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Wednesday, 03 February 2016 09:24

Parlamento da Venezuela debate declaração de "emergência alimentar" na próxima semana

Parlamento da Venezuela debate declaração de "emergência alimentar" na próxima semana
Maioria parlamentar formada pela oposição na Venezuela vai debater a declaração da situação de "emergência alimentar" no país na próxima semana, afirmou na terça-feira o porta-voz da aliança de partidos que se opõe ao Governo.

O anúncio, feito em Caracas por Júlio Borges, porta-voz da aliança Mesa de Unidade Democrática e dirigente do partido Primeiro Justiça, ocorre poucos dias depois de o parlamento venezuelano declarar que o setor da saúde está em "emergência".

"Na próxima semana vamos debater para declarar a questão alimentar como um tema de emergência nacional, com medidas concretas para o Executivo", disse Júlio Borges aos jornalistas.

Segundo explicou, o debate tem como propósito "que o país inteiro conheça a gravidade" da situação.

"Parece que a crise não é com eles [Presidente Nicolás Maduro e o seu Governo], apesar de o país inteiro estar à espera de respostas", frisou.

Júlio Borges disse que, nos últimos meses, se agravou a crise de abastecimento de produtos e os que existem estão mais caros.

Por outro lado, lembrou que na semana passada o parlamento venezuelano declarou "emergência nacional" no setor da saúde e precisou que "os problemas com os medicamentos são urgentes, graves e dolorosos, tal como os dos alimentos".

Com 107 votos contra (da oposição) e 53 a favor, o parlamento venezuelano chumbou a 22 de janeiro o Decreto de Emergência Económica assinado pelo Presidente Nicolás Maduro para enfrentar a crise no país.

Segundo o Governo venezuelano, o decreto tinha como finalidade combater a "guerra económica", "construir uma Venezuela produtiva e independente" e enfrentar a conjuntura adversa suscitada pela queda dos preços do petróleo, a principal fonte de receitas, em moeda estrangeira, do país.

O decreto presidencial teria uma duração inicial de 60 dias prorrogáveis.

Segundo a oposição, a aprovação do decreto de emergência poderia agravar a crise venezuelana, por não abordar com precisão matérias políticas, financeiras e cambiais.

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