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Saturday, 09 May 2015 18:28

Uma reflexão sobre a carta do Lider da Revolução Islâmica aos jovens de Europa e América do Norte (7ª parte)

Uma reflexão sobre a carta do Lider da Revolução Islâmica aos jovens de Europa e América do Norte (7ª parte)
      IRIB- Neste programa, abordando outro fragmento da carta que dirigiu o Lider iraniano aos jovens do Occidente, estudamos a negra historia de colonização occidental, especialmente a ocupação de Argélia por França.

 

 

Durante os recentes anos, os muçulmanos em muitos países islâmicos têm experimentado um novo despertar capaz de outorgar uma vida nova à civilização islâmica. O Islã, durante os últimos 14 séculos, tem passado muitos altos e baixos, e apesar de muitas hostilidades, hoje se considera a segunda maior religião do mundo. O Islã por seus ricos ensinos, a cada dia, propaga pelo mundo, somando novos partidários inclusive na Europa e nos Estados Unidos. Em tais condições, os políticos ocidentais têm posto em marcha uma nova onda de islamofobia. Uma onda que, por um lado, saqueia a vida, bens e honra dos muçulmanos e, por outro, denegrir o Islã na mente dos ocidentais.

Neste processo, os inimigos do Islã têm considerado que o melhor caminho para atingir seus objetivos nefastos é que um grupo terrorista com a bandeira do Islã, mesmo que não tivesse nenhuma relação com religião, mate sem piedade inclusive os muçulmanos, a fim de que as imagens de barbaridade causessem o ódio dos não muçulmanos em ralação ao Islã. De fato, por um lado, o Islã é sacrificado neste processo, e por outro, os muçulmanos tornando-se vítimas. No meio deste escândalo, o Líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, na sua carta histórica, convoca os jovens europeus a pensar nestes incidentes e pede-lhes que conheçam o Islã sem mediadores e através do estudo do Alcorão e os ensinamentos do Profeta Mohamad (P.E.C. E).

O Lider da Revolução Islâmica do Irã, numa parte desta carta, alude ao historia de tirania de governos ocidentais sobre outras nações com motivos vãos como a raça, a religião ou a nacionalidade. A história mostra como os políticos ocidentais nas diferentes etapas, através de sistemas de escravatura, belicismo e discriminação têm conservado vergonhosamente seu poder político e têm saqueado os recursos e riquezas de outras nações. Obviamente, os colonizadores e explotadores ocidentais em qualquer tempo têm encontrado um caminho para justificar seus comportamentos desumanos ante a opinião pública. Eles criam histórias e as apresentam à comunidade mundial para evitar que seus atos criminosos se enfrentem com a oposição das mentes conscientes e espirito independente e livre.

O Lider sábio da Revolução Islâmica do Irã, na sua carta, que de fato é um convite a procurar justiça e a verdade, insta os jovens ao estudo da história das condutas desonestas das potências ocidentais para outras nações. Ao respeito, disse: "Vocês mesmos com um breve estudo nas últimas investigações críticas sobre a história vêem que foram censurados as atitudes não verazes e insensatas dos governos ocidentais com outras culturas e civilizações do mundo. A história da Europa e América esta envergonhada da escravatura. Desde a época do colonialismo estão deprimidos os negros e os não cristãos. Estes pesquisadores e historiadores lamentam-se profundamente pelos derramamentos de sangue em nome da religião entre católicos e protestantes e em nome de nacionalismo e etnias na primeira e segunda guerra mundial. Em si mesmo estes sentimentos são elogiaveis e meu objetivo ao repetir este longo índice não é censsurar a história senão que quero que vocês perguntem a seus intelectuais por que a consciência geral em Ocidente deve despertar e informem-se com um atraso de dez anos e às vezes de muitos anos. Por que a revisão na consciência geral deve ser relacionado com o passado longínquo e não aos assuntos do dia? Por que um tema tão importante como a maneira do encontro com a cultura e o pensamento islâmico se nega a que a gente tenha uma informação geral e correta? Vocês sabem perfeitamente que humilhar e criar ódio e medo imaginário com respeito a outro sempre tem preparado o terreno para os benefícios dos opresores. Agora eu quero que se pergunte a si mesmos, Por que a política antiga de criar medo e ódio com uma força sem antecedentes tem tomado como objetivo ao Islã e aos muçulmanos. Por que a estrutura do poder no mundo atual queira que o pensamento islâmico seja marginalizado e em uma atitude passiva?".

Nesta carta e em alguns próximos programas trataremos de estudar a história de tirania dos governos ocidentais sobre outras nações do mundo. De facto, a tirania tem sido justificada em qualquer tempo e como resultado as nações ocidentais consideram necessário que seus governos cometam ditos crimes. No entanto, após alguns anos e às vezes séculos revelaram-se suas cobiças e aparece a vergonzosa verdade ante as próximas gerações que censsuram  seus antepassados.

Um de exemplos vergonhosos na história do Occidente é a ocupação da Argélia pelos franceses. Este acontecimento remonta-se ao ano 1830 quando Charles X com os seus exercitos invadiu a Argélia, provocando a guerra. A desculpa do rei da França para enviar esta expedição foi a piratería no Mediterráneo e o ataque à Embaixada da França em Argélia, mas o verdadeiro propósito era evitar a dominação de Grã-Bretanha na região do Mediterráneo. Após eliminar este perigo, a Argélia ficou como colónia francesa. Os argelinos, em princípio, mostraram certa resistência ante os ocupadores mas devido à debilidade em tecnologia e a falta de acesso a armas modernas não puderam fazer nada, de tal forma que os franceses pouco a pouco fortaleceram seu domínio até chegar a considerar este territorio uma parte da França.

