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quinta, 22 outubro 2015 13:22

Tasua, uma oportunidade para amar e expressar a lealdade.

Tasua, uma oportunidade para amar e expressar a lealdade.
Este programa aborda os acontecimentos do dia da Tasua, a véspera do memorial tragédia de Ashura em deserto de Karbala.

 

 

Imam Sadiq (paz esteja com ele), um dos proeminte neto do profeta do Islã, diz: "Tasua é o dia em que Deus está satisfeito de Imam Hussein (que a paz esteja com ele) e dos seus companheiros. Eles foram cercados em Karbala por tropas de Levante (Síria agora). Omar Ibne Saad e ibn Marjane estavam felizes por sentir que o Imam Hossein estar debilitado, parecendo confiante de que ninguém iria ajudar o Imam Hossein e seus companheiros”.

Tasua é nove de Moharram, onde aconteceu um evento memorável. Era o meio-dia e, gradualmente, o sol estava a vista no meio do céu. Os inimigos cruéis se intensificaram as medidas no deserto de Karbala e, aparentemente, sem dúvida, o início da uma batalha desproporcional. De repente, a voz do líder das tropas do inimigo, Amr Ibn Saad, ordenando seus soldados para atacar.

O som horrível de seus cavalos causaram terror e medo entre mulheres e crianças nos acampamentos do Imam Hassan (que a paz esteja com ele). A Hazrate Zainab corre para seu irmão para ter informações sobre os acontecimentos... no livro, “A História de Tabari”, citando Abu Meianaf e continua a este evento:

“Imam Hussein estava sentado em frente da tenda de sua irmã Zainab que se aproximou dele e perguntou: “Ó meus irmãos, ouviram as vozes que se aproximam” Imam Hussein diz:  “ minha irmã, a misericórdia de Deus esteja com você, se tranquilize.

Em seguida, o Imam Hussein disse as seu irmão fiel Ali Ibn Abbas, “Oh , Abbas, eu dou a minha vida para você, o inimigo se aproxima , podia perguntar  por que temos cercado”?

 

Abul Fadhl al-Abbas, o qual era temido pelos inimigos, já que jamais chegavam perto dele por medo da morte, aproximou-se e entendeu que havia duas opções, seguir a linha de  lealdade ao Imam Hussein ou alcançar o martírio.

Seu irmão Abbas transmitiu a intenção do inimigo. Imam Hussein pediu Abbas para voltar a se aproximar aos inimigos para pedir-lhes para adiar o confronto até amanhã, porque naquela noite ele queria rezar e recitar sua escritura (Alcorão). Essa noite se tornou uma das noites inesquecíveis de adoração ao Senhor.

Imam Hussein, fazendo este pedido, em uma aula prática, explicou a natureza do seu movimento e mostrou a todos que o objetivo deste grande movimento é reviver a religião verdadeira e a devoção a Deus.

O que incomodava o Imam Hussein foi a remoção do espírito da religião e devoção a Deus entra os fieis. A religião, aparentemente, tinha a oração, o jejum e a recitação do Alcorão, mas dentro foi uma distorção dos princípios do Islã, havia sido promovido por Yazid (como falso califado) e seus seguidores, esta visão da religião teve confronto com a justiça e a divulgação do bem e proibição do mal.

Na véspera da batalha de Karbala um dos companheiros do Imam al-Hussein (A.S.) relatou que o Imam (A.S.) clamou a todos dizendo: “Aquele que tiver contraído alguma dívida não poderá combater, pois não é honrado para um homem morrer sem antes quitar suas dívidas; este poderá adentrar ao inferno”. Ao ouvir isto, um homem levantou e disse: “Eu faço da minha esposa minha fiadora!”. Perguntou-lhe o Imam (A.S.): “E quem será o fiador dela? Será que ela não padecerá também?”.

Todos os companheiros se orgulhavam e se honravam em participar na batalha e na revolução do Imam al-Hussein (A.S.).

Há uma grande diferença entre um exército que espera um pagamento ou algo em troca por ter de lutar e um exército que deseja e busca o martírio pela causa de Deus, sendo totalmente vivos e sinceros, mas desvalorizado totalmente a vida terrena.

O Imam al-Hussein (A.S.) e os seus companheiros deram lições de fi­delidade e lealdade ao mundo todo, com o intuito de conquistar a liberdade, princípios, justiça e levar proteção aos oprimidos e aos pobres.

Declaração do Imam al-Hussein (A.S.) sobre seus companheiros foi relatado no livro Magtal al-Imam al-Hussein de autoria do Seyyed Abdel Razzag al-Mousawi al-Mugaram que o Imam al-Hussein (A.S.) juntou seus companheiros e disse:

 

“Louvo a Deus com o melhor dos louvores e o glorifico na felicidade e na decadência. Ó meu senhor, te glorifico pela honra que nos agraciou de sermos da família do Profeta, nos ensinou o Alcorão e nos ensinou a religião, nos agraciou com a visão, audição e bons corações, e nos afastou da idolatria. Em verdade, não conheço companheiros melhores e mais fiéis do que os meus companheiros, e nem uma família mais obediente e bondosa do que a minha. Que Deus vos recompense com a melhor das recompensas... O meu avô, o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) me comunicou que serei guiado ao Iraque e irei me estabelecer nesta região, e nela irei ser martirizado. A promessa dele esta se aproximando...”.

