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Saturday, 24 October 2015 05:53

Ashura, uma Manifestação de Sacrifício e o Martírio

Ashura, uma Manifestação de Sacrifício e o Martírio
Neste comentário vamos falar sobre o levante e o movimento glorioso de Ashura e seu papel no despertar dos muçulmanos e não muçulmanos.

 

 

O Abraão Khalil (P.E.C. E) após a Fundação da Kaaba por ordem de Deus, convidou todos os servos a adoração a Deus. Aqueles que tinham a possibilidades foram em direção a Kaaba, aceitando o convite e cada um de sua maneira se dirigiu em direção à casa de Deus. Hussein ibn Ali, bem aceitando o convite de Abraão, foi a Kaaba vestindo o Ihram. Mas a sua peregrinação era diferente. Ele no santuário seguro divino, não se sentia seguro. A terra de Meca, que até para os animais selvagens, plantas, aves e mesmo para os descrentes era um lugar seguro, tinha sido inseguro naquele momento para a família do Profeta e o seu filho honrado, Hussein Bin Ali (S.A.). Ele ficou ciente de que os soldados de “Yazid Bin Maveieh” estavam em Meca para derramar o seu sangue, neste seguro Santuário Divino, por isso deixando os rituais do Hajj incompleto e encaminhou para a terra do seu destino.

Neste comentário vamos falar sobre o levante e o movimento glorioso de Ashura e seu papel no despertar dos muçulmanos e não muçulmanos.

 Hoje Ashura; é uma testemunha das calamidades que a família e os companheiros do Imam Hussein sofreram neste dia, devemos ir ao seu encontro, para defender a religião, o Alcorão e o profeta do Mohammad (P.E.C. E) e todas as pessoas amantes da liberdade.

As tropas da tirania e os rebeldes estão prontos para fazer o grande crime, perseguir um grupo pequeno e seletivo do mundo.

Hussein e seus companheiros com uma decisão definitiva e uma vontade firme, prepararam para o futuro do mundo o caminho da salvação. Imam Hussein (que a paz esteja com ele), imaculado neto do último mensageiro divino, o profeta Mohammad (saudações são para ele e seus descendentes) e sua mãe Fátima (saudações seja para ela), uma das senhoras escolhidas o mundo em virtude e a fé. Seu pai Ali (que a paz esteja com ele), um grande homem que adornou as paginas da história com a justiça, e perfeições morais. Agora, o que é uma magnífica epopeia do Hussein, o filho dos grandes homens dignos de amor e da guerra que é travada em Karbala. Agora é Ashura, do ano 61 hégria lunar, faltaram poucas horas da vida de Imam Hussein. Os poucos fiéis de Hussein com o amor vão a batalha para defender a humanidade e liberdade. Cada um deles gostaria de ter mais do que uma vida de meneira que poderia ajudar o filho do Profeta e sacrificar sua vida junto com ele, a batalha foi a mais bela canção da vida. Imam Hussein pediu aos inimigos parar por um momento a batalha, porque estava indo para rezar e dedicar os últimos momentos de sua vida a adoração e devoção a Deus. O inimigo não aceitou, mas o Imam não cedeu à pressão e continuo a rezar, enquanto alguns de seus companheiros se puseram de escudo para protegê-lo. O rosto tranquilo e luminoso de Imam Hussein, em oração, traz lágrimas aos olhos.

Quando passava de meio-dia, se rebelou a maior catástrofe. O filho do último profeta, o líder da justiça e da liberdade foi decapitado e a sua cabeça levantada por espada dos inimigos. Um homem do profeta disse: "Hussein é a luz da orientação e do navio de salvação.”.

O profeta de Deus em outros lugares recordou que: “Eu estou consciente de grande forma de encontrar e navegar com Ali, bondade lhe foi dado por Hassan, mas o critério de felicidade e desgraça é Hussein”. Saiba que Hussein é uma das portas do paraíso quem seja o seu inimigo, Deus proíbe-lhe o cheiro do paraíso. Na ótica dos historiadores, a epopeia de Ashura tem duas páginas, brancas e negras. Sua página brilhante significa amor, conhecimento, liberdade e humanidade e crimes de guerra decorrente da página negra é todo o estado de humor e interesse de Yazid e seus seguidores estão buscando. Ashura com o símbolo do levante eterno do Imam Hussein Ibn Ali contra os cruéis e os desgraçados, é um símbolo de humanidade e amor de Imam ao povo e à comunidade humana. Imam Hussein estava com grande amor e amizade, amou os homens e não queria a escravidão e desumanidade para eles. Assim, com amizade, bondade e grandeza durante todo o caminho de Medina a Karbala ele convidou todos à justiça e segurança impedindo-os de extravia.