Gradualmente e ao longo de 132 anos da ocupação gala, todas as entidades e organizações na Argélia se configuraram de acordo com os desejos e a ideologia da França. O francês foi declarado o idioma oficial da Argélia e todas as leis do país, como as directrizes educativas e do Estado de direito mudaram ao sistema imposto pelo regime francês. Ao longo destes negros anos, os muçulmanos argelinos sofreram a tirania e perseguição dos colonizadores. Os europeus que afirmam ser o berço da civilização e dos direitos humanos neste acontecimento foram tão selvagens que nada pôde ocultar seu brutalidade contra o povo argelino.

 Segundo dados argelinos, durante este tempo, quase 1,5 milhões de muçulmanos deste país foram torturados e assassinados pelas forças francesas. Não obstante, esta cifra para as autoridades francesas é de 350 mil pessoas. Em consequência, com o método tradicional pergunta ao prisioneiro e depois lhe propina punhos e patadas. Depois começa a tortura: enforcamento simulado, afogamento, choques com descargas eletrônicas, queimaduras (utilizando cigarros) e assim sucessivamente.

 Durante esse tempo, o número dos prisioneiros que por estas torturas tinham sido enloquecidos foi muito alto. Os suspeitos eram submetidos a incansaveis  sessões de torturas e não lhes davam de comer e se questionavam qualquer medida eram encerrados em celas de isolamento tão pequenas que a pessoa não era capaz de dormir. Cabe destacar que alguns dos prisioneiros foram adolescentes e menores de idade ou idosos de 75 ou 80 anos de idade. Os detentos após as sessões de tortura eram postos em liberdade (com frequência as mulheres e pessoas com poder financeiro) ou enviados a cárceres desconhecidos ou simplesmente desapareciam.

Os movimentos dos argelinos contra os ocupadores começaram em 1962 e causaram a independência da Argélia. Neste caminho, os combatentes suportaram muitos sofrimentos. Uma das mulheres combatentes argelinas foi Jamile Bu Pasha. Ela era um dos membros principais da Frente de Libertação da Argélia, que no ano 1960 foi detida e feita prisioneira pelas forças francesas em flagrante de colocar uma bomba. Jamile, junto com o seu pai, irmão e irmã Nafise, suportou a mais severa tortura na França. Segundo sua família, ela durante um mês foi violada por efectivos galos para que confesse sua participação no bombardeio, mas jamais aceitou as acusações.

O pensador político francês Alexis de Tocqueville (1805-1859), após visitar a Argélia em outubro de 1841, escreveu: "Durante a ocupação colonial da Argélia, o general Thomas foi designado governador de Argel, a capital deste país africano. Nesse tempo, as tropas do exército francês massacraram os camponeses e expulsaram a muitos deles, violaram às mulheres e tomaram reféns os meninos, também roubaram suas colheitas, e destruíram seus hortas. O rei Luis Felipe em recompensa por estes serviços promoveu ele ". A seguir agrega: "Tenho ouvido na França o lamento de  algumas pessoas , por que o exército francês saqueou as lojas de aldeias  e incendiou seus campos, violou às mulheres e deteve a meninos desarmados! mas ao que parece este tipo de movimento é inevitável, e os que querem começar uma guerra contra os árabes devem aceitar este facto.”

De facto, pessoas como Tocqueville, com este tipo de análise, ocuparam a mente de seus interlocutores que durante 132 anos, não se perguntaram qual era o motivo real de tanta brutalidade contra os meninos e mulheres e homens de uma nação e se com tais condutas o Occidente podia falar de civilização e direitos humanos? O actual presidente da França, Francios Hollande, no segundo dia de sua visita à Argélia, referiu-se implicitamente ao sofrimento e a dor dos argelinos durante a etapa de colonização. Numa alocução ante o Parlamento deste país disse: "Durante 132 anos, a Argélia esteve submetida a um sistema profundamente injusto e brutal. Este sistema tem um nome, a colonização (...) Reconheço os sofrimentos infligidos ao povo argelino". Não obstante, muitos analistas políticos e sociais asseguram que as palavras de Hollande que admitem a tirania que os franceses cometeram durante 132 anos na contramão dos argelinos, após dezenas de anos, não terá nenhuma influência sobre o princípio de acontecimento.

 

A colonização da Argélia é um dos acontecimentos que depois de ums longa data de atraso foi tomado em conta na consciência pública de Occidente. O acordar tardio não pode mudar o curso da história, tão pouco  pode apagar as impressões desses assassinatos cometidos pelos governos ocidentais. Talvez é por isso que o Líder da Revolução Islâmica do Irã, na sua carta ao mundo ocidental, pede aos jovens refletir sobre os acontecimentos de hoje. Quem sabe, talvez, os jovens do Occidente ao conhecer a verdade do Islã, no futuro, escrevam a história com menos irritação sobre a interacção entre Occidente e o Islã.

 

No próximo programa revisaremos outros episodios da história da interacção do Occidente com as outras nações.

 

 

 

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