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Wednesday, 20 January 2016 16:55

Como pode o exercício físico proteger o corpo do cancer?

Como pode o exercício físico proteger o corpo do cancer?
Segundo um especialista, 150 minutos de exercício por semana são suficientes para evitar o cancro. A atividade física, defende Denny Levitt, combate processos anti-inflamatórios do corpo humano, que estão associados à doença.

A especialista Denny Levitt, do Hospital Universitário de Southampton, em Inglaterra, analisa com detalhe as relações entre o exercício e a saúde.

 

Segundo defende a médica, há uma relação entre a atividade física e o cancro, sendo que, na sua tese, o exercício é um inimigo do cancro.

 

O exercício funciona como protetor do corpo pelo menos em quatro tipos de cancro: da mama (sobretudo no período pós-menopausa), do cólon, do útero e gastrointestinal.

 

Denny Levitt, especialista em medicina intensiva, desde a operação e até à recuperação, defende, por outro lado, que também há benefícios em pessoas que já padeçam da doença. Ou seja, o exercício físico tem a capacidade de combater o cancro.

 

Numa entrevista concedida à BBC, a clínica considerou que a boa forma física é o melhor protetor do corpo.

 

“Segundo um estudo epidemiológico, publicado recentemente, cerca de 10 por cento dos casos de cancro da mama após a menopausa registrados na Ásia e Austrália podem ser atribuído diretamente à inatividade física”, destaca Denny Levitt.

 

A especialista sustenta-se ainda de estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), que defendem uma atividade física moderada: 150 minutos por semana.

 

Por “atividade física moderada” entende-se, por exemplo, uma caminhada de passo acelerado, ou um passeio de bicicleta, sem necessidade de esforços e durante períodos de meia hora.

 

Segundo Denny Levitt, no caso de exercícios mais intensos, como corrida ou jogos de futebol, por exemplo, bastam 75 minutos por semana, para proteger a saúde de doenças graves como o cancro.

“O exercício é anti-inflamatório. E ter um processo inflamatório crónico aumenta o risco de que o cancro regresse, reduzindo-se a probabilidade de sobrevivência, explica a médica.

A médica explica que há indicadores que demonstram um efeito positivo da atividade física no processo de recuperação de cancros.

“A atividade física e a boa forma têm um efeito importante nos índices de sobrevivência ao cancro. Indivíduos com melhor estado físico têm também índices de sobrevivência maiores em cinco ou dez anos, algo que se mantém inclusive quando se leva em conta outros fatores de risco, como obesidade ou tabagismo”, realça, em entrevista à BBC.

Com a prática de atividade física, o corpo fica mais capaz, reagindo melhor aos efeitos secundários dos tratamentos do cancro.

 

Os efeitos secundários “são menos tóxicos”, segundo novos indicadores que a ciência deteta.

Assim, reitera-se o melhor conselho que pode ser dado a um doente: atividade física. “É preciso que os pacientes com cancro saibam que o repouso não é a solução”, conclui Denny Levitt.

 

 

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