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Saturday, 24 January 2015 14:00

Ayatullah Al-Odhma Assayed Ruhollah Khomeini (K.S.)

Ayatullah Al-Odhma Assayed Ruhollah Khomeini (K.S.)
A história das lutas dos povos do mundo nos remete à grande representatividade que a manifestação da vontade das massas reproduz. Na história das lutas islâmicas do povo iraniano, notamos o Imam Khomeini (K.S.), um homem brilhante, que tem sido um símbolo típico de amor à liberdade e à independência contra a escravidão.


Um estudo da história das lutas dos povos, poderia mostrar que foram poucos os líderes que denunciaram o colonialismo e prepararam o caminho que conduz ao encontro dos seus objetivos, através da confiança no poder do povo, inspirado também pela ideologia progressiva do Islam. Ele deu deste modo, um ímpeto ás constantes lutas contra a autocracia e o colonialismo.
Acabar com a dominação das potências e o colonialismo, não é uma tarefa simples, mas o Imam Khomeini (K.S.) conseguiu superar todas as dificuldades sem colidir com outros grupos políticos.
Sua infância
O Imam Khomeini (K.S.) nasceu em 1900, equivalente a 1297 (H.S.). O seu nascimento, de acordo com o calendário lunar, coincidiu com o venturoso aniversário natalício de Fátima Azzahrá, a filha do profeta Mohammad (S.A.A.S.) e a mulher mais reverenciada no Islam. Ele provém de uma eclesiástica e militante família muçulmana. Seu pai, Ayatollah Sayyed Mustafa Musavi, estudou em Najaf e Samera, Depois de completar seus estudos, voltou para Khomein, terra natal de Imam Khomeini (K.S.), para ser um dirigente religioso. Teve três filhos e três filhas. Aos 42 anos o pai de Imam Khomeini (K.S.) foi assassinado.
Sua mãe, Hajar, também descendente de uma família muçulmana eclesiástica, era filha do Ayatollah Mirza Ahmad, um exaltado teólogo muçulmano. A partir dos cinco meses de idade, foi criado por sua tia paterna Sahiba e por sua mãe. Foi despojado de seu pai na meninice. Quando atingiu a idade de 15 anos, sua tia morreu e, pouco depois, sua mãe também faleceu. Contudo, tais perdas só serviram para fortalecer a sua vontade.
Os seus dias de escola
O Imam Khomeini (K.S.) era uma criança inteligente, talentosa e que desde cedo começou a aprender. Seu primeiro professor deu-lhe lições particulares e quando o Imam Khomeini (K.S.) aprendeu a ler e escrever, foi para a escola continuar seus estudos. O seu irmão mais velho, Ayatollah Passandideh, ensinou a gramática e a lógica arábica, assim como rudimentos de outra disciplinas.
Nesta altura dos acontecimentos, o Centro para os Estudos Teológicos em Arak, sob o patrocínio de Haj Sheikh Abdulkarim Haeri Yazdi, uma figura ilustre no domínio da teologia, já era famoso. O Imam Khomeini (K.S.) estudou literatura em Arak e, em virtude deste Centro ter sido transferido para Qom, mudou-se para lá, passando a residir na Escola de Darishuta. O Imam Khomeini (K.S.) aprendeu as lições dadas pelo Ayatollah Haeri, e quando este faleceu, já tinha se tornado uma autoridade em direito canônico e teológico. Tinha profundos conhecimentos nos campos da astronomia, filosofia e misticismo.
Desde os primeiros anos de sua vida, o Imam Khomeini (K.S.), tentou arduamente tornar-se uma pessoa formada e educada na sua maneira de ser. Ele era muito conhecido em qualquer círculo de Qom por seus méritos. Atribuía grande importância ao cumprimento dos ritos religiosos e observa as doutrinas islâmicas. Apesar de ficar até a meia noite em oração e em comunhão com Deus, era uma pessoa madrugadora. Dedicou-se de corpo e alma ao seu trabalho, prática da abnegação e mantinha uma rígida disciplina em tudo. Foi um dirigente comprometido e responsável, mantendo-se atualizado e bem ciente das dificuldades da sociedade. Era contrário á tirania e aos tiranos.
No que diz respeito a sua educação, foi um profundo conhecedor de todos os ramos das ciências intelectuais e tradicionais. Começou a ensinar filosofia aos 27 anos, escreveu muitos livros que tratam de diferentes assuntos religiosos. Sua influência e ensinamentos no Centro para estudos teológicos em Qom eram tão importantes que sua ida para o exílio foi um grande choque, não somente para este Centro, mas também para o Islam e para a Independência do Irã. Aos 30 anos, o Imam Khomeini (K.S.) casou-se com a filha de um clérigo muçulmano e teve dois filhos e três filhas.
Suas lutas políticas antes de 1963
Se estudarmos o livro "Kashf Al-Açrar", escrito pelo Imam Khomeini (K.S.) depois do mês de Setembro de 1941, equivalente ao mês de Sha-hrivar de 1320 (H.S.), saberemos da sua ideologia nas suas dimensões políticas e sociais. Ele diz no livro:
"A religião é a única coisa que pode dissuadir a humanidade da deslealdade e do crime. Infelizmente, aqueles que tomaram a direção do governo no Irã, ou têm uma fé falsa ou não têm nenhuma fé na religião. Estes demagogos que falam ardentemente em defender os interesses do país, na realidade cuidam dos seus próprios interesses. Se um candidato a membro do Parlamento gasta tanto para comprar votos, é porque espera ganhar mais quando for eleito. Depois de alguns meses no posto, um Ministro, digamos pobre, pode juntar uma grande fortuna. Estarão eles a servir o seu país com sinceridade?"
"Mudarres, fazia parte do clérigo muçulmano além de ser uma figura ilustre no Parlamento. Quando morreu, era tão pobre quanto antes. Que os seguidores de Mudarres possam liderar os poderes legislativos, executivos e judiciários, para acabar com a desgraça do país".
Assim dizendo, o Imam Khomeini (K.S.) sabia muito bem que as três forças do país eram simples instrumentos na mãos do regime. Em outra parte deste livro ele comenta:
"O governo que domina em oposição às leis do país e da justiça, é um grupo de demônios com trajes de polícia para assaltar mulheres inocentes e rasgar o seu véu ou dar-lhe pontapés, mesmo estando grávidas, portanto é opressivo".
Paralelamente à sua política e as suas atividades sociais, sempre apoiou o povo muçulmano oprimido do Irã.
Os acontecimentos da década depois do ano de 1941, equivalente a 1320 (H.S.) e também do golpe de estado traçado pela CIA em 1953, que uniu o Shah e o Irã á Israel, tinham sido programados para proteger os interesses da América no Oriente Médio. Cada vez mais, o Irã tornava-se economicamente e politicamente dependente da América. Quando John Kennedy começou a governar a América, expôs uma política nova, baseada no surgimento de reformas ostensivas para exercer maior influência nos países do Terceiro Mundo. Tais reformas, entre elas a montagem de "Indústrias Desenvolvidas", encarregaram-se de tornar o povo urbano dependente de bens importados e incitar os aldeões a imigrarem para as cidades e vilas, desnudando assim as aldeias da produtividade, o que paralisou a economia nacional criada com base na agricultura e artesanatos naturais. Através de importações de bens atuando como intermediários muitos fizeram fortuna e serviram os seus patrões ocidentais.
Mas as figuras religiosas que eram líderes espirituais do povo iraniano descobriram os maus planos do imperialismo estadunidense. O povo do Irã, em suas lutas contra a autocracia e o colonialismo, compreendeu que havia uma ligação entre eles, o povo, e seus líderes religiosos, dentre eles o Imam Khomeini (K.S.) era o que mais se destacava. Para esclarecer as posições adotadas pelo Imam Khomeini (K.S.) e o seu papel no desenvolvimento político e social, vamos citar alguns exemplos históricos:
A) Conselhos Provinciais e Municipais
Em 1962, equivalente ao mês de Mehr do ano 1341 (H.S.), o Conselho de Ministros aprovou uma proposta de estabelecimento de Conselhos Províncias e Municipais. De acordo com este projeto de lei, a cláusula do "Islam" não tinha sido incluída, embora a constituição do país ordenasse que tantos quantos fossem eleitos para o Parlamento deveriam crer nela. A nova proposta declarava que os representantes eleitos para o Parlamento, deveriam prestar juramento em qualquer Escritura Sagrada que acreditassem e não necessariamente no Alcorão Sagrado. Os Ayatollahs exaltados em Qom protestaram dizendo que o projeto em questão estava em desacordo com a Constituição. O Shah Mohammad Reza Pahlevi disse que Alam, Primeiro-Ministro da época, tinha se encarregado disso por iniciativa própria. O Imam Khomeini (K.S.), num telegrama dirigido a Alam, opôs-se ao projeto e pela primeira vez o advertiu contra tais Conselhos e a linha sionista, e despertou o povo para se opor. Protestou contra a tortura de pessoas, detenções e execuções para defender os interesses sionistas e americanos. Levantaram-se oposições públicas contra o governo. As autoridades religiosas de Qom decidiram que todo o povo deveria sair e fazer greve. O governo declarava estado de emergência em Teerã. O Primeiro-Ministro tinha encontrado o seu "Waterloo". Dois meses depois, em uma audiência com a imprensa, anunciava que a aprovação do projeto dos Conselhos Provinciais e Municipais era inválida e estava anulada.
Ao mesmo tempo, o Imam Khomeini (K.S.) protestou contra a recusa de uma demanda do Parlamento, a falta de liberdade de expressão na imprensa e a intervenção do sionismo no Irã. A vitória extraordinária do povo neste particular preparou o caminho para oposições mais intensas contra a chamada "Revolução do Shah e o povo", que não era mais do que um plano sugerido por Kennedy para que os países do terceiro mundo pudessem depender economicamente dos Estados Unidos.

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