Este Website está sendo descontinuado. Mudamos para Parstoday Portuguese
Friday, 19 February 2016 07:06

Sabor amargo do desamparo dos meninos sírios

Sabor amargo do desamparo dos meninos sírios
Aylan só tinha três anos. Ele nasceu quando os crimes dos takfiries haviam amargurado a vida dos habitantes de sua cidade. Seu irmão de cinco anos tinha entendido que uma sombra pesada havia roubado a luz da esperança de seus pais.

Quando o pai levara a sua esposa e filhos ao barco, Aylan apertou fortemente o braço de seu pai. Horas depois, as ondas fortes do mar arrancaram o menino do braço de seu pai. Dias depois seu corpo encontrava-se sem vida na costa da Turquia, emocionou ao mundo. No dia seguinte, o mundo foi outra vez testemunha de imagens de corpos sem vida de meninos sírios desalojados na costa dos mares, mas ainda com o medo e esperança lutam para chegar com a ajuda das ondas.

Helma foi uma outra menina que sobreviveu . As marchas longas sem água e sem comida o suficiente a deixaram enferma . Seu irmão recém nascido não suportando esta situação perdeu sua vida, quilômetros antes de chegar ao destino. Agora, Helma com a alma e corpo cansado e ferido junto com milhares de desalojados sírios que haviam abandonado a sua pátria. Cenas terríveis, corpos decapitados afundados em sangue foi seu pesadelo de cada noite. Daesh haviam assassinado a seu pai por não colaborar com os terroristas takfiries. Após vários meses de sofrimento, ela e sua mãe junto com outros desalojados sírios haviam entrado na Europa. A mãe já não tinha mais forças para resistir só abraçava preocupadamente a sua filha. Helma com apenas 9 anos de idade sua mente não podia analisar tanto sofrimento. Ela não tinha nenhuma imagem sobre seu futuro. A segurança é uma palavra que não faz nenhum sentido para meninas como ela. As mãos de Helma tremem pela debilidade e preocupação.

Agora ela vive em um país cuja gente a considera uma estrangeira. Uma desalojada adverte à mãe de Helma que cuida muito de sua filha. Fala sobre a escravidão sexual e o tráfico de órgãos dos desalojados.

Hoje os meninos desalojados iraquianos e sírios sofrem múltiplos desastres, a perda de suas casas, pátria, pais e entes queridos, ver crimes selvagens e mendigar ou fazer trabalhos difíceis nas ruas são os seus destino.

Poucos destes desalojados estão nos campos de refugiados e muitos vivem nas ruas ou nas zonas marginais das cidades e fronteiras. Daesh comportou-se selvagemente acusando os de não ser muçulmanos, e agora, os anfitriões ocidentais lhes privam das mínimas possibilidades de vida e comportamento humanitário por serem muçulmanos.

Hoje, o mundo do Islã, devido à divisão sofre múltiplos desastres. Os líderes do Imperialismo, isto é EUA e seus aliados ocidentais têm desenhado nefastos planos para fracassar o Islã e dominar as terras islâmicas. Eles têm optado por apoiar o extremismo criar e expandir grupos terroristas nas zonas islâmicas como a melhor via para conseguir seus objectivos. A ex secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton revelou no congresso que seu país tinha criado o grupo terrorista Al-Qaeda.

Atualmente, apesar das alegações falsas do Ocidente sobre a luta contra o terrorismo, é evidente o apoio dos EUA ao Daesh. Agora, os meninos do mundo Islã são vítimas das políticas hostis do imperialismo. Mas, alguns governos árabes que contam com boas possibilidades não reagem apropriadamente com respeito ao tema dos desalojados e as inseguranças da região.

Durante os últimos 4 anos, milhões de sírios foram desalojados devido aos ataques terroristas, desta cifra, ao menos dois milhões e quatrocentos mil sírios em busca de um refúgio viajaram a outros países, muitos deles são meninos. Segundo UNHCR e UNICEF, a metade dos desalojados registados na lista dos campos dos refugiados da ONU são meninos, e 740 mil deles, têm menos que 11 anos. Os desalojados iraquianos compartilham uma história triste.

Os meninos desalojados não podem estudar. Agora a sobrevivencia é sua principal preocupação. Assim mesmo, devido à má situação higiênica, há diferentes doenças contagiosas nos campos dos refugiados. Os meninos são as primeiras vítimas destas doenças como a tuberculose, a febre tifoidea. Os problemas mentais pela guerra, insegurança e o desabrigo, provocam depressão nos meninos.

A imagem de Ziad, menino sírio que junto com seu pai havia ido a Madri para ver o futbol da equipe Real de Madri ao lado do futebolista Cristiano Ronaldo, traçou por um momento uma imagem humanitária do comportamento de alguns europeus com os desalojados, mas a história de dezenas de milhares de meninos desalojados é diferente da de Ziad Abdol Hosein.

Milhares de meninos que escaparam principalmente de países como Síria e Iraq hoje se encontram desparecidos na Europa. A maior parte deles teriam sido sequestrados por traficantes de pessoas, informou o escritório Europeu da Polícia (Europol).

Ainda que Europol reconheceu que alguns destes menores poderiam estar com suas famílias sem que as autoridades européias estivessem sabendo no entanto , os casos de desaparecimento têm tido um aumento nos últimos 18 e 24 meses. Europol denuncia o desaparecimento de dez mil meninos refugiados.

O director deste escritório policial Europeu , Brian Donald, indicou que pelo menos 5000 meninos foram desaparecidos na Itália e 1000 na Suécia, e assegurou que as autoridades estão a procura de mais de 10.000 meninos.

Ao redor de um milhão de migrantes, principalmente sírios, iraquianos e eritreos, chegaram a Europa em 2015, fugindo de seus países. Aproximadamente 27% deles são meninos. "sejam registados ou não, estamos a falar de uns 270.000 meninos. Nem todos estão sem acompanhante, mas também temos indícios de que uma grande parte deles poderiam estar sem acompanhante, segundo Donald.

Para o porta-voz da Europol, uma "infra-estrutura criminosa" paneuropea sofisticada tentam explorar os migrantes de diversas formas . Em particular na Alemanha e Hungria, conseguiram capturar muitos dos explotadores de migrantes.

Mais de um milhão de migrantes cruzaram o Mediterráneo rumo a Europa em 2015, a metade deles provenientes da Síria, segundo a agência da ONU para os Refugiados (Acnur). Umas 3.800 pessoas afogaram-se tentando chegar a União Européia no ano passado.

Segundo a Organização Internacional de Migrações (OIM), entre 1 e 28 de janeiro têm chegado 55.529 migrantes pelo Mediterráneo, isto é uma média de 2.000 por dia. Umas 200 pessoas têm morrido ou estão desaparecidas no decorrer do ano, segundo Acnur.

Atualmente, “a crise de refugiados” tem afetado os governos europeus. Uma crise devastadora que é o resultado das políticas bélicas de países como os EUA, a Inglaterra e a França durante os últimos 50 anos nos países do oeste da Ásia.

Entre tanto, é muito pouco o papel dos países muçulmanos especialmente dos árabes para solidarizar com os refugiados sírios e iraquianos. Alguns países como a Arábia Saudita financiam armas aos terroristas. Devido à guerra e insegurança aumenta a cada dia o número de meninos desalojados.

Add comment


Enlaces