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Tuesday, 05 January 2016 10:02

O mundo do Islã em 2015 (Primera parte)

O mundo do Islã em 2015 (Primera parte)
Neste texto vamos revisar os acontecimentos marcantes do mundo do Islã em 2015.

O ano de 2015 foi um ano de grandes turbulências e agitações para as pessoas e países em qualquer parte do mundo. Como nos anos anteriores, sucederam acontecimentos tristes e promissores. O mundo do Islã também por sua vez registrou acontecimentos marcantes no ano que passou alguns tristes, na sua grande maioria tiveram causas externos. Mas também houve boas notícias devido ao processo de despertar islâmico, resistência e a coragem dos muçulmanos.

Terrorismo

O problema com maior envergadura e alarmante do mundo do Islã em 2015 como nos anos anteriores foi à questão do terrorismo que se inspira no pensamento extremista de Wahabismo e convicções pervertidas e fanáticas. A ignorância, violência e extremismo são características dos seguidores deste movimento. Durante as últimas décadas, os petrodólares da Arábia Saudita permitiram maior relaxamento nas atividades do movimento wahabita e contribuiu para expandir o terrorismo, ultrapassando das fronteiras dos países, contaminando quase toda a região Oriente Médio, desde Afeganistão, Paquistão, Iraque e a Síria.

Crise síria

A crise síria iniciada em 2011 criou uma plataforma propicia para a presença de Daesh e outros grupos terroristas respaldados por Ocidente e alguns governos da região incluindo a Arábia Saudita, Qatar e a Turquia.

No ano passado, a Síria, continuou sendo palco de crimes de grupos terroristas como Daesh, a Frente al-Nusra e o Exercito al-Islam. Eles receberam armas sofisticadas provenientes dos governos ocidentais, árabes e da Turquia. É engraçado que países como Qatar e Arabia Saudita que têm sistemas monárquicos absolutistas, onde não existem eleições livres, alegavam que o seu objetivo de intervir na Síria seria estabelecer a democracia neste país.

Segundo Observatório de Diretos Humanos, estas intervenções na Síria, nestes últimos cinco anos, deixaram cerca de 260 mil mortos, 75 mil foram civis. Somente em 2015 mais de 55 mil pessoas perderam a vida, 13 mil foram civis. Os terroristas pro-wahabitas assassinaram brutalmente o povo e divulgaram os vídeos e as fotos nas redes sociais e móveis.

Tais atos evidenciam que os terroristas não se acreditam em nenhuns ensinamentos carinhosos e a compaixão e misericórdia islâmica, e apenas procuram o poder sob qualquer preço mesmo matar as pessoas.

Arruinar um país e causar uma onda de refugiados faz parte da tragédia dos beligerantes na Síria, que tiveram apoio externo. Quase todas as cidades e aldeias sob o controle dos rebeldes foram arruinadas. Os terroristas utilizaram todos os lugares, inclusive mesquitas, hospitais e escolas como trincheiras e o local de refugio, quando foram obrigados a abandonar estes lugares já ocupados, destruíam todo.

Mas a odisseia dos refugiados sírios não termina aqui. De 23 milhões habitantes sírios mais de 12 milhões foram desalojados interna ou externamente por temor aos crimes dos terroristas. 4.2 milhões refugiaram aos países estrangeiros. Quase 2.2 milhões desalojados sírios estão na Turquia e 1.1 milhões no Líbano vivem em condições precárias e desastrosas. Por outra parte, a Europa criou barreiras serias aos refugiados sírios, e isto causou múltiplos problemas e transtornos para eles. Os EUA e governos europeus que apoiam grupos rebeldes na Síria impuseram ao povo deste país uma guerra devastadora e agora abstiveram a oferecer facilidades e aceitar os refugiados desta guerra.

O Iraque

Iraque também experimentou o gosto amargo de uma constante presença militar de grupo terrorista de Daesh e os seus crimes. Sabendo que este grupo há uns anos está no Iraque, foi daqui que se transferiu para a Síria. Mas após a ocupação da cidade Mossul e outras cidades iraquianas, em junho 2014 por Daesh, o povo e as autoridades iraquianas sentiram mais o perigo deste grupo expansionista.

