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terça, 29 dezembro 2015 06:15

O 17 de mês de Rabi Al-Awal, o Aniversário do nascimento de Imam As-sadiq (A.S), o Sexta Imam xiita

O 17 de mês de Rabi Al-Awal, o Aniversário do nascimento  de Imam As-sadiq (A.S), o Sexta Imam xiita
O Imam Jafar Assadeq (A.S) nasceu na cidade de Medina, a Iluminada, no Hidjáz da Península Arábica, no ano de 83 Hejríta (703 d.C.), crescendo e se desenvolvendo no seio de seu avô, o Imam Ali ibn Al-Hussein Assajjád (A.S), e de seu pai, o Imam Mohammad Al-Báquer (A.S).

“Tema a Deus como se você o estivesse vendo. Se você não o ver, Ele o vê”

 

O Imam Jafar Assadeq (A.S) nasceu na cidade de Medina, a Iluminada, no Hidjáz da Península Arábica, no ano de 83 Hejríta (703 d.C.), crescendo e se desenvolvendo no seio de seu avô, o Imam Ali ibn Al-Hussein Assajjád (A.S), e de seu pai, o Imam Mohammad Al-Báquer (A.S), dos quais adquiriu os ensinamentos dos preceitos e conhecimentos islâmicos, testemunhando o quanto os discípulos da filosofia se saciavam da abundância do saber de seu pai, o Imam Al-Báquer (A.S), o qual transformou a mesquita “Massjed Rassúl Alláh” em uma Universidade Teológica Islâmica, donde se formaram sábios, excelsos eruditos e oradores. O Imam Jafar ibn Mohammad ibn Ali (A.S), foi cognominado por Assadeq, o que significa “O Verídico”.

 

Imamato

 

O Imam Assadeq (A.S) tomou posse de seu ministério no Imamato, após a morte de seu pai, o Imam Mohammad Al-Báquer (A.S), e contava na ocasião 31 anos de idade.

 

O Imam passou toda a sua vida na divulgação dos ensinamentos do Santo Profeta do Islã. Sua fama causou a inveja do governador abássida, Mansur Ad-Dawaniqi que, temendo a popularidade do Imam, decidiu acabar com ele. Mansur ordenou a tortura e prisão dos descendentes do Profeta (P.E.C.E) muitos dos quais foram brutalmente assassinados.

E, na época do Imam Assadeq (A.S) ocorreram várias revoltas em todos os países islâmicos, pela oposição contra a cruel dinastia Omíada, causando seu enfraquecimento, até que, no ano de 132 Hejríta (750 d.C.), foi derrubada, e o califado passou às mãos do filho de Abbás, descendente do Al-Abbás ibn Abdel Muttaleb, um dos tios paternos do Profeta Mohammad (P.E.C.E), iniciando-se com ele a não menos cruel dinastia dos Abássidas.

Foi com o rastro destas circunstâncias que o Imam Jafar Assadeq (A.S) pôde aproveitar a ocasião para assegurar e aumentar o ensino teológico e o vasto pensamento islâmico, criando cada vez mais pensadores para a multiplicidade do saber e das artes, ampliando a escola islâmica fundada por seu pai, o Imam Mohammad Al-Báquer (A.S), e assim, o seu século testemunhou o movimento e o dinamismo, abrangendo a medicina, a astronomia, a alquimia, a física, as artes e a matemática, bem como, dinamizou a tradução para a língua árabe, a filosofia e os idiomas ocidentais, porém, criou-se uma corrente de inveja e ideologias irregulares.

No entanto, o Imam Assadeq (A.S) conseguiu detê-las a tempo, esclarecendo o pensamento e a Lei islâmica e desmascarando os falsos ideais dos opositores, enfraquecendo-os de um lado, enquanto protegia a ideologia islâmica e a ideologia da unicidade do povo pela Unicidade de Deus, contra os maldizentes que aumentavam em sua época, e, diante da tenacidade deste Imam (A.S), a Unicidade de Deus e o ensino escolar dos provenientes da linhagem do Profeta Mohammad, Mensageiro de Deus (S.A.A.S), suplantaram todas as ideologias e pensamentos contrários à fé xiita, seguidores do xiismo de Ali ibn abi Taleb (A.S), através da fé Jafarita, implantada pelo Imam Jafar Assadeq (A.S), tal qual como o é pelo credo dos doze Imames purificados (A.S), os quais seguiram à risca a convicção xiita, através das recomendações do Mensageiro de Deus (S.A.A.S), e que são os doze considerados como os Imames dos muçulmanos, por determinação dele.

