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Sunday, 07 June 2015 06:27

Uma reflexão sobre a carta do Líder da Revolução Islâmica aos jovens da Europa e América do Norte (11ª partes)

Uma reflexão sobre a carta do Líder da Revolução Islâmica aos jovens da Europa e América do Norte (11ª partes)
      IRIB- Neste programa, revisando outro fragmento da carta do líder iraniano aos jovens ocidentais, vamos tentar conhecer a história do racismo nos Estados Unidos.

 

Faz três meses que o Líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, tinha escrito uma carta intitulada aos jovens ocidentais, a qual recebeu uma onda de repercussão mediática a nível internacional. O aiatolá Khamenei, nesta carta, apontando para o aumento da islamofobia no Occidente, convidou os jovens da Europa e Estado Unido para conhecer o Islã a partir das fontes primaria, ou seja, o Alcorão e os ensinos do último Profeta, e pediu-lhes pensar livremente e sem preconceitos sobre a causa dos ataques contra o Islã e os muçulmanos. Este programa é a décima parte da série intitulada “Reflexão sobre a carta do líder" que explicamos os diferentes eixos desta mensagem. Obrigado por acompanhar-nos.

O aiatolá Khamenei, numa parte desta carta, diz: "A história da Europa e das Américas tem vergunha da escravidão, desde a época do colonialismo que existia a repressão e opressão sobre os negros e não cristãos. Vossos pesquisadores e historiadores se lamentam profundamente pelos derramamentos de sangue em nome da religião entre católicos e protestantes e em nome de nacionalismo e grupos etnicos na primeira e segunda guerra mundial. Em si mesmo estes sentimentos são elogiados e meu objectivo ao repetir este longo índice da história é criticar, mas quero que vocês perguntem aos seus intelectuais por que a consciência geral em Occidente deve acordar e ser informado com um atraso de dez anos e por vezes centenas de anos. Por que a revisão na consciência geral deve incidir com o passado distante e não aos assuntos do dia? Por que num tema tão importante como o encontro com a cultura e o pensamento islâmico se recusa que as pessoas submetem a ter informações gerais e correctas?”.

Em programas anteriores assinalamos alguuns exemplos dos comportamentos desonestos e destrutivos dos governos ocidentais ao longo da história para com outras nações. A trágica história dos nativos américanos, a ocupação colonial da Argélia a 130 anos e 300 anos da colonialização da Índia são alguns exemplos destes comportamentos desumanos que discutimos nos programas anteriores. Hoje, queremos averiguar a história de discriminação nos Estados Unidos.

 A escravidão e a discriminação racial contra os negros nos Estados Unidos ao longo da história tiveram muitos altos e baixos; no passado a escravidão era legalizada em todos os estados dos Estados Unidos, sendo hoje os negros submetidos à outra forma de discriminação. Entre os anos 1500 até 1800, quando milhões de negros africanos foram transportados para o continente americano do mar, sob a coberta de navios, trancados com correntes para que não pudessem escapar ou saltar para o mar, quase moria um de cada cinco escravos. Os portugueses chamavam a seu navio de trasportar os escravos, "tumberius" (caixão).

Quando os escravos africanos chegaram à América eram leiloados como animais. Os propreitários de plantações e minas revisavam-lhes os dentes. Os escravos esperavam de pé sobre uma plataforma enquanto os compradores ofereciam seu preço e quando o escravo e o comprador chegavam a um acordo sobre a venda passava para o proximo escravo. Devido a esta compra e venda se separaram a maioria das famílias negras o que é uma parte trágica e dolorosa desta história. Algumas mães se suicidavam após que lhes tiravam seus pequenos filhos que também eram vendidos como escravos. Alguns outros eram testemunhas do sofrimento, dor ao ver espancadas e assassinadas suas famílias, mas tinham que passar seus dias e noites no meio desta injustiça enquanto seus padrões só pensavam em mais lucros.

Centenas de milhares de escravos negros trabalharam nos campos de algodão e cana de açúcar. Isto foi um trabalho muito duro e difícil. Muitos dos escravos eram ameaçados para evitar a fuga. Chicotada era uma das punições comuns para as falhas pequenas. Alguns escravos que tentavam escapar se enfrentavam os espancamentos sereveros que por vezes terminavam em morte. A situação da vida dos escravos era muito pior nos campos. La, eles não desfrutam das mais mínimas facilidades de bem-estar e saúde, por exemplo, viviam quase no meio do campo abertos sem camas ou outros moveis ou objectos necessários.

