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Sunday, 18 October 2015 19:16

Feira Internacional do livro de Frankfurt, um evento cultural ou um espaço para islamofobia?

Feira Internacional do livro de Frankfurt, um evento cultural ou um espaço para islamofobia?
IRIB-Este comentário se trata a presença do escritor britanico o Salman Roshdi na Feira Internacional do livro de Frankfurt.

 

 

A Feira Internacional do Livro de Frankfurt, este ano se realizou com alguns eventos paralelos, ou seja, margens que causaram o boicote de alguns editores iranianos nesta grande exposição.

Os organizadores da Feira convidaram o apostata escritor britanico Salman Rushdie como palestrante para a cerimonia da abertura.

O Salman Rushdie é um dos pioneiros na profanação às santidades do Islã e muçulmanos e do movimento da islamofobia pelo Ocidente. Ele, quase há três décadas escreveu o livro “os versículos satânicos”, no qual ofendeu o profeta do Islã, o Mohammad (que a paz e a benção de Deus estejam sobre ele e a sua família) e profanou o Alcorão Sagrado.  Como o Ocidente tentou justificar, o livro não foi um simples critico ao Sagrado Alcorão, mas o “Versículos Satânicos” de Salman Rushdie é blasfêmia, insulto a santidade de mais de hum bilhão de muçulmanos no mundo. Imam Khomeini (que Deus o abençoe), o fundador da República Islâmica do Irã após a publicação do livro, com base dos preceitos islâmicos, decretou o Salman Rushdie de apostasia e o sentenciou a pena capital e a morte. A emissão deste decreto satisfez o mundo islâmico e foi bem recebido e acolhido por muçulmanos. Foram realizados manifestações de várias centenas de milhares de pessoas nos países muçulmanos e até mesmo nos países europeus apoiando a decisão do Imam Khomeini (RA). Mas o ocidental ao invés de impedir a propagação destas insulta á fé e crença dos muçulmanos, defenderam o Rushdie sob a ideia de liberdade de expressão.

Os organizadores da Feira de Frankfurt, em reação ao boicote e a oposição do governo da República Islâmica à presença do Rushdie na sessão inaugural, repetiram os mesmos argumentos que há 27 anos os governos ocidentais tinham usado na defesa da blasfêmia livro de Rushdie. A liberdade de expressão foi à palavra justificativa dos organizadores.

Em um comunicado, o Ministério da cultura e orientação islâmica do Irã comentou: “É lamentável que os organizadores deste evento tenham sido manipulados por elementos sionistas e anti-islâmicos, sob o escuso de liberdade de expressão, ferindo os sentimentos de milhões dos muçulmanos em todo o mundo. O Sayed Abbas Salehi, o Vice-ministro da cultura em uma posição em relação à presença de Salman Rushdie em Frankfurt na feira disse:” slogan da Feira, este ano foi à liberdade de expressão, mas foi convidado um individuo que tinha no sua trajetória a profanação às santidades dos muçulmanos, ele será uma referencia errônea para a liberdade de expressão”.

 Sem dúvida, a liberdade de expressão é um direito humano, mas tem as suas requisições e circunstancias. Pela liberdade de expressão, devem ser respeitadas as crenças de religiões, mas a ofensa de Salman Rushdie e profanar através de algumas charges e caricaturas, às convicções dos muçulmanos não são considerados a liberdade de expressão, atitudes estas não encaixam dentro das definições e os limites da liberdade de expressão”. Salehi acrescentou, "a posição inteligente dos editores iranianos do setor privado sobre o boicote de Feira, mostra que apesar da existência de diversidade política e cultural no Irã, toda a população com a voz única está na defesa de seus valores e crenças, alias os organizadores do evento em Frankfurt não estrepavam este postura por participantes na Feira.

Claro, um número de representantes da República Islâmica do Irã está presentes nas estantes vazias da República Islâmica do Irã, para explicar o motivo do boicote da exposição pelos editores iranianos.

