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sexta, 04 março 2016 20:17

Dia nacional da bondade e caridade

Dia nacional da bondade e caridade
O Irã, a terra de pureza e generosidade, nestes dias se está preparado para a chegada do ano novo iraniano e a festa de Nouruz. Nouruz, para os iranianos tem o sabor de novidade, frescura no coração e na vida. Os mais velhos se esforçam para remover a cor do envelhecimento e da morte em todos os cantos das suas casas.

O dia catorze de Esfand, (quatro de março) no Irã é chamado “Dia nacional da Bondade e Caridade”. Há 37 anos, o Imam Khomeini, fundador da República Islâmica do Irã, ordenou a criação de um organismo chamado a “Fundação de Caridade” (Relief Fundation) para ajudar os pobres e os desafortunados. Na comemoração desta ocasião e na véspera da festa de Nouruz, o povo muçulmano iraniano apressa para ajudar os seus compatriotas carentes. Para este efeito, nas mesquitas, escolas, ruas e outros locais públicos, durante uma semana, serão instalados as estações de recolha de doações públicas para os necessitados. Cada pessoa, de acordo com sua disponibilidade financeira, pode participar dessa boa ação.

O povo muçulmano iraniano devido à uma interação cultural com os luminosos ensinamentos do Islã, tem estado sempre na vanguarda de ação de caridade e benevolência. Eles têm, como padrões, os trabalhos e atos do Santo Profeta do Islã (PECE) e a sua Benedita família Ahl al-Bait (AS) que recomendaram pela boa ação e ajudar os pobres e desfavoráveis. Bondade e caridade têm um lugar especial no Islã, sendo mencionado não somente como um bom trabalho, mas como um direito do povo. Um das boas ações perante o Deus é tentar ajudar os irmãos na fé e resolver as suas necessidades.

A cultura islâmico-iraniana tem dada uma atenção especial à caridade, portanto, cuidar os desafortunados é uma obrigação religiosa no Islã e sem este ato, um devoto não se pode chagar a perfeição.

O Islã considera a pobreza como o meio que favorece a descrença e extravio, por isso recomenda práticas específicas para ajudar os pobres e vulneráveis. Segundo os ensinamentos islâmicos, o trabalho e possuir bens através de meios lícitos são semelhantes à adoração a Deus. Mas não seria pertinente, a acumulação de riqueza sem ser utilizada adequadamente. Deus é o verdadeiro Senhor do universo e Ele é que distribui as suas bênçãos e misericórdias aos seus servos.

Na cultura islâmica a pobreza não se limita apenas as impossibilidades financeiras, mas também a erradicação a pobreza cultural e o carecimento intelectual e afetivo têm também sido sempre como questões importantes. A ciência e o conhecimento, a força física, a posição social e quaisquer atributos que um ser humano poder oferecer como ajuda aos outros com a intenção da bondade, são considerados a verdadeira caridade. Assim, em Islã, mesmo um sorriso bondoso a uma criança que a possa tranquilizar, é considerado ato de caridade. Neste sentido, no Islã, satisfazer as necessidades culturais e afetivas é tão importante como resolver as carências económicas.

Outro ponto importante na pratica de caridade, segundo os ensinamentos islâmicos, é que seja com intenção sincera e puramente espiritual, isto significa que ajudar os pobres, deve ser uma pratica para satisfazer o Deus e para se aproximar a Ele. Caridade e dar esmola no caminho de Deus são um excelente negócio e um sinal da fé, que sempre foi enfatizado no Alcorão e recomendado por guias religiosos. O impacto moral mais importante da caridade, segundo o Alcorão Sagrado e a tradição, é se livrar da ganância e avareza e o florescimento do espírito de generosidade e a consolidação da fé e a serenidade interna, a prevenção da imoralidade e perdão dos pecados.

Deus no Alcorão para descrever os devotos que serão compensados com o paraíso, diz: "Porque possuíram o hábito de pouco dormir à noite. E, ao amanhecer, imploravam o perdão de suas faltas. E há em seus bens uma parte para o mendigo e o desafortunado" Na explicação este versículo sagrado, citamos as palavras de Aiatolá Khamenei que afirma: “O espírito de caridade e benevolência deve ser promovido na sociedade e se tornar uma parte da fé das pessoas”. A visão do Islã à caridade causa uma generosidade por parte dos benfeitores, em que não será humilhada a pessoa carente e sendo mantido intato a sua dignidade.

Assim o Islã, juntamente as recomendações pelo labor e esforço pela aquisição de riqueza, enfatiza na caridade e ajudar aos desfortunados.

Santo Profeta do Islã e a sua imaculada família (Ahlul-Bait) eram perfeitos exemplo de benfeitores.

Terminamos neste programa contando uma história da filha do profeta do Islã, a senhora de dois mundos, a Fatemeh az-Zahra (SA). Foi narrado que na noite de suas núpcias com o Imam Ali, o Príncipe dos Fiéis (A.S.), o seu pai, o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.), lhe presenteou um vestido para ela usar. Na manhã seguinte, o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) foi ter com ela e não a viu com o vestido. Ao perguntar-lhe a respeito, ela respondeu: “Pai, uma moça pobre bateu à minha porta, pedindo um vestido”. Peguei meu vestido velho para dá-lo a ela. Porém, lembrei-me das palavras de Deus, glorificado e exaltado seja: “Jamais alcançareis a virtude, até que façais caridade com aquilo que mais apreciardes”. “E sabei que, de toda caridade que fazeis Deus bem o sabe”. Como eu gosto do vestido novo, eu a preferi a mim mesma, e lhe dei o vestido.

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