 

Um dos soldados do exército de Ubaidillah ibn Ziyad apresentava o exército do Imam al-Hussein (A.S.) demonstrando suas características: “Um grupo que se rebelou contra nós. Suas mãos estavam sobre as garras de suas espadas, igual aos leões que se prontificam para o ataque. Eles destruíam os cavaleiros do lado direito e esquerdo, e se jogavam sobre a morte. Não aceitavam se render e jamais queriam propina. E por fim, não há algo que os separasse da morte...”.

 

No oitava dia do mês de Moharram a pressão sobre o exército e o acampamento do Imam al-Hussein (A.S.) foi maior do que a dos dias anteriores, e foram proibida a che­gada de água até o acampamento. O exército de Ubaidillah ibn Ziyad queria que a sede e a pouca água fosse um meio de humilhar e pressionar o Imam al-Hussein (A.S.). Eles queriam enfraquecer o Imam al-Hussein (A.S.) e os seus companheiros.

 

A água acabou no acampamento do Imam al-Hussein (A.S.) e ele encar­regou a Abul Fadhl al-Abbas a tarefa de buscar água para o acampamento, nomeando-o Saqi al-Otasha30. O Imam (A.S.) mandou junto com o seu irmão vinte homens que se dirigiram ao rio Eufrates à noite sem dar atenção aos solda­dos do exército Omíada, os quais estavam cercando o rio. Um dos companheiros do Imam al-Hussein (A.S.), Nafe´ ibn Hilal al-Jamali, chegou próximo ao rio e discursou perante o grupo de soldados do exército Omíada que cercava o rio e disse: “Viemos beber desta água, aquela que vocês colocaram uma barreira entre nós e ela”. Omar ibn al-Hajjaj, o comandante da brigada que cercava o rio disse a Nafe´: “Beba a vontade da água com a condição de não levar nenhum gota ao Imam al-Hussein (A.S.)”. E então Nafe´ disse: “Juro por Deus que não beberei nenhuma gota desta água se o Imam al-Hussein, seus familiares e seus companheiros continuam com sede”.

 

A noite de Ashura foi a última noite da aproximação de Imam Hussein com Deus. Em recursos históricos se lê: "A noite chegou e Imam Hussein passou a noite de Ashura na posição prostrada e rezando como seus fiéis. Aquela noite foi preenchida com a oração e rezar, uma situação celestial e espiritual em maiores místicos não consegue se explicar este estado espiritual.

Depois de terminar o discurso do Imam, seus companheiros e fiel, um por um levantaram-se e sublinharam o seu apoio ao Imam Hussein multilateral e cada um em suas próprias palavras expressou sua lealdade. Entre eles estava Ali Ibn Abbas que primeiro começou a falar e disse: “Por que fazemos isso”? Para que ficar vivo após a você? Felizmente, Deus nunca teria dado este dia. Após as palavras de Ali inb Abbas, outro jovem Imam também fizeram observações semelhantes.

Usyeh ibne Muslem um jovem recente casado fez um discurso. Dirigindo-se ao Imam Hussein e disse: “Com que desculpa pode deixá-lo sozinho”? Eu juro por Deus que não vou deixá-lo até que minha espada partir no coração do inimigo... se eu não tiver uma arma para lutar com eles, combatê-los com pedras... Eu juro por Deus que não vai deixar você, Deus sabe que nós respeitamos seu profeta... Por Deus, se eu morrer 70 vezes e nunca mais vai viver separado de vocês. Imam Hussein, para aprender a lealdade, amor e devoção a seus amigos e deu-lhes a conhecer que o seu martírio no testemunho de Deus lhes trará recompensas únicas. Uma das grandes cenas da noite foi às palavras de Ghasem, filho do Imam Hassan, o irmão de Imam Hussein. Ele era muito jovem, com entusiasmo pediu ao Imam Hussein se ele iria ser martirizado. O Imam perguntou como você vê a morte? El respondeu. "Oh tio, a morte para mim é mais doce do que o mel" Imam Hussein comovido pela espiritualidade e coragem deste homem jovem, chorando e disse Ghasem sim, você vai ser um mártir, depois de sofrer. Um sofrimento grave. Ghasem perguntou: “As tropas do inimigo também vai atacar os acampamentos do Imam Hussein explicou o evento do martírio de Abdullah e Ghasem Ibne Hassan”.

Sim, as estrelas do céu observado pela umltima vez o Imam Hussein e seus seguidores. Todos eram fiéis entusiasmados ao seu Senhor. Mas, em parte, a irmã do Imam Hussein, o Hazrate Zainab (saudações é para ela), com um olhar triste observavam seus irmãos e sobrinhos. Quando esta grande senhora sabia que no dia seguinte hossein seria mártir tornou-se inquieto e confuso. Ela se aproximou do Imam Hussein e disse: “Oh, que tragédia”! Será que eu também ia morrer e minha vida acaba. Hoje minha mãe, Hazrate Fatima (o amor é para ela), meu pai, Hazrate Ali (que a paz esteja com ele), e meu irmão Hassan, não estão ao meu lado.

Imam Hussein abraçou sua irmã e disse: “Irmã, seja piedosa e ter tranquilidade e paciência”.

Sim, isso era uma parte dos eventos de Tasua. Embora o dia 9 de Moharram daquele ano, foi o dia de angústia, de sedimentos e estresse de mulheres e crianças, mas também estava cheio de sentimentos delicados, devoção e oração, bem como amostras de lealdades de crentes em Deus ao neto profeta do Islã. Que iluminou a escuridão da noite com sua adoração e alma eles estavam prontos para vir a seu Senhor.

 

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