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Thursday, 11 February 2016 08:08

O papel da Revolução Islâmica na definição da Unidade dos Muçulmanos

O papel da Revolução Islâmica na definição da Unidade dos Muçulmanos
Este artigo, analisa o papel da Revolução islâmica do Irã na implementação de unidade entre a nação muçulmana.

Este artigo, analisa o papel da Revolução islâmica do Irã na implementação de unidade entre a nação muçulmana.

A vitória da Revolução Islâmica do Irã, em onze de fevereiro de 1979 originou grandes evoluções na região (Oriente Médio) e no mundo, trazendo impressionantes consequências internacionalmente. Uma revolução, baseada na fé e crença islâmica e com o slogan "Nem o Leste nem o Este” derrubou o regime autoritária do Xá e instituiu a República Islâmica nesta terra.

A Revolução Islâmica como um relevante acontecimento do século contemporâneo, registrou grande e brilhante impacto no Irã que influenciou o mundo. O estudioso muçulmano francês, Roger Garaudy, em um de seus artigos sobre a Revolução Islâmica, disse: "Na verdade, a Revolução Islâmica liderada pelo Imam Khomeini (Deus o abençoe), não é semelhante às revoluções anteriores. Ao longo da história aconteceram revoluções com o objetivo de mudar os sistemas políticos. Também ocorreram revoluções sócias no mundo, que mostravam a fúria dos pobres contra os ricos; as revoluções nacionais também têm demonstrado a indignação contra os colonialistas e usurpadores. A revolução islâmica apresenta todas as características mencionadas. Mas, além dos assuntos supracitados, a revolução islâmica tem trazido novos conceitos, ela não somente, derrubou um sistema política, social e colonial, mas também modificou um pensamento e a civilização especifica que enfrentava a religião”.

Um dos efeitos da Revolução Islâmica do Irã é a consolidação da irmandade islâmica e, desta forma, reforçar a unidade entre os muçulmanos. Ela baseada no Alcorão, e inspirado na orientação do querido Profeta do Islã (P.E.C. E) lançou como um modelo da solidariedade e união entre os muçulmanos. O fundador da Revolução Islâmica do Irã, Imam Khomeini (Deus o abençoe), desde o início da vitória da Revolução Islâmica convidou o mundo islâmico a se unir contra a tirania e a opressão dos inimigos do Islã e definiu a grandeza de nações muçulmanas em unidade e monoteísmo. Em um dos seus pronunciamentos ele disse: "Os muçulmanos em qualquer parte do mundo que acreditam em verdadeiro Islã, têm que se levantar e se unir na zela da bandeira do monoteísmo e os ensinamentos do Islã para cortar as mãos de superpotências dos seus países e das suas riquezas, reavivando a grandeza do Islã e evitando a discórdia (.)".

Em conformidade com estes objetivos foi designado “a Semana de Unidade” devido as diferentes versões entre xiitas e sunitas sobre a data do aniversário do Profeta do Islã, cujo proposito foi aproximação entre escolas islâmicas, e através de criação de “Fórum Mundial de Aproximação entre Escolas Islâmicas”, para levar as escolas islâmicas a promover conceitos teóricos e práticos da unidade entre muçulmanos. Anualmente, este Fórum se realize no Irã com a participação dos teólogos e estudiosos muçulmanos de todas as escolas islâmicas de todo o mundo.

O Imam Khomeini (Deus o abençoe) desde os primeiros anos da Revolução sublinhou sempre no tema de aproximação de escolas islâmicas e a unidade e pediu aos muçulmanos aprofundar esta questão, especialmente durante a celebração da Peregrinação anual (a Hajj).

A estratégia da unidade que se converge em criação de uma nação islâmica, sempre teve uma relevância no pensamento político-religioso do Imam Khomeini. Através desta estratégia ele conseguiu uma relação ampla e profunda entre a Revolução islâmica do Irã e as vertentes religiosas e movimento islâmicos para materialização da ideia da luta contra os imperialistas.

"Nós estamos preparados para defender o Islã e a emancipação dos países islâmicos. O nosso plano é o Islã e unidade entre muçulmanos e países islâmicos, bem como a fraternidade entre diferentes pensamentos islâmicos e uma parceria com todos os governos islâmicos do mundo", afirma o Imam Khomeini.

Um dos princípios da política externa da República Islâmica contemplado na Constituição é sua ênfase na defesa de os muçulmanos no mundo.

O sucessor do Imam Khomeini, o aiatolá Seyed Ali Khamenei aos seguir a mesma linha em um dos seus pronunciamentos, em uma reunião com os clérigos sunitas e xiitas em Kermanshah (uma cidade no oeste do Irã), sublinhou: "O objetivo da unidade não foi convergir os pensamentos de cada escola islâmica, e que elas abandonassem as suas próprias crenças para se juntar a outro pensamento, não existe possibilidade de tal ação. O objetivo da unidade é criar a tolerância em relação aos outros pensamentos e crenças islâmicas, isto é ao mesmo tempo em que se mantem os seus práticos e próprias crenças, sem fanatismo, porque o preconceito e fanatismo causam discórdia e conflito". O Alcorão sagrado no versículo 46 da Surata “os Espólios” diz: “E obedecei a Allah e ao Seu Mensageiro e não disputeis entre vós, porque fracassaríeis e perderíeis o vosso valor. E perseverai, porque Allah está com os perseverantes”.

O aiatolá Khamenei ao compreender a atualidade e as estratégias dos governos ocidentais, liderados pelos EUA, que tentam criar divisões entre os seguidores de diferentes escolas islâmicas, e apresentar uma imagem distorcida e nefasta do Islã, considera a unidade islâmica e se afastar do fanatismo e o preconceito, como o único instrumento para neutralizar esta politica ocidental.

Estamos na véspera de comemoração o trigésimo sétimo do aniversário da revolução islâmica, enquanto os inimigos do Islã se mantem perseguindo a política da divisão e com novos meios criar crises em países islâmicos. Os grupos terroristas, como um flagelo do mundo do Islã, são resultados de ligações entre o fenômeno de Wahhabismo prevalecente na Arábia Saudita, com os governos ocidentais. Entretanto, este fenômeno pervertido é incompatível com o espírito do Islã e ensinamentos do Profeta e é alheio à cultura islâmica.

Durante a vida do Profeta do Islã (saudações seja sobre ele e seus descendentes), não havia este problema, e Profeta não mencionou nenhum grupo ou individuo com renegadores da fé.

Os ensinamentos comuns nas escolas islâmicas convidam para a união e convivência e não discórdia e conflitos entre os muçulmanos.

Os seguidores destas escolas islâmicas são livres em praticar os seus cultos e doutrinas religiosas. No entanto, nem o Islã, nem os interesses do mundo islâmico permitem que qualquer pessoa use uma propaganda negativa contra outras religiões. Evitar reações fanáticas é uma tarefa dos teólogos e os clérigos islâmicos, e é um passo importante para a realização da irmandade islâmica e unidade.

Esperamos que, na véspera da comemorar o trigésimo sétimo aniversário da vitória da Revolução em 11 de fevereiro, todos os países islâmicos, prossigam a tradição do profeta do Islã e as inspirações da Revolução islâmica que enfatizam na unidade islâmica.

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