Se os ocidentais tivessem criticado oportunamente, o Salman Rushdie pelas suas ofensas, hoje não testemunhávamos esta onda de islamofobia no Ocidente. Salman Rushdie abriu o novo capitulo de islamofobia com os seu ato de blasfêmia. Ao contrário de propagandas no Ocidente, o Islã é uma religião de paz, tolerância, justiça e reconciliação com todos os seguidores de outras religiões. No Islã, não há obrigação na aceitação de convicção religiosa. Uma das razões que o Islã, durante a vida do profeta conseguiu ultrapassar as fronteiras de dois impérios persa e romano, era levar a mensagem da justiça e liberdade para toda a humanidade. O Islã convidou para a adoração o Deus único e ao liberalismo. Islã convida as pessoas a deixar de lado a imoralidade e expandiu as virtudes morais. A mensagem do Islã continua sendo intata até a atualidade para todos os seres humanos do mundo. A religião do Profeta Mohammad não tem nenhuma relação com a violência e extremismo. Mas ocidentais tentando insultar a fé muçulmana e provocar a emoção justa e humana dos seguidores da fé islâmica, estão apresentando um rosto já invertido dos muçulmanos e do Islã, mostrando a religião islâmica o provedor do extremismo e violência. Neste mesmo contexto, a divulgação das caricaturas ofensivas, nos últimos anos, com o mesmo argumento de liberdade de expressão também são justificáveis. Sabendo que, na base do liberal democracia ocidental existem também limites para a liberdade de expressão, não podendo ridiculizar os pensamentos e crenças dos outros.

Algumas figuras religiosas referem a este ponto. O Papa Francisco, o líder dos católicos do mundo, em reação à ação de revista francesa Charlie Hebdo que ofendeu o profeta Mohammad, disse: “a liberdade de expressão é um dos direitos humanos fundamentais, mas o direito não é ilimitado e há limites”. O líder mundial de católicos acrescentado: “vocês não podem provocar as pessoas”. Direito à liberdade de expressão quanto às crenças religiosas tem limites, mas no Ocidente ninguém escuta estas palavras, e não há nenhum princípio lógico e sempre são ignoradas.

A “Liberdade de expressão”, essencialmente, é diferente com a liberdade de insultos e ridicularizarão. A Liberdade de expressão é um valor, mas ofensas um contra valor. Liberdade de expressão é um direito, mas as ofensas são violações dos direitos dos outros. Insultar os profetas, não é uma infração comum e menor, é um grande crime, porque profanação de grandes homens da historia é uma dupla ofensa, sendo insultado os seus seguidores e a toda a humanidade. Embora a liberdade de expressão seja um valor transcendental humano e divino, mas se vincula aos outros valores também nobres. Ninguém tem o direito, devido ao desfrutar de um valor, pisotear outros valores.

Como os governos ocidentais que sempre têm uma leitura diferente de muitos conceitos incluindo democracia, liberdade, direitos humanos bem como a liberdade de expressão que no Ocidente semanticamente tem significado diferente, até mesmo das interpretações que se encontram nos livros jurídicos subjacentes nos pensamentos político ocidental. Democracia, liberdade, direitos humanos e liberdade de expressão são valores sagradas enquanto se justifiquem as suas políticas. Caso contrário facilmente, estes conceitos são ignorados.

Criar um mundo seguro nesta aldeia global, onde seja fornecida condição necessária para uma coexistência entre os seguidores de todas as religiões, é uma missão relevante dos pensadores. Esperava-se dos organizadores da Feira do Livro de Frankfurt, uma atenção mais séria. Ao contrário dos políticos ocidentais que enxergam todos os assuntos e fenômenos com a ótica política e são interesseiros, foi esperado de Feira do Livro de Frankfurt, não se converter esta exposição numa oportunidade propicia para um dos grandes figuras islamofobicos que ofendeu as santidades dos muçulmanos, para promover os seus pensamentos odiosos e islamofobicos.

 

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