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Monday, 11 January 2016 07:50

O mundo do Islã em 2015 (2ª parte)

O mundo do Islã em 2015 (2ª parte)
      Neste artigo estudamos outras partes dos acontecimentos do mundo do Islã em 2015.

 

 

No artigo anterior abordamos algumas crises do mundo do Islã como a Guerra na Síria, crise no Iraque e a invasão do Iêmen em 2015. Estes problemas são provocados por forças aparentemente muçulmanas, que o os objetivos são criação de divergência entre as nações islâmicas.

Neste ano, a questão palestino ainda tem continuado o grande dilema para os muçulmanos. O regime usurpador sionista durante todo o ano passado intensificou a construção de assentamentos em Cisjordânia seguindo o plano de judaização de Beit Al-Moqadas. Os sionistas também profanaram a mesquita Al-Aqsa. Estas medidas agressivas e as passividades dos governos árabes, bem com o fracasso das negociações da paz, motivaram que o povo palestino iniciasse a terceira “Intifada” contra as atrocidades dos militares sionistas.

Mas o movimento palestino continuou reprimido pelo regime sionista. Até o final do ano passado, mais de 140 palestinos perderam a sua vida nesta “Intifada” e 15 mil foram feridos. Os militares sionistas detiveram também centos dos palestinos, 1200 foram menores.

No entanto, governos árabes como a Arabia Saudita, Qatar e os Emirados Árabes Unidos se intensificaram os seus esforços no sentido de impedir o apoio de países como o Irã e a Síria aos palestinos.  Assim mesmo, a faixa de Gaza em 2015 continuou sofrendo da pior situação económica e da estagnação de saúde dos habitantes desta região.

Em 2015, os muçulmanos também se enfrentam outras tragédias como os acontecimentos durante a peregrinação anual de Hajj, sendo provocados por má gestão, incompetência e irresponsabilidade de autoridades sauditas.

O tumulto registada em 24 de setembro de 2015 em Mina, perto da cidade santa de  Meca deixou mais de 7000 peregrinos mortos, sendo 465 iranianos. Alguns dias antes, a queda de um guindaste na Mesquita Al-Haram, na Meca, tinha causado a morte de mais de cem pessoas, e foram feridos 238. Todos estes acontecimentos pus em evidencia a incompetência dos sauditas em manejar as cerimónias de Hajj. 

“A Islamofobia” é outro problema que tem afetado o mundo do Islã. Na Europa e nos EUA, a desinformação das pessoas do islã e uma visão preconceituosa e fanatismo, tem levado as pessoas à Islamofobia. No ano 2015, continuou o sacrilégio e a profanação às santidades islâmicas.

O ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo no janeiro do ano passado e as explosões de Paris em 13 de novembro, reivindicados por grupo terrorista de Daesh, foi uma nova escusa para intensificar atos contra muçulmanos. O Daesh apresenta uma imagem destorcida do Islã,  cometendo a violência em nome do islamismo.

O pronunciamento de Donald Trump, após os acontecimentos em França contra os muçulmanos também provocou uma reação negativa dos muçulmanos e mesmo não muçulmanos e defensores dos diretos humanos.

Segundo a experiência, a Islamofobia deixou sempre resultados contrários. Ao contraste das propagandas anti-islâmicas de 2001, tinha aumentado a tendência para conhecer o Islã. Os ensinamentos do Islã, são baseados por uma forte lógica e raciocino na defesa os seus valores. Mas as visões e abordagens preconceituosas dos adversários através de propagandas infundadas provocaram temor entre a população ocidental. Evidentemente, tais propagandas não têm fundamentos e instigou algumas pessoas a procurar a verdade. Por isso, entre as pessoas que mudam sua religião, em destaque, a conversão ao islamismo foi ainda maior. Baseado em algumas previsões dentro dos próximos 40 a 50 anos, o Islã se tornará a religião com mais seguidores no mundo. 

A unidade o mundo do Islã sempre foi um tema importante para os muçulmanos e entre os intelectuais. Pelo contrario, os inimigos do Islã e os hipócritas dentro e fora da comunidade islâmica, sempre procuraram a divergência e sectarismo. Durante os últimos anos, a Arábia Saudita, em especial os wahabitas esforçaram por criar divergência no mundo do Islã.

De fato, a sobrevivência do regime saudita e grupos como Daesh ou Al-Nasr depende muito de sectarismo e divisão entre muçulmanos. Lamentavelmente, estes movimentos no ano 2015 intensificaram suas atividades, prejudicando a integração e uma união entre os muçulmanos.  

Por outra parte, houve pessoas e grupos que defenderam a unidade do mundo do Islã. Eles identificaram bem o perigo dos inimigos do Islã e consideram a união e solidariedade entre os muçulmanos como a melhor via para a sua exaltação e enaltecimento. O sagrado Alcorão no versículo 103 da surata Al-Imran diz:

“E  apegai-vos, todos, ao vínculo com Allah e não vos dividais; recordai-vos das mercês de Allah para convosco, porquanto éreis adversários mútuos e Ele conciliou os vossos corações e, mercê de Sua graça, vos convertestes em verdadeiros irmãos;...”

No ano passado, grupos partidários da unidade no mundo do Islã também duplicaram os seus esforços, no sentido de apresentar a misericórdia divina e uma imagem real do Islã. A República Islâmica do Irã como pioneiro pela unidade e amizade no mundo do Islã, celebrou a 29ª Conferência Internacional de Unidade Islâmica, que em 2015 coincidiu com a data do nascimento do profeta do Islã(P.E.C.E). Nesta conferência foi enfatizado na luta contra pensamentos extremistas e pervertidos, bem como pelo esforço para a maior integração e solidariedade da comunidade islâmica.

O despertar islâmico desempenha um papel importante no caminho da união e o progresso do mundo islâmico. Em 2015, aumentou consideravelmente este conhecimento e consciência. Os crimes de grupos pervertidos pro wahabitas revelaram sua verdadeira face e os muçulmanos entenderam as suas intenções tendenciosas de criar divergência com intuito de aumentar a sua influencia e poder.

O regime saudita direta ou indiretamente interveio nos assuntos dos países islâmicos e elementos extremistas pro-sauditas assassinaram muitas pessoas inocentes.  O despertar islâmico põe em relevo que os governos ocidentais e o regime sionista são os verdadeiros inimigos do mundo do Islã, e contra a unidade islâmica.

O líder da Revolução Islâmica do Irã, aitolá Khemenei num encontro com os convidados da 29ª Conferência da Unidade Islâmica que se realizou no final do ano 2015, sobre a irritação dos inimigos pelo despertar islâmico disse: “Quando ocorrer o despertar islâmico no mundo do Islã, eles ficaram irritados, se esforçando para prejudicá-lo, inclusive destruí-lo; em algumas ocasiões obtiveram sucesso. Mas não podem fazer desaparecer esta consciência; o despertar islâmico, graças a Deus, alcançará os seus objetivos”. 

 

 

 

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