Após meio seculo, a escravidão se tornou um comércio totalmente legitimo. Nos anos de 1663, o estado de Virginia aprovou uma lei que mencionava: "Se um filho nasce de uma mãe escrava, o nascido também será escravo." Naquele tempo, o rei da Grã-Bretanha, notificou o estabelecimento de uma companhia cujos produtos eram os escravos na África.

Após 170 anos, pela primeira vez, George Fox, fundador da população cristã "Quaker", liderou um grupo de brancos e tentou abolir a escravidão e para isso, ele conseguiu numa pequena cidade no estado de Nova Jersy. No inicio, do século XIX, o Parlamento britânico anunciou a lei que proibia a escravidão. No ano 1808, proibiu o comércio internacional de escravos mas continuaram este tipo de transacções dentro dos Estados Unidos. No ano 1857, a corte Suprema Constitucional de Estados Unidos anunciou que os negros tanto livres como escravos desfrutavam dos mesmos direitos que qualquer outro cidadão. Ao tornar se ilegal a escravatura, o racismo não só se reduziu, mas se intensificou. “““ “““ O período de 1890 a 1940 na história de discriminação contra afro-americanos é conhecido como o período de” Jim Crow”. As leis de Jim Crow são uma série de leis aprovadas nos antigos estados da Confederação para privar à população negra de direitos civis e impor a segregação em lugares públicos e separá-los totalmente da população branca. De acordo com estas leis, os negros estavam proibidos de sentar nos bancos públicos ou beber água potável das fontes públicas. No inicio, era uma lei que visava impedir na prática que os negros votassem. Nos ultimos anos, milhões de pessoas scessam o seu direito de voto e à educação formal  enfrentaram-se à violação, morte ou ameaças de assassinato.  Não houve punição para os negros, mas brancos matando negros pelo "Lynching" (linchamento) que era então um acto regular  e frequente de tal maneira que em todas partes do país se via grupos  brancos que por qualquer pequena causa executavam os negros. O museu do genocídio dos negros nos Estados Unidos, em Milwaukee, Wisconsin, tem recolhido ao longo dos anos, um complexo de fotos e outros documentos concernientes às dificuldades dos negros norte-americanos. No ano 1968, finalmente, após dez anos de tiranía, foi aprovou a Lei de direitos civis, e foi declarado a Lei que proibia a segregação entre negros e brancos em qualquer lugar.

 

Mas isto não foi o fim do sofrimento dos negros dos Estados Unidos. Embora as condições tivessem sido melhoradas em relação ao período de escravidão, os negros nos Estados Unidos eram objecto de discriminação. Oito anos mais tarde, a União das Americanas pelas Liberdades Civis que é uma das organizações validas dos negros estadounidenses, em seu relatório afirma que, considerando os pricipais índices, como espetativa de vida, rendimento, moradia, saúde e educação, o nível médio da vida dos negros americanos equivale aos 72 por cento dos brancos deste país. Claramente vê-se que o 25 por cento da população de 37 milhões de negros dos Estados Unidos vive abaixo da linha de pobreza, enquanto esta cifra entre os 220 milhões de brancos é de 10 por cento. Também as estatísticas oficiais estimam que o nível de desemprego dos negros equivale ao 10 por cento e dos brancos, ao 4 por cento. 98 por cento de juízes norte-americanos são brancos e, de facto, é innegavel a discriminação racial no poder judicial dos Estados Unidos.

Em 7 de julho de 2014, um grupo de polícias espancaram um homem negro e, segundo um video, um agente pressiona fortemente o pescoço da vítima chamada Eric Garner, que sofria de asma, até o estrangular. Os polícias assassinos foram absolvidos no julgamento. Em 8 de outubro, um polícia atirou 17 tiros a outro jovem negro que tinha as mãos em alto em sinal de rendição e o assasinou.

Hoje em dia, pessoas no mundo consideram que os anos da escravidão como um período de vergonha humana, mas há cententas de anos esta lei foi implantada nos países que afirmam ser civilizados e defensores dos direitos humanos enquanto a consciência pública naquele período não teve sensibilidade ante todos estes casos de injustiça e a tiranía. O atraso na tomada de consciência colectiva à que se referiu o Líder da Revolução Islâmica, se pode ver exactamente neste caso. O aiatolá Khamenei, em sua carta dirigida aos jovens da Europa e Estados Unidos pede-lhes: "Fazer o esforço para encontrar respostas a estas perguntas dá-lhes uma oportunidade benefica para descobrir novas verdades. Então não percam esta oportunidade para compreender correctamente sem prejuícar o Islã, talvez pela bênção de seu compromisso com a verdade, as gerações futuras vão escrever esta parte da história sobre do comportamento de Occidente com o Islã, o façam com menos moléstia e com uma consciência mais tranquila".

 

 

 

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