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Sunday, 25 October 2015 18:45

Dia Internacional de Ação Climática

Dia Internacional de Ação Climática
 O sábado, dia 24 de outubro foi mais uma grande mobilização global pelo enfretamento das mudanças climáticas.

 

O evento mundial foi realizado para motivar os governos e a população na tentativa de mostrar que o planeta precisa reduzir o nível de dióxido de carbono na atmosfera. Essa data foi instituída para chamar a atenção das pessoas importantes, dos líderes de governo, para o problema climático mundial.


A mudança de clima não é um fenômeno geral ou abstrato; ela tem impacto real no cotidiano de milhões de pessoas que dependem diretamente desses frágeis recursos para sua sobrevivência e podem ver o seu ambiente se deteriorando gradualmente. Ao compartilhar as experiências daqueles que estão na linha de frente e ao compreender o verdadeiro impacto da mudança de clima em seus cotidianos, podemos ajudá-los a adaptar-se e aumentar a conscientização global.

Cada dia que passa, todos nós notamos que o assunto “aquecimento global” não é mais apenas um tema a ser comentado nas páginas de ciência dos jornais (aquelas que ficam ´mais escondidas´ no final, e que só os mais interessados em ciência costumam ler…). A cada ano, os verões ficam mais quentes e o planeta se torna um triste cenário de catástrofes climáticas cada vez mais intensas e mais frequentes.

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), órgão criado pela Organização das Nações Unidas, o aquecimento global está acontecendo mais rápido do que nunca. E os seres humanos são responsáveis!

O aquecimento é causado pela libertação na atmosfera dos chamados gases de efeito estufa. O gás de efeito estufa mais comum é o dióxido de carbono. Muitas das atividades que fazemos todo o dia, como ligar as luzes, cozinhar comida, ou aquecer ou esfriar nossas casas, dependem de fontes de energia como o carvão e petróleo que emitem dióxido de carbono e outros gases retêm o calor na atmosfera.

Os fatos científicos são agora inegáveis: a crise climática é o maior desafio que a civilização enfrenta. Juntos, chamaremos a atenção do mundo para que se concentre numa solução.

Por isso marque um evento na sua comunidade no dia 24 de Outubro, e recrute a ajuda dos seus amigos. Juntamente com seus colegas ou o seu grupo local de defesa do ambiente ou dos direitos humanos, a sua igreja ou sinagoga ou mesquita ou templo; recrute ciclistas, agricultores locais, jovens. Vamos começar a nos organizar em todo o planeta.

A primeira é que os dados científicos sobre alterações climáticas são cada vez mais negros. O Ártico está derretendo a uma velocidade impressionante, décadas antes do previsto. Tudo neste planeta parece estar derretendo ou ardendo, subindo ou ressecando. E agora temos um número para expressar este perigo: 350.

James Hansen da NASA e uma equipa de outros cientistas publicaram recentemente uma série de artigos que demonstram que temos de diminuir a quantidade de carbono na atmosfera das atuais 387 partes por milhão para 350 ou menos, se quisermos “manter um planeta semelhante àquele em que a nossa civilização se desenvolveu.”

No Dia Internacional de Ação Climática, a ONG 350.org, é movimento que une o mundo em torno de soluções para a crise climática, conseguiu realizar mais de 7.000 ações em todo mundo. A ideia da ONG era levantar questionamentos e debates a respeito da crise climática.

De acordo com cientistas, o aquecimento global, causado pela liberação cada vez maior na atmosfera dos gases de efeito estufa, está avançando de forma muito rápida. Segundo os próprios cientistas, estudos mostram que a atmosfera suporta 350 partes por milhão de CO2. No entanto, nos dias de hoje, o número de partes por milhão de CO2 na atmosfera já chegou a 380.

O nº 350 nada mais é do que o símbolo da campanha. Todas as ações que estão sendo realizadas ao redor do planeta tem como objetivo divulgar o nº 350, que segundo o site 350.org ,significa “segurança climática”. A tolerância ideal de carbono na atmosfera segundo muitos especialistas e cientistas, é de 350 ppm (partes por milhão), um limite estável e que ainda não compromete as formas de vida terrestres. Acima dé 350 ppm, o carbono já não é tolerável.

O mundo deve, definitivamente, acatar a concentração de 350 ppm, para evitar uma catástrofe ambiental.

É justamente em apoio a esta redução que a campanha mundial 350.org foi criada. O movimento, que junto à campanha Tic Tac Tic Tac encabeça as ações do dia 24, espera incentivar a população a diminuir a concentração de CO2 na atmosfera para o limite máximo de segurança, 350 ppm (partes por milhão). Segundo a Nasa, a concentração atual já ultrapassa a marca de 380 ppm.

“Termos um equilíbrio das emissões em 350 ppm é a demonstração de que nós precisamos chegar a meados do século com temperatura da Terra equilibrada, para não comprometermos as possibilidades de vida”, afirmou a senadora Marina Silva (PV-AC).

 O Dia Internacional de Ação Climática  É um movimento que une o mundo em torno de soluções para a crise climática. A missão é inspirar o mundo para que este se erga à altura do desafio da crise climática, criando um novo sentido de urgência e de possibilidade de resgate para o planeta.

Para mobilizar comunidade, meios de comunicação e governantes em torno da meta de 350 ppm, uma grande programação foi divulgada e diferentes ações serão realizadas.

No mundo, importante pontos turísticos dos países receberão estudantes, profissionais e organizações para divulgar o desafio da humanidade em deter as mudanças climáticas. Alguns deles são:

• O Monumento da Revolução, na Cidade do México, será palco de um grande show.
• Os Alpes Suíços receberão uma grande faixa destacando aos efeitos das mudanças climáticas no derretimento das geleiras. 
• Na Grande Muralha da China, estudantes chineses se reunirão para hastear bandeiras do movimento. 
• O presidente das Ilhas Maldivas, Mohammed Nasheed, guiará os cidadãos a uma ação que solicite medidas pelo clima para salvar as ilhas de sua extinção.

  • Em Sydney, na Austrália, milhares de pessoas formaram o número 350 com seus corpos nas escadas da Ópera de Sydney, e os sinos da catedral tocaram 350 vezes.
  • Em Londres, na Inglaterra, mais de 600 pessoas se reuniram à beira do Tâmisa para formar o número 5. Uma foto aérea desta reunião será agregada a outras que formaram, em outras partes do mundo, os números 3 e 0, para escrever o número 350, de acordo com uma porta-voz da ONG “Campaign against Climate change”.
  • Em Nova York, nos Estados Unidos, uma centena de militantes se reuniu sob uma chuva fina com cartazes nos quais aparecia o número 350.
  • Em Estocolmo, na Suécia, 30 manifestantes se reuniram no centro da cidade exigindo discussões “imediatas” sobre o clima.
  • Em Berlim, na Alemanha, 350 militantes, muitos dos quais usavam máscaras da chanceler alemã Angela Merkel, se reuniram diante do Portão de Brandenburgo, no centro da cidade.
  • Na cidade sérvia de Novi Sad, 350 pessoas formaram o número 350 com seus corpos. Em Praga, 30 militantes ecologistas distribuíram 350 balões pretos com a inscrição “CO2″.
  • No Brasil, mais de 150 eventos em todas as capitais brasileiras e muitas cidades e localidades do interior expressaram a preocupação dos cidadãos e cidadãs brasileiros com as mudanças climáticas.

 

Você também pode, e deve, participar! O movimento é aberto a todos.

Lute pelo direito à vida, sua e do planeta!

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