios dos governantes se acumulavam de escravas e beldades, de lazer e brincadeiras, de joias e presentes, de luxúria e loucas diversões, de esbanjamento e negligência na Casa da Moeda dos muçulmanos, Conta a história, que havia uma mulher chamada Qabíha, a qual era uma das escravas favoritas e mãe de Al-Muutazz filho de Al-Mutauakel, possuía ouro, jóias e pedras preciosas de incalculável valor, exceto a imensa fortuna retirada das Caixas de Bagdá, para ser transferida posteriormente para Samarra, fortuna esta, arrecadada através de pesados tributos, aniquilando o povo e deturpando a pureza de suas vidas, enquanto grandes e grandes somas de dinheiro eram como brinquedo nas mãos dos adolescentes e escravas, fazendo delas o que bem entendessem nas câmaras de diversões, destinadas aos deleites, delícias e cantorias sensuais, ou as gastando em construções de magníficos palácios, roupas caríssimas, joias e adornos presenteados aos (às) favoritos (as), até que, explodiram-se as revoluções e levantes em toda parte, como um vulcão adormecido, impelindo o povo a uma rebelião desenfreada, por causa da aflição insuportável em que viviam, e para salvaguardar a nação contra a ruína e a desintegração.

Por seu lado, o Imã Al-Ascari (A.S) rejeitava a política do Estado e da dinastia Abássida, hostilizando-a e desaprovando-a categoricamente diante das atitudes cruéis e insanas dela.

Por isso, as autoridades Abássidas o chamaram e a seus companheiros, para depoimento sob pressão e interrogatórios, até que finalmente, foram todos presos, especialmente por causa do ideal sobre o filho e sucessor do Al-Ascari (A.S), o 12º Imã Mohammad “Al-Muntazar” (A.S), ou seja, “O Esperado”, ao qual, preparavam-se lhe as disposições preliminares, e que posteriormente muito se relataria sobre ele, de que Deus abrirá pelas mãos dele os Nascentes e os Poentes da Terra, para que ele possa difundir a justiça e a verdade, e derrubar a opressão e a ineficácia, vingando-se dos injustos. E os Abássidas sabiam analisar perfeitamente esta questão em sua verdade, confirmada por centenas de relatos sobre o Mensageiro de Deus (S.A.A. S).

Então, não se pode duvidar de que, as autoridades Abássidas observavam com desconfiança o Imã Al-Hassan Al-Ascari (A.S), sob controle rigoroso das mulheres deste, a fim de triunfarem sobre o seu filho e elimina-lo o mais rápido possível, a fim de preservarem seus.

Bens ilícitos e apagar o fogo de suas preocupações.

Alias, como foi dito, os governantes de Bani Abbas, particularmente aqueles foram da época do imã Hassan Askari (s), tinham ouvido as noticias do advento do al-Mahdi, sobretudo os narrativos que se falavam dos sucessores do profeta (P.E.C. E) e todos os doze sucessores que pertenciam à tribo Qoraish. Portanto, os califados de Abbas vigilavam o Imã Hassan, sabendo que ele era o decimo primeiro sucessor do Profeta sagrado em que era perto a realização da profecia sobre o 12º imã, como redentor da humanidade.

O Imã Askari (s) para lidar com os atos do califado, em primeiro lugar, ocultou o nascimento da criança. Sem dúvida, se os inimigos, tivessem informado do seu nascimento, era possível assassiná-lo. Por conseguinte, o Imã Askari (as) pela vontade de Deus escondeu a gravidez da sua esposa, tais como a gravidez, da mãe do Profeta Moises (S.A).

Por outro lado, o imã Hassan Askari (s) informou alguns dos seus companheiros muito próximos e específicos do nascimento de seu filho e mostrou-lhes o seu filho, tendo em vista orientar os seguidores.

O período da missão religiosa do imã Hassan Askari (s) era muito difícil e crítico, porque devia tratar da questão da ausência do seu filho e preparar a nação para a aceitação da sua ausência. Alias o nascimento e vida, para as pessoas, tem sido como eventos inegáveis, mas a ausência do Imã foi um caso incomum que exigia uma preparação.

Imã Hassan Askari (a.s.), assumiu a responsabilidade pela preparação da sociedade islâmica de aceitação o tempo da ocultação. A ausência que aparentemente, era a separação e a falta de comunicação entre a nação islâmica com o seu guia. Porque até aquele tempo, os seguidores da escola profética sempre tratavam os seus problemas individuais e sócias com o seu guia e Imã e ele também respondia as necessidades espirituais, intelectuais, materiais e mesmo emocionais. Estes encontros foram sempre direto, mesmo quando o seu guia religioso estivesse na prisão e sob severa vigilância pelo governo, os seguidores sentiam a sua presença na sociedade. Mas agora, eles foram convidados a acreditar em um guia oculto, mas sempre estar presente entre as pessoas, forte, ativo e vivo, enquanto o Imã não estava disponível, nem perto e visível, para ser consultado.

A politica de preparação a mentalidade da comunidade com esta ideia do guia ausente, tinha sido começado, muito antes, com a comunicação indireta com o líder religioso através dos intermediários. Isto teve como sequencia iniciar contatos através de correspondências em forma escrita e por cartas, com os seguidores.

O Imã Hassan al-Askari tinha selecionado representantes entre as proeminentes figuras, em diferentes regiões, para se relacionar com outros seguidores. Ou seja, as pessoas pouco a pouco estavam acostumadas com o encontro destes representados,

Outro trabalho do Imã Hassan Askari (s) foi criar grupo de elites piedosas, como representação intelectual, ideológico e moral e da conduta de ancestrais.

A formação de elites e intelectuais religiosas já tinha iniciada na época do Imã Mohammad al-Baqer, seguida por Jafar as-Sadeq (S.A), no sentido de capacitação dos grupos cientistas e narradores de Hadith e tradição, movimento e o ponto de partida da criação de uma escola científica e religiosa, que possa gradualmente aceitar o tempo da ocultação e da ausência do ultimo Imã.

Na verdade, foi criada escola eclesiástica para aplicar a ordem jurídica às pessoas no momento da ausência e consultar os jurisprudentes religiosos.

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