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sábado, 13 fevereiro 2016 17:49

Assembleia Nacional do Haiti elege o presidente interino

Assembleia Nacional do Haiti elege o presidente interino
A Assembleia Nacional do Haiti escolherá hoje o presidente do governo transitório que dirigirá o país até a eleição do novo chefe de Estado, ainda que a oposição considera a iniciativa um golpe parlamentar.

Os legisladores analisarão a lista de candidatos inscritos durante a semana, antes de votar pelo político com melhores condições para ocupar o posto.

O eleito juramentará o cargo amanhã e relevará ao premiê Evans Paul, à frente do Executivo.

Uma comissão bicameral -integrada por 15 legisladores- registrou aos interessados nesse cargo e exigiu que fossem maiores de 35 anos de idade com documentos legais, pagamento de impostos em regra, mais uma quota a mais de 500 mil gourdes (8.200 dólares) para oficializar a candidatura, entre outros requisitos.

A Assembleia comprometeu-se a realizar o processo de maneira transparente e, com esse fim, convidou às organizações civis, religiosas e de imprensa a observar a seleção de aspirantes.

Dessa maneira dá preencho a um acordo de última hora fechado há uma semana com o saliente presidente Michel Martelly para restabelecer o quanto antes possível a governabilidade depois do encerramento de suas funções em 7 de fevereiro passado.

Dito pacto contempla a criação de um gabinete de trânsito que se estenderá por 120 dias, organizará o segundo turno presidencial em 24 de abril e entregará o comando em 14 de maio ao novo chefe de Estado.

Mas a oposição está na contramão de todo o convênio, o considera antidemocrático e um golpe parlamentar porque avalia o primeiro turno de 25 de outubro passado, quando denunciou fraude e inequidade nos resultados.

Inclusive, alertam sobre possíveis subornos na votação do governante provisório, planejam mais protestos e uma demanda contra os líderes do Senado e a Câmara de Deputados, e Paul, que assumiu as rédeas do país depois da saída de Martelly.

Os opositores querem um gabinete interino encabeçado pelo presidente da Corte Suprema de Justiça, a anulação do primeiro turno, uma comissão independente para avaliar essa eleição e também a convocação a um novo processo eleitoral.

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