Há Séculos, a Ashura é conhecida como o manifesto de justiça e como o dia do sacrifício no caminho da religião e crença. Hussein Ali Ibn, neste dia com poucos companheiros, mas com fé e determinação e grandeza gloriosa lutou contra tropas extraviadas do governo de Yazid e converteu a Karbala em um palco sempre vivo de amor divino da liberdade e sacrifício. Ashura, embora fosse apenas um dia, deixou uma grande influência na profundidade das almas que a cada ano, o decimo de Moharam e, especialmente, em Ashura, é considerado o ponto culminante do amor e sinceridade, respeite ao mestre de liberdade e Jihad e do martírio, Hussein Ali Ibn, que inclusive o não muçulmano se rende perante da sua grandeza.

Imam Hussein, a convite do povo de Kufa viajou para essa cidade de Meca, mas antes de chegar a Kufa foi parado em Karbala por tropas de Ibn Ziad, e por não querer aceitar nem se quer render ou ser leal ao governo de Yazid, a tropa de Kufa lutou com ele. Hussein e seus companheiros no dia da Ashura com bocas ressecadas e com extraordinária coragem lutaram até o último homem e morreram com honra e glória, e os sobreviventes deste comboio de luz capturados pelas forças das trevas, foram levados para Kufa. Os 72 membros fiéis que foram feitos mártires, criaram uma grande epopeia histórico e fizeram eternas suas recordações na memória e na consciência da humanidade.

Ashura, em comparação com muitos outros acontecimentos que ocorreram em um curto período de tempo, mas é um dos eventos ao longo da história tem chamado à atenção. Este evento deixou grande papel e influencia social ao longo da história e tornou uma cultura especial com uma estrutura única. A batalha desigual de Karbala, que terminou em favor de frente do inimigo, na realidade, a vitória pertence ao Imam Hussein e seus companheiros já que ele naquele sucesso e levante deixou um caminho e um costume eterno no mundo e seu sangue fundou um escola para todos os muçulmanos, e todos os libertadores do mundo baseado na justiça e sacrifício.

Ashura lembra um dos grandes acontecimentos da história humana. Em um meio dia os exemplos de purificação e da virtude foram mortos e outra vez vestindo a roupa da justiça, no inicio de um período egoísta. Mas muitas nações em seus discursos políticos e sociais foram inspiradas pelo modelo de liberdade, dignidade, lealdade e sacrifício desta revolta. Será o levante revolucionário de Imam Hussein e seu martírio e do martírio dos fiéis, um exemplo para os libertadores do mundo, e muitos líderes mundiais têm sido vitoriosos na sequência do levantamento e movimentação de Imam Hussein. O líder da Índia, Mahatma Gandhi, em um ditado histórico disse: “Eu não trouxe nada de novo para o povo da Índia apenas o resultado dos meus estudos e pesquisas sobre os heróis de Karbala, um presente para o povo da Índia”. Se queremos salvar a Índia é necessário empreendamos o caminho que seguiu o Imam Hussein.

Há condições em que os seres humanos sobrevivem e alcançam padrões mais elevadas de vida, entre outros, estão dispostos a sacrificar suas vidas.

Ashura é uma demonstração do martírio de Imam Hussein e seus seguidores, e que o modelo de Hazrate foi pioneiro neste campo.

 

O último adeus

 

O Imam Hussein (A.S.) retornou à sua família para se despedir dela pela última vez, e ainda sofria profundamente pelas suas feridas que não paravam de sangrar. Ele aconselhou sua família e ordenou que tivessem paciência, que estivessem preparados para a grande tragédia e que se entregassem ao desejo de Deus. Ele dizia:

“Preparem-se para a tragédia, e saibam que Deus, O Altíssimo, protegerá vocês e os salvará de todo mal dos inimigos. Ele irá fazer com que vocês tenham um final feliz, e irá castigar vossos inimigos das mais diversas for­mas, recompensará vocês por esta tragédia com as mais diversas graças. Então, não reclamem de nada e não falem algo que possa humilhá-los.”

Todos se uniram em volta dele e se encostaram nele (A.S.), crianças e mulheres que estavam enfrentando aquela grande tragédia. Entre estas mulheres estava Zainab al-Kubra, a qual recebia os pedidos de paciência do seu irmão Hussein (A.S.), que por sua vez a aconselhou a proteger o Imam Zainol Abedin (A.S.) e a família, e acima de tudo, ter paciência.

