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Tuesday, 03 February 2015 07:51

Venezuela, 4 de fevereiro 1992

Venezuela, 4 de fevereiro 1992
  Foi nesta data, há 23 anos,  que o movimento revolucionário militar bolivariano liderado por Hugo Chávez,  abriu as portas da história para uma transformação profunda que tirou a Venezuela da lista das nações submissas ao império e a colocou no mapa da dignidade universal.

 

 Há levantes revolucionários similares em muitos países, inicialmente parecem ter fracassado, do ponto de vista militar, mas, política e historicamente são vitoriosos.

Em 26 de julho de 1953, em Cuba, o movimento liderado por Fidel Castro também se levantou contra a ditadura de Batista, mas de início não conseguiu seu intento. Tal como o movimento de Chávez, tinha na sua reivindicação política a recuperação da Constituição Cubana de 1940, um das mais avançadas, rasgadas pela ditadura  Batista. 

Aqui no Brasil, em 3 de outubro de 1930, o movimento civil e militar liderado por Vargas consegue derrubar o governo oligárquico e inicia uma era de gigantescas mudanças, inclusive convocando uma Constituinte, legalizando o voto feminino, antes mesmo da “democrática” França

Chávez está  presente com sua imensa audácia e inteligência política. Inicialmente, alguns dirigentes petistas viram aquele  4 de fevereiro apenas um golpismo qualquer. Alguns chegaram a dizer “ militares devem ficar nos quartéis”. Imagine  Chávez no quartel, sem ser Chávez, o dirigente mundial !! O que torna ainda mais necessário que a esquerda em geral discuta experiências como daquela insurreição militar e popular, e  suas reivindicações democráticas legalizadas pela história, arrancando da oligarquia a Constituinte.

Hoje,  a Venezuela é  um país sem analfabetos, sem fome, com elevados indicadores sociais, com protagonismo  na integração da América Latina, no apoio a Cuba e aos governos populares. Por isso mesmo, permanentemente atacada pelos EUA.

É preciso comemorar o 4 de fevereiro como uma data de todas as forças progressistas do mundo, lembrando que há muito a aprender com a unidade cívico-militar bolivariana.   Por isso, o governo Maduro, continuador de Chávez, merece toda a solidariedade do povo e do Governo Dilma, porque há sinais sombrios no horizonte, aqui e lá.

 

 Por: Beto Almeida, Diretor da Telesur no Brasil

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