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Wednesday, 17 February 2016 18:43

Panorama da poesia da Revolução (1)

Panorama da poesia da Revolução (1)
IRIB-Em nome de Deus altíssimo e com as nossas saudações a todos os queridos ouvintes, iniciamos a primeira edição da serie “a Panorama da Poesia da Revolução”.

Nesta programação pretendemos explicar a formação da literatura da revolução islâmica e analisar as características da poesia persa neste período. Contamos com vosso acompanhamento caloroso, como é de costume.

Para conseguir estudar e entender a literatura da revolução é necessário retroceder e verificar motivos sócio-políticos e cultuais no passado que têm levado a sua formação. Sabendo que a formação de um pensamento literária não é algo do dia para anoite, e é resultado de circunstancias num período do tempo, além de ser influenciada por condições sócio-políticas.

Naturalmente, a poesia da revolução, pelo estilo e forma segue a poesia pré-revolução, mas pelo pensamento e devido às mudanças substancias na sociedade e na politica, subsequentes à Revolução Islâmica, ganhou uma nova consciência e expressão, as quais estão mais visíveis nos trabalhos dos poetas comprometidos e idealistas.

Para encontrar conexões entre décadas anteriores a vitória da revolução com os períodos posteriores, é indispensável rever e analisar as circunstâncias que predominavam nesta época.

A literatura do Irã, no início do período do movimento constitucionalista (1905-1907), devidos às mudanças cataclísmicas e condições do tempo, se tornou uma literatura popular. O processo literário constitucionalista conseguiu tomar forma social e política, ao serviço da espiritualidade e objetivos do povo.

Ela era uma literatura com tema cotidiano, satírico que se desenvolvia questões politicas, informando o povo dos acontecimentos.

Com o início da monarquia autoritária do Pahlavi, o predomínio de um ambiente sufocado na sociedade, aumenta a aplicação de temas politicas e sociais na poesia.

Neste período houve um tentativo por parte dos agentes culturais e planejadores de monarca do Pahlavi no sentido de criar uma literatura da corte.

Apesar do fracasso deste plano, mas foi criado um ambiente de censura e controle total da consciência no sentido de esvaziar as produções literárias e poéticas através dos planos melancólicas, a fim de desviar os pensamentos de poetas e escritores, tampouco prejudicar a grande responsabilidade e missão dos eruditos.

A partir dos anos 1961, conhecida no Irã como a década de 40 e 50, foram perseguidos, detidos e torturados muitos intelectuais, poetas e escritores por motivo do seu enfrentamento e luta contra o regime totalitário.

Naquele tempo, paralelamente a poesia social e hípica que defendia os excluídos e oprimidos da sociedade, emergiu uma classe literária anti-regime, cujo objetivo era uma luta direta com o sistema dominante.

Os trabalhos literários deste período, que foram lançados a partir de 1961são conhecidos como "a literatura de resistência" que sobreviveu em duas vertentes sociais e religiosas até a vitória da Revolução Islâmica.

Os grandes poetas e escritores da época, ironicamente transmitiram as suas mensagens literárias e sociais, atacando diretamente o regime tirano de Pahlavi. Os eruditos como Akhawan Sales, Atashi, Hamid Mosadeq, Sepanlu e Manusr Oji são alguns exemplos destes poetas. Nesses mesmos anos, também surgiu um grupo de poetas da resistência, cujos temas eram mais religiosos. Tahereh Safar-Zadeh, Ali Musawi Garmarudi e Mehrdad Awesta encabeçam nesta lista de poetas.

Crenças islâmicas e o espírito crítico religioso foram notáveis e frequentes nos trabalhos literários e poéticos deste grupo.

Com o nascimento da poesia sacra, entrou no campo da poesia conceitos religiosos tais como a guerra santa, martírio e revolta, bem como descrição de historias dos guias religiosos e da família do Profeta do Islã, o Imam Ali (A.S), o Imam Hussein (A.S) e ao mesmo a poesia ganhou uma força especial com a introdução de conceitos revolucionários inspirados por audácia e a atitude dos anciãos religiosos.

A partir de 1971, os poetas deixaram a ironia e diretamente e abertamente expressavam as suas ideias, de modo que seus poemas se tornaram emblemáticos.

A poesia sacra, num ambiente fechado e controlado com medidas restritivas por serviços de inteligência, não tinha tanto liberdade de circulação na sociedade, eram divulgados em copias manuscritas ou em forma de publicações secretas.

Com o desenvolvimento da luta política contra o regime de Pahlavi, a maioria dos poetas modernos e intelectuais se juntou ao fluxo da literatura de resistência, coordenados no caminho da luta política contra o regime, empenhados na realização das inspirações da sociedade e dos objetivos da Revolução.

Foram compostas enormes poesias de resistência por estes modernos poetas durante a revolução e nos dias da luta heroica e sangrenta do povo. Conjunto destes poemas tem formado os cadernos da poesia revolucionária.

Queridos amigos, na próxima edição, vamos estudar as características e critérios desta poesia revolucionária.

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