Os mercenários de Daesh no Iraque estão cometendo os mesmos crimes e atos que já tiveram feito na Síria. Assassinato de inocentes, estuprar as mulheres e menores e escravizar o povo, são praticas comuns de Daesh. No Iraque também foram destruídas as regiões sob controle de rebeldes e foram desalojadas mais de três milhões. Daesh vende uma parte do petróleo iraquiano e da Síria à Turquia e outros países para bancar os custos da sua guerra desbastadora.

Líbia

Por outra parte, na Líbia, as forças leais à Arábia Saudita e Qatar, ocuparam uma parte deste país e criaram um profundo abismo neste país africano. Deixaram a Líbia na beira da divisão e dissensão. Hoje o Daesh é um ferimento não cicatrizado do mundo islâmico.

Iêmen

O Iêmen é outro país islâmico, vítima das políticas expansionistas e pensamentos violentem e agressivos dos wahabitas sauditas. Conquanto este país já encarrou a presença de Al-Qaeda, mas desde o março de 2015 foi acrescentado ao sofrimento do povo iemenita, os ataques de aviões sauditas. Até o momento, foram mortos milhares de pessoas, vítimas de bombardeios sauditas e dos ataques de seus mercenários.

Toda esta violência e desrespeito às normas internacionais no Iêmen são incendiados por acuso de restauração ao poder o ex-presidente do Iêmen o Abd-Rabbu Mansour Hadi. É deplorável, apoio de alguns governos ocidentais e árabes à Arábia Saudita. Até organizações de direitos humanos não reagiram energicamente contra esta atrocidade e o desalojamento do povo iemenita e a destruição de infra-estruturas este país pelas sauditas.

O Wahabismo um dilema do mundo islâmico

A seita Wahabita sempre manteve uma hostilidade contra o pensamento xiita, e tem eido uma atitude ultraconservadora e extremista. No ano passado foram mortos muitos xiitas em diversas partes do mundo, por fanáticos wahabitas. Paquistão esta sofrendo há anos, da violência dos grupos extremistas pro sauditas tais como Lashkar-e Jhangvi. Eles assassinaram muitos xiitas no ano passado.

Na Arábia Saudita, os xiitas sempre foram reprimidos e descriminados. Eles através de manifestações pacificas exigiram mais liberdades e igualdade, mas o governo de al-Saud num ato desumano executou o líder xiita o xeque al-Nimr.

Nigéria

Na Nigéria também os muçulmanos xiitas foram massacrados. Em 2015, o grupo terrorista de Boko Haram assassinou milhares de pessoas, o exército e as forças militar em vez de enfrentar os terroristas, em 12 de dezembro, massacraram centenas musculamos xiitas. No ataque dos militares à casa de xeque Ibrahim Zakzaki o proeminente clérigo xiita e ao abrir fogo contra centenas xiitas, e matar a multidão eles prenderam o Zakzaki.

Em julho de 2014, também foi assassinado um grupo de muçulmanos xiitas, durante a realização da passeata do Dia de Quds, em apoio ao povo palestino. Neste tiroteio morreram 33 dos manifestantes.

Ano de 2015, não foi ano de sucesso para os terroristas, pesar de algumas atividades dos grupos como Daesh contra os muçulmanos. A impopularidade e a sua atitude violenta e sem fundamentos logicas, causou uma resistência já vitoriosa contra eles, isto aumentou mais a sua dependência externa e a sua sobrevivência se deve ao apoio externo.

verdadeira frente contra terrorismo

A Resistência do povo e militares sírios com a ajuda de seus verdadeiros amigos, como o Irã, Iraque e o movimento resistência de Hezbolá do Líbano, anunciou grandes vitórias contra os terroristas.

No Iraque, as forças populares e o Exército libertaram a cidade de Tikrit em março de 2015 e no final do ano foi recuperada a cidade al-Ramadi das mãos de Daesh. Por outra parte, mais de nove meses do bombardeio brutal do Iêmen por sauditas não foi capaz de quebrar a resistência do povo iêmenita. O Exército e as forças do movimento popular de Ansarallah tiveram importantes vitorias sobre mercenários sauditas. Previsões para região em 2016 será mais fracasso para os extremistas e o pensamento pervertido e seguidores de Wahabitas, sobretudo nas cenas politica e militar.

 

 

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