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domingo, 14 fevereiro 2016 16:27

Poluição do ar mata 5,5 milhões de pessoas por ano

Poluição do ar mata 5,5 milhões de pessoas por ano
Sobretudo China e Índia apresentam altas taxas de mortalidade devido à poluição atmosférica. Segundo cientistas, má qualidade do ar é uma das maiores causas de morte prematura, após pressão alta, desnutrição e tabagismo.

Mais de 5,5 milhões de pessoas morrem prematuramente em consequência da poluição atmosférica, afirmaram pesquisadores durante a conferência da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), nesta sexta-feira (12/02) em Washington.

"O smog é responsável por 10% das mortes em todo o mundo", afirmou o cientista Michael Bauer, da Universidade British Columbia, em Vancouver, durante a conferência na capital americana. "A poluição do ar é o quarto maior fator de risco para morte prematura", informou Bauer. Somente a pressão arterial elevada, a má alimentação e o tabagismo são considerados mais perigosos.

Sem leis ambientais mais duras, as mortes por poluentes no ar vão aumentar ainda mais nos próximos anos, de acordo com os estudiosos. Pesquisas anteriores haviam estimado esse número de mortos em 3 milhões de pessoas. "A redução da poluição do ar é uma forma eficaz de melhorar a saúde da população", ressaltou Brauer.

China e Índia

De acordo com os dados divulgados na conferência da AAAS, mais da metade das mortes ocorre na China e na Índia. Na China, cerca de 1,6 milhão de pessoas morreram em 2013 em consequência da poluição atmosférica, enquanto a Índia registrou, no mesmo ano, 1,4 milhão de mortes pela mesma causa.

Ambos os países emergentes vivenciam um rápido processo de industrialização. A China depende fortemente do carvão para a geração de energia.

Na Índia, os pesquisadores informaram que principalmente a queima de madeira, esterco e biomassa é responsável pela má qualidade atmosférica. Menos de 1% da população do país vive em áreas onde a qualidade do ar seria considerada saudável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo Dan Greenbaum, presidente do Instituto de Efeitos para a Saúde, em Boston, houve progresso significativo nos dois países, porque o problema foi finalmente reconhecido como sério. "Mas ainda falta muito para se encontrar uma solução", acrescentou Greenbaum.

Atualmente, os pesquisadores tentam descobrir que fontes de poluição do ar são responsáveis por determinado número de mortes.

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