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terça, 08 março 2016 05:53

Militares venezuelanos "profundamente indignados" com decisão de Obama

Militares venezuelanos "profundamente indignados" com decisão de Obama
As Forças Armadas Venezuelanas (FAV) manifestaram hoje "profunda indignação" pela decisão do Presidente dos EUA de prolongar, por um ano, sanções a funcionários venezuelanos e considerar a situação na Venezuela um "extraordinário risco" para a segurança norte-americana.

"As FAV de novo elevam a sua voz (...) para manifestar a sua profunda indignação e condenação absoluta da infeliz e absurda decisão do Presidente dos EUA, Barack Hussein Obama, de prolongar por mais um ano as sanções arbitrárias e sem sustentação jurídica contra cidadãos venezuelanos e ratificar o decreto que classifica a nossa nação como uma ameaça inusitada e extraordinária para a segurança nacional e a política exterior dos EUA", afirmam em comunicado.

O documento, divulgado hoje em Caracas, sublinha que é "inconcebível que o Governo da maior potência militar do mundo adote uma medida desta natureza, de elevado caráter de ingerência, de marcado acento imperialista, absolutamente desrespeitadora do princípio de autodeterminação dos povos e carente da mais elementar lógica política".

"Não é a Venezuela o país que intervém em distintas partes do mundo para promover e executar guerras atrozes, que geram milhares de vítimas, entre falecidos, feridos e deslocados, incluindo anciãos e crianças", afirma o documento, sublinhando que Caracas também não "promove atos desestabilizadores em governos de outras latitudes".

Segundo as FAV, tampouco é "a Venezuela quem decide e executa bloqueios comerciais, económicos e financeiros a outros povos do mundo" e não é "o maior consumidor, nem produtor de drogas a nível mundial, nem conta com um arsenal nuclear como meio de ameaça".

O texto salienta que a Venezuela, a sua gente, Governo e instituição castrense "têm promovido, sempre, a paz e a liberdade", sendo "verdadeiramente uma esperança que se constrói dia a dia, ao calor de uma democracia autêntica, popular, participativa e protagonista".

"Nos atuais momentos, quando a revolução, através da agenda económica bolivariana, realiza enormes esforços para reativar a economia nacional, afetada precisamente por uma crise promovida pelo mesmo sistema capitalista, o Governo norte-americano lança esta nova arremetida, que parece obedecer a obscuros interesses e é parte de uma campanha sistemática para desprestigiar o processo revolucionário conduzido acertadamente pelo Presidente Nicolás Maduro", conclui o documento.

Na passada sexta-feira, o Presidente dos EUA, Barack Obama, prolongou, por mais um ano, a vigência de um decreto que declara uma situação de "emergência nacional" devido ao "extraordinário risco" que representa a situação na Venezuela para a segurança norte-americana.

Obama justificou a medida numa carta enviada aos líderes da Câmara de Representantes e do Senado, na qual argumenta que a situação na Venezuela "não melhorou", sendo portanto necessário "continuar a emergência nacional, declarada na ordem executiva 13692, com respeito à situação na Venezuela".

Segundo os EUA, continuam a registar-se situações de "perseguição de opositores políticos, limitações à liberdade de imprensa, uso de violência e violações dos direitos humanos em resposta a protestos antigovernamentais".

Horas depois do anúncio a Venezuela condenou a decisão do Presidente Barack Obama e anunciou uma "revisão integral" das relações com os EUA.

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