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Thursday, 21 January 2016 09:14

AI: ataques turcos ao PKK coloca em perigo a vida de 200 mil curdos

AI: ataques turcos ao PKK coloca em perigo a vida de 200 mil  curdos
Operações de militares turcas contra áreas curdas (Sudeste) põe em perigo a vida de mais de 200 mil pessoas, informou nesta quinta-feira a Anistia Internacional (AI).

O toque de recolher nas cidades e bairros curdos da Turquia tem feito que as pessoas que vivem nessas áreas se enfrentassem dificuldades extremas, de acordo com os resultados de uma investigação pela AI e as informações prestadas por moradores.

De acordo com vários relatos, as forças de segurança turcas têm colocado em perigo a vida das pessoas que vivem no sudeste do país, impedindo a entrada de ambulâncias nas zonas submetidos a toque de recolher e que se atendam as pessoas doentes.

"Os cortes no abastecimento de água e eletricidade, combinados com os perigos para acessar , sob o fogo aos alimentos e cuidados médicos, está tendo um efeito devastador sobre os residentes, e é provável que piore rapidamente se nada for feito" disse John Dalhuisen, diretor para a Europa e Ásia Central da AI.

Dalhuisen disse que as operações que se estão efetuando , parece pouco a pouco um " castigo coletivo".

Ele também instou as autoridades turcas a cumprirem as suas obrigações em matéria de direitos humanos, tomando medidas legítimas para garantir a segurança.

Neste contexto, ele lamentou que apesar das tentativas da Turquia para silenciar as críticas internas, a comunidade internacional tenha optado pela indiferença em relação à violação dos direitos humanos.

Por sua vez, um morador disse à Anistia que um de seus parentes morreu em sua casa, e sua família foi forçada a esperar 12 dias, mantendo o corpo em casa, para poder enterrá-lo por causa dos enfrentamentos que se desenrolavam nesse momento.

Na mesma veia outro morador relatou que ele tinha sido forçado a permanecer com sua família durante 20 dias sem água e 15 dias sem eletricidade.

De acordo com esse relatório, as autoridades turcas também impedir que entrem os observadores independentes de ordens de advogados e organizações de direitos humanos nas zonas sob toque de recolher. Por isso, é difícil ter uma ideia do que está acontecendo.

Também um outro perigo para os moradores é que eles não podem relatar suas dificuldades, dado que as pessoas que delataram os abusos têm sido objeto de ameaçados, investigações criminais e outras formas de perseguição.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, prometeu no fim de dezembro de "limpar" o país da presença de militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

De acordo com outro relatório, publicado em 16 de dezembro pelo jornal turco Zaman, cerca de 200 mil pessoas fugiram da violência e a região está experimentando sua segunda grande onda de imigração desde a década de 1990.

No verão passado depois de mais de dois anos de cessar-fogo estabelecido, a Turquia e o PKK romperam as conversações de paz iniciado em 2012 e retomaram o conflito armado que já custou a vida de mais de 40.000 pessoas desde 1984.

Desde que o governo de Ancara intensificou em julho passado suas operações antiterroristas contra o PKK, os confrontos diários, incursões noturnas e até mesmo toque de recolher, afetam a vida cotidiana dos cidadãos turcos de regiões Sul e Sudeste do país euro-asiático.

 

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