Omar ibn Saad , o comando da tropa do inimigo disse em voz alta a seus soldados:

 “Ataquem-no. Já que ele esta ocupado com a sua família. Juro que se ele retomar o combate não terão mais esta chance”.

 Então, todos começaram a atirar suas flechas até que o acam­pamento começou a ser atingindo, ferindo inclusive algumas mulheres. Neste momento todas as mulheres ficaram apavoradas e começaram a gritar, todas olhavam para o Imam Hussein (A.S.) ansiosas para ver o que faria. O Imam Hussein (A.S.) se levantou como se fosse um leão furioso, matando a todos que o atacaram. As flechas estavam direcionadas a ele, vindas de todas as partes, e ele se protegia delas e depois retornava ao seu lugar, recomeçando o combate. O Imam Hussein (A.S.) repetia o dizer: “Não há força além de Deus.”

De repente, entre as flechas, uma atingiu a sua purificada boca, expelindo muito sangue. Ele colocou a mão debaixo da ferida e quando a mesma se encheu de sangue ele jogou todo o conteúdo aos céus e disse ao seu Senhor: “Ó meu senhor, isso por ti é muito pouco” . Então, uma flecha atingiu sua testa e ele (A.S.) disse em voz alta:

“Ó nação da maldade, vocês foram a pior nação que poderia vir depois de Mohammad e sua linhagem. Depois de mim, qualquer um será facilmente executado. Eu pedi para Deus que me agraciasse com o martírio e depois me vingasse de vocês de uma forma que vocês não percebam.” Eles perguntaram: “Como Ele irá se vingar de nós, ó filho de Fátima?” O Imam (A.S.) respondeu: “Irá criar intrigas entre vocês e fará que cada um de vocês derrame o sangue do próximo, e então, jogará o castigo sobre todos vocês de uma vez só.”

Quando o Imam Hussein (A.S.) se cansou, não tendo mais forças para combater, parou para descansar, e neste momento um dos soldados amaldiçoados do inimigo o atacou com uma pedra que atingiu sua purificada testa, e então, o sangue começou a jorrar sobre seu rosto. Enquanto o Imam (A.S.) levantava sua manga para limpar o sangue um outro soldado inimigo, amaldiçoado nesta e na outra vida, o atingiu com uma flecha de três pontas, que atingiu seu coração sagrado. Neste momento ele (A.S.) disse:

“Em nome de Deus, por Deus e pelo método da Mensagem do Profeta de Deus”. Ergueu sua cabeça em direção ao céu e disse: “Ó meu Senhor! Tu sabes que eles estão matando um homem considerado filho do Seu profeta, e não existe ninguém semelhante a ele na face da terra visto sua pureza”. E então, arrancou a flecha que estava em seu coração pelas costas e o sangue saiu do seu corpo como se fosse uma fonte. Ele encheu suas mãos com o seu próprio sangue e jogou em direção ao céu, mas nenhuma gota caiu no chão, e ele disse:

“Deus está vendo o que acontece comigo, por isso será tudo fácil para mim.”

E novamente, encheu suas mãos de sangue, para lavar sua face e sua barba, e dizer:

“Eu estarei assim quando me encontrar com Deus e Seu Mensageiro, banhado com meu próprio sangue...”

As flechas não paravam de cair sobre ele (A.S.), até que o seu sagrado corpo se uniu completamente a elas, mas ainda assim ele orava contra os cri­minosos e assassinos:

“Ó meu senhor, mate-os um por um, e não deixe nenhum deles na face da terra.”

O sangue não parava de escorrer e isso o enfraqueceu, e a sede dele era tanta que fez efeito nos seus olhos, no seu coração e na sua língua. Fraco, ele (A.S.) sentou-se no chão de tanta dor, e então, foi atacado pelo amaldiçoado Malek ibn al-Nusr, que xingou o Imam (A.S.) e levantou a espada contra ele e o atacou na cabeça. O Imam usava um capacete que se encheu de sangue, Ele (A.S.) o tirou e jogou para o lado, olhou para Malek e rogou contra ele dizendo: “Tomara que jamais coma algo com essas suas mãos, e peço a Deus que te julgue junto aos tiranos e opressores.

Saudações ao senhor, Oh Imam Hussein!  É o filho do imaculado enviado de Deus! Saudações para ti e as pessoas que sacrificaram suas vidas. Seu sacrifício e sangue salvam assim os crentes de Deus de ignorância, saudações e bênçãos de Deus a ti. 

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