Este Website está sendo descontinuado. Mudamos para Parstoday Portuguese
terça, 26 janeiro 2016 12:10

Diretora-geral da OMS preocupada com "propagação explosiva" do vírus Zika

Diretora-geral da OMS preocupada com "propagação explosiva" do vírus Zika
A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a "propagação explosiva" do vírus zika a novas áreas geográficas e a baixa imunidade da população são motivos de preocupação.

Genebra - A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, nesta segunda-feira (25), que a "propagação explosiva" do vírus zika, transmitido pelo mosquito aedes aegipty, a novas áreas geográficas e a baixa imunidade da população são motivos de preocupação.

Margaret Chan fez um discurso ao Comitê Executivo da agência, em Genebra. Ela citou a "possível ligação entre a infecção durante a gravidez e bebês que nascem com a cabeça pequena (microcefalia)."

A diretora da OMS enfatizou "que ainda não foi estabelecido o link entre o zika na gravidez e a microcefalia", mas reconheceu que "a evidência é sugestiva e extremamente preocupante".

Chan agradeceu os países afetados, como o Brasil, por detectar com rapidez a presença do vírus e por notificar a OMS sobre os casos. A chefe da agência da ONU aproveitou para falar também sobre o ebola.

Ebola

Segundo ela, há 15 meses, Guiné Conakry, Libéria e Serra Leoa estavam reportando mais de 950 casos por semana. Atualmente, os três países interromperam as cadeias de transmissão, uma conquista considerada "monumental" para Margaret Chan.

Mas a diretora lembrou que a OMS ainda não declarou o fim do surto na África Ocidental porque "o vírus pode permanecer no corpo dos sobreviventes por até um ano".

Chan garantiu que os três países continuam com intensa vigilância e que a OMS tem mil funcionários na África Ocidental ajudando na detecção de novos casos, como os dois ocorridos recentemente em Serra Leoa.

A diretora da OMS explicou que o "ebola é um vírus teimoso" e que novos casos podem ocorrer. Segundo Chan, mais de 10 mil sobreviventes enfrentam problemas de saúde e estigma e essas pessoas precisam de cuidados.

A diretora falou ao Comitê Executivo da agência sobre a implementação de um programa único de resposta a surtos e emergências, uma mudança que ainda será implementada e fará a OMS "mais forte".

Margaret Chan lembrou de 77 milhões de pessoas que precisam de assistência de saúde em países onde há conflito armado. Ela defendeu ainda a cobertura universal de saúde, "um dos pilares" da nova agenda de desenvolvimento sustentável.

A diretora da OMS falou também sobre duas ameaças e perigos: o aumento das doenças não-transmissíveis e da resistência antimicrobial. Segundo Margaret Chan, "2016 será um ano decisivo e ação é necessária".

Add comment


Security code
Refresh

Enlaces