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quarta, 24 fevereiro 2016 06:40

31º Festival Internacional da Música de Fajr

31º Festival Internacional da Música de Fajr
Este programa vai comentar o 31º Festival Internacional da Música de Fajr.

O Festival da Música de Fajr é realizado todos os anos no mês de fevereiro em Teerã. Este festival foi criado em 1986 com o nome original do Festival de hinos e canções revolucionárias e teve na sua primeira edição a participação de 20 grupos.

Desde então, a cada ano, as bandas sonoras do Irã e de outros países participam neste evento e tem havido mudanças na organização e nas suas seções.

Entre as amplas alterações, na sua 31ª edição, foi adicionar pela primeira vez, à seção de premiadas e troféus a estrutura do festival, indicado o premio de “Barbad” para as melhores composições no campo da música. “Barbad" é nome de um instrumento musical tocada na época de Sassânida, por um poeta, cantor e compositor iraniano com o mesmo nome (590-628 a.C), cujo património ainda está conservado na música iraniana.

Vale recordar que pela primeira vez no Festival, os prêmios de “Barbad” foram atribuídos aos melhores músicos e álbuns de diferentes tipos da música.

Este ano, também pela primeira vez, foram apresentados e avaliados mais de 500 álbuns, compostos nos últimos três anos.

Na música iraniana foram avaliadas álbuns de melodias instrumentais, composições e performances. Na seção da música tradicional levara ao julgar as composições solistas e também os álbuns. Na seção da música pop, além de álbuns, foi selecionado o melhor cantor, autor da letra e compositor da melodia.

Entre os objetivos mais importantes da celebração do 31º Festival da Música de Fajr, destacam-se a apresentar o folclórico iraniano à comunidade internacional, apoiar o desenvolvimento da qualidade da música iraniana, convidar artistas internacionais sob a diplomacia cultural do governo e apresentar novos talentos e as suas realizações.

Neste ano teve lugar à participação de músicos de diferentes países, incluindo o Shojat Hossein Khan, o músico e um grande instrumentalista de Sitiar indiano, Antonio Rei, o famoso cantor de flamenco da Espanha, o grupo "Badakhshan" de Tajiquistão, o baterista francês Aldo Romano, o músico paquistanês Faiz Ali Faiz e grupo instrumental de “Kamanche”, nova geração de cantores de Portugal.

“Antônio Rei” e "Sohrab Pournazeri" apresentaram um trabalho misto e o violinista da Eslováquia o "Dalibor Karvay" e "Truman Bateman" o violoncelista da Áustria tiveram apresentações no festival.

Na seção de apresentações iranianas do festival, estavam presentes conhecidas bandas, cantores e músicos como Ardeshir Kamkar, Behdad Babaei, Majid Derakhshani, Hengameh Akhavan, Shahrdad Rouhani, Luris Cheknavarian, e também a Orquestra Sinfônica de Teerã, dirigida por maestro Ali Rahbari e as bandas sonoras de Kamkarha e Vaziri, tiveram apresentações.

Teve muito sucesso a apresentações de pop e mista, entre elas as mais destacadas foram às bandas de Chartar, Damahy, Haft, Palet, Makan, e os cantores iranianos Sirvan Khosravi, Ehsan Khajeh Amiri, Maziar Fallahi, Mohammad Alizadeh e Mohsen Yeganeh.

O concerto de Sohrab Pournazeri e Antônio Rei no auditório da torre de Milad foi uma das noites memoráveis do Festival da Música de Fajr deste ano. Neste programa, primeiramente, o Pournazeri com seu grupo compareceu no palco e, depois de cumprimentar o público, disse: "Parece que Festival da Musica de Fajr fosse muito rica em que muitos eventos tinham sido ocorridos. Esperava-se que o meu grupo tenha apresentação com a presença do maestro Gasparian, mas infelizmente, ele ficou doente" ele acrescentou: "Eu estou contente estar entre vocês e neste momento emocional, e na verdade, é impressionante a vossa excelente presença.”.

A banda "Badakhshan" de Tajiquistão teve realizações na sétima noite do festival no auditório de Rodaki. Pode destacar entre outras características desta mostra, a sua simplicidade e uso de ritmos binários e ternários.

Shashank Subramanyam, um conhecido músico indiano por tocar a flauta de bambu, foi nomeado para o prémio “Grammy”. Subramanyam expressou seu desejo de cooperar com músicos iranianos e disse: "há mais de 30 anos que trabalho na música no campo da música clássica indiana e até agora tenho viajado para mais de 50 países e tive trabalhos com músicos de diferentes gêneros musicais". Ele acrescentou, no entanto, que cooperar com o Irã sempre foi o seu sonho, porque ele considera o Irã com um país com uma cultura rica e famosa.

Um número de diretores de famosos festivais europeus e asiáticos participava no Festival da Música de Fajr e observaram as realizações neste evento.

Vale ressaltar que este evento foi desenvolvido no âmbito da diplomacia cultural e musical entre o Irã e outros países num esforço para convidar grupos estrangeiros e promover a presença de artistas iranianos em eventos musicais mais importantes do mundo.

 

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