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Thursday, 03 September 2015 12:49

Há piromaníacos do outro lado da fronteira, diz presidente da Colômbia

Há piromaníacos do outro lado da fronteira, diz presidente da Colômbia
Em nova crítica ao governo da vizinha Venezuela, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse nesta quinta-feira (3) que atua como bombeiro na crise do fechamento da fronteira entre os dois países.

 

A declaração foi feita pela manhã, durante visita a Ibagué (a 202 km de Bogotá). Horas depois, ele viajou a Cúcuta, cidade mais afetada pelo bloqueio feito por seu colega venezuelano, Nicolás Maduro.

“Muitas vezes o papel de presidente é o de bombeiro e, como presidente, preciso apagar muitos incêndios. Estou tentando apagar um incêndio lá pela fronteira, porque há piromaníacos do outro lado e o que eu quero é apagar esse incêndio.”

Santos comparou a crise política com o país vizinho com os incêndios florestais que atingem as reservas do departamento de Tolima, onde fica Ibagué, provocados pelo fenômeno El Niño.

Durante a tarde, o mandatário chefiou uma reunião do conselho de ministros em Cúcuta sobre a crise na fronteira. Nela, anunciou que a Colômbia denunciará Maduro ao Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade.

“Trata-se especificamente de deportação ou retirada forçada dos colombianos. A Procuradoria-Geral considera que há bases para provar que houve um ataque generalizado e sistemático contra os civis colombianos.”

Em resposta ao anúncio, o defensor do povo venezuelano, Tarek William Saab, chamou a denúncia colombiana de “ato de propaganda de guerra suja”. Para ele, a tentativa de recorrer ao tribunal internacional não tem fundamento.

“Santos está usando um belicismo verbal que faz lembrar sua época como ministro da Defesa de Álvaro Uribe, o braço direito de Uribe para ameaçar nações, e não o Santos que quis ter uma atitude cordial com os presidentes venezuelanos.”

Segundo Bogotá, mais de dez mil colombianos deixaram a Venezuela desde o primeiro fechamento da fronteira, em 20 de agosto. Destes, 1.100foram oficialmente deportados pelas autoridades de Caracas.

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