Depois da queda da dinastia Omíada no Oriente, o poder passou às mãos dos Abássidas, os quais, de início convocaram para o Governo autoridades da linhagem do Mensageiro de Deus Mohammad (S.A.A.S), a fim de ganhar a simpatia do povo e formar-lhes uma República, passando a destruir não só os adversários como todos os Omíadas numa impiedosa perseguição.

Entretanto, depois de se apoderarem do Governo por inteiro, começaram a pressionar os da linhagem do Profeta Mohammad (S.A.A.S) e oprimilos, contradizendo-os de forma mais dura que se possa imaginar.

Abu Jafar Al-Mansur, segundo califa Abássida (de 754 a 775 d.C.), praticou as piores atrocidades contra os descendentes de “Ahlul Bait”, como por exemplo: Colocava-os vivos em cilindros de construção, os quais acabavam morrendo sufocados, ou então, os aprisionava em masmorras subterrâneas em completa escuridão, sem que possam distinguir o dia da noite, onde acabavam perecendo de fome e de sede, ou de doenças estranhas e infecciosas, exceto os que conseguiam escapar aos suplícios ou prisões, indo se refugiar em localidades longínquas e secretas, espalhando-se pelas províncias vizinhas, temendo o terror dos Abássidas e a morte.

Contudo, o Imam Jafar Assadeq (A.S) não se intimidou ou se acomodou, continuando a lutar pela defesa dos descendentes da linhagem do Profeta Mohammad (S.A.A.S) e de Ali ibn abi Taleb (A.S), e proteção aos seus aliados, junto aos Governantes Abássidas, os quais nada podiam fazer contra ele por ora, por causa de sua superioridade e personalidade no conceito dos povos em geral, pois o seu nome ultrapassou os horizontes das fronteiras, devido à sua alta posição e situação social, principalmente pelo seu conhecimento, depreciando os demais sábios de seu tempo.

Por isso, Al-Mansur o convidou para se estabelecer no Iraque, onde teria maior chance de controlá-lo, atraindo-o para junto dele a fim de fazêlo seu colaborador, distanciando-o da nação e afastando-o do povo, para depois, estimular entre ele e a prícia da liderança uma espécie de advertência para a nação muçulmana e editar o ideal islâmico em suas fileiras.

Abu Djaafar Al-Mansur, segundo califa Abássida, escreveu então para o Imam Assadeq (A.S), tencionando em sua missiva a aproximação com o Imam (A.S) e a amizade dele, dizendo-lhe:

“.. Por que não te pacificas conosco como o faz o povo?”

E o Imam Assadeq lhe respondeu com franqueza:

“.. e não há nada que nos faça temer-te, oh Al-Mansur, e tu não tens algum propósito da Eternidade que nos faça pedir-te algo, e tampouco tu possuis algum benefício para que possamos parabenizarte ou possuíres alguma queixa para consolar-te..”

Apesar da aspereza da resposta, Al-Mansur, controlou-se, querendo mostrar-se condescendente, tornou a escrever ao Imam:

“.. Seja o nosso amigo para nos aconselhar e...”

Mesmo assim, o Imam Assadeq tornou a responder-lhe sem meandros:

“Todo aquele que deseja o mundo, não se aconselha conosco, e aquele que deseja a Eternidade, não mantém contigo laços de amizade.”

Diante da inflexibilidade do Imam Assadeq (A.S), a ira de Al-Mansur chegou ao seu limite máximo, mas, ao sentir certo temor por causa da posição e força que o Imam possuía, passou a tecer a teia da traição e da astúcia malévola, a fim de se livrar dele, sem levantar suspeitas.

 

Valores éticos e virtude do Imam Jafar As-Sadiq (A.S)

Sobre os valores éticos e virtudes do Imam Jafar As-Sadiq (A.S), é suficiente que, dos seus quatro mil discípulos, nem um único se opôs ou criticou o caráter moral e a conduta do Imam Jafar As-Sadiq (A.S), nem sequer encontrar um ponto fraco nele. Ele era um exemplo prático para os muçulmanos pelo seu comportamento , desde comer, descansar, andar, falar, mesmo no seu relacionamento publico, tendo o mesmo tratamento social que exercia dentro da família.

Estudos e conhecimentos

Imam As-sadeq (A.S.), a mais rica personalidade científica que a história da humanidade já conheceu. Ele fez brotar o conhecimento e a sabedoria na terra. E de acordo com a declaração de Al Jáhiz ele encheu o mundo com o seu conhecimento e ciência. Ele colaborou positivamente na formação da civilização humana, e descobriu meios científicos que levaram o ser humano a progredir em todos os meios da vida. Foi ele quem descobriu o oxigênio,

descrevendo as suas particularidades e compostos. Ele também declarou que o ar não é um elemento simples, mas é composto de elementos diferentes. Ele descobriu, também, muitos outros segredos do universo. Os cientistas ocidentais consideraram-no uma grande mente pensadora e um renomado inventor.

De qualquer forma, iremos falar dele no que diz respeito a excelência de sua conduta e características morais, e sobre as suas advertências quanto as características ruins, que causam a destruição dos seres humanos.

Imam Jafar As-Sadiq (A.S) tornou-se versado em ciências islâmicas, incluindo hadith, tradição e estudos corânicos. Além de seu conhecimento em ciências islâmicas, gostava muito das ciências naturais, matemática, filosofia, astronomia, anatomia, alquimia entre outros assuntos.

O ilustre alquimista islâmico, Jabir ibn Hayyan, conhecido na Europa como Geber, foi o discípulo mais proeminente do Imam Jafar As-Sadeq. Ele era conhecido por suas opiniões liberais na aprendizagem, tendo debates com estudiosos de diferentes religiões e crenças.

Jafar As-Sadeq(S.A) ministrou a maior escola do seu tempo , formando milhares estudioso nos assuntos islâmicos e científicos da sua época. Ele recebia também muitos cientistas e estudiosos de outros lugares mesmo vindo de Meca debatendo assuntos variados, recebendo esclarecimentos. Um dos ilustres discípulos foi o Imam Abu Hanifa, Imam da Escola Sunita Hanafi.

O Malik Anas sobre o Imam xiita disse: "sempre que visitava o Imam as-Sadiq (A.S), ele estava rezando, jejuando ou recitando o Alcorão Sagrado. Ele era o melhor do seu tempo por seu profundo conhecimento, piedade, e orações”.

Palavras sobre o Imam Jafer As-Sadiq (A.S)

Malek Ben Onas, um jurisconsulto, disse: “Jamais vi um olhar, nem ouvi algo mais lenitivo do que ver e ouvir Jafer As-Sadiq (A.S) em sua sapiência, devoção e piedade, e, principalmente das três qualidades que possui: abundância do conhecimento da doutrina, literatura completa sobre a sabedoria e desprendimento total da vida material e, preservação completa e integral dos desejos carnais…”.

Abu Hanifa Anooman Ben Thábet, falou: “Não fosse Jaafar Ibn Mohammad (A.S), as pessoas não conheceriam a obrigação do culto da peregrinação (Al-Hajj) …” e aludindo a si próprio dizia: “… e se não fossem os dois anos, Anooman teria sucumbido”. Ele se referia aos dois anos em que foi discípulo do Imam Jafer As-Sadiq (A.S).

Sheikh Tussi, dos notórios xiitas e um dos três mil, duzentos e sete discípulos do Imam Jafer As-Sadiq (A.S), e outros dos quatro mil discípulos, que aprenderam com ele, não só as Leis do Islã e o Alcorão Sagrado, mas também a jurisprudência, oratória, ideologia, alquimia, medicina, astronomia etc., mencionavam sempre o Imam Jafer As-Sadiq (A.S) na melhor das referências, dos quais um dos discípulos do Sheikh Tussi, chamado Jáber Ben Haiyán, que também o mencionou em sua obra sobre a biografia do Imam Jafer As-Sadiq (A.S), em mil folhas, contendo 500 mensagens do Imam sobre a alquimia e diversos estudos referentes a este vasto conhecimento.

Alguns ditos do Imam Jafer As-Sadiq (A.S)

“A pessoa que se desloca para ajudar seus irmãos da fé é como quem está encaminhado entre Safa e Marwa”

“Aquele que trata as pessoas gentilmente será aceito como árbitro”

“Um muçulmano sempre tem três características: o conhecimento sobre a religião, a boa gestão na vida e perseverança diante das calamidades”

“O devoto só pode chegar à verdade da fé quando possuir estas três qualidades: a jurisprudência na religião; a beleza da avaliação da vida e a paciência sobre os infortúnios”.

“Só se conhecem as três qualidades do indivíduo em três ocasiões: a qualidade de Clemencia durante a ira; a qualidade do valentia durante a guerra e a qualidade do irmão na ocasião da necessidade”.

“A situação do devoto entre dois temores: O que Deus faria com ele por uma pecado do passado e o que poderia lhe ocorrer em sofrimento e culpa durante a sua longevidade; e assim, passa o amanhecer preocupado e o anoitecer inquieto, passando a conviver só com o medo”.

“Sejam receptivos com o próximo sem que o façam em palavras. Isto é, só por meio dos atos e do bom caráter é que poderão atrair as pessoas para as boas ações e para a fé”.

 

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