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Monday, 09 November 2015 03:58

A discriminação e transgressão expressiva dos direitos dos Xiitas na Arábia Saudita

A discriminação e transgressão expressiva dos direitos dos Xiitas na Arábia Saudita
Neste artigo, comentaremos a discriminação e violação de direitos de Xiitas na Arábia Saudita.

 

 

Arábia Saudita, com 2,149 milhões de Km, é o maior país da oeste asiático e o segundo maior país árabe, a seguir da Argélia. A população do país é de 27 milhões, 16 milhões são nativas e o resto são estrangeiros.

Arábia Saudita é um país teocrático, cujos leis se baseiam segundo regulamentos da seita Wahhabita. A Pervertida seita Wahhabi tem muita influência na Arábia Saudita e praticamente toda a política do país se baseia no seu ritual oficial.

Assim, neste clima abafado as minorias religiosas e até outros muçulmanos– Xiitas e Sunitas-não têm lugar para respirar, crescimento e os seus desenvolvimentos; em particular os xiitas, por causa da hostilidade e a especial oposição dos Wahhabitas, vivem numa situação degradante, com muita discriminação e repressão e injustiça.

Desde o primeiro século hégria os xiitas estão na Arábia Saudita. Eles constituem 16 por cento de total população saudita, localizados nas cidades Ghatif, Zahran, Alvamieh, Alahsa, Dhahran e na região perto de Medina. Este número, juntos com Alavitas, Zeiditas, assim com os ismaelitas compõem cerca de 22 por cento do total da população Saudita.

A maior concentração xiita saudita é nas regiões orientais do país e as cidades de Ghatif e Alahsa são conhecidas com o principal foco da presença xiita na Arábia Saudita.

Os relatórios evidenciam que esta minoria sempre sofria de discriminação e violação dos seus direitos fundamentais. As suas principais demandas sempre foi o reconhecimento do xiismo. Mas os Wahhabitas, devido à ligação dos xiitas com a família do profeta (Ahlul Beit), os consideram heréticos.

“Sheikh Abdullah ibn Jabrein” é um dos membros do Conselho de seniores teólogos diz: “a carne de cordeiro, abatida por um xiita, não se pode comer e não é legítima (halal), porque estes são politeístas”.

Eles consideram os xiitas, inovadores, por isso os chamam hereges e apóstatas! Os Wahhabitas radicais se tratam os xiitas como os seus inimigos, sendo considerado legitimo mata-los.

Artigo 18 da Declaração Universal dos direitos humanos estabelece: Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos”.

Hoje, os xiitas sauditas, são os mais reprimidos na região. Eles são perseguidos, apenas por ser xiitas. Além da exclusão, são também intimidados, mesmo ameaçados a morte por decretos dos lideres wahhabitas, que os consideram apostatas.

Esta perseguição criou um ambiente insuportável, especialmente na cidade de Meca, onde eles vivem na pior situação possível, obrigando-se praticar os seus próprios rituais em segredo e nas suas casas.

Aos clérigos xiitas não é permitidos de praticar os seus cultos religiosos em forma publica; por isso muitos fazem as suas formações teológicas nos países como Irã ou no Iraque.

O governo saudita também persegue os cleros xiitas e os seus seguidores, eles são presos e julgados.

Enquanto na Arábia Saudita existem mais de 3700 mesquitas e este país já tem construído mais de 1600 da mesquita ao redor do mundo, aos xiitas não são permitidos ter uma mesquita na Arábia Saudita. Eles já transformam as suas casas em lugar do culto.

O Adel ibn Khamiss , um proeminente clérigo xiita na Arábia Saudita, como presidente de diversas associações cultural e educacional, sobre a liberdade religiosa nos Seminários xiitas na Arábia Saudita diz: “estas escolas religiosas não tem um total liberdade e os seus funcionamentos estão limitadas às condições do país”. Seminários precisam de instalações como bibliotecas técnicas para os seminaristas, mas não são permitido importar os livros para a Arábia Saudita.

Além disso, os seminários precisam de um ambiente adequado para as discussões acadêmicas, em que não existem estas oportunidades.

Os estudantes xiitas nas universidades também são discriminados. Eles sofrem frequentemente, de preconceito e hostilidade expressiva dos professores, sendo chamados infiéis ou extraviados.

Eles dificilmente ingressam nas universidades, bem como conseguem contratos de trabalho nos centros de ensino e instituições educativas.

Nos centros de ciências religiosas, universidades de teologia como a Universidade de Mohammed Bin Saud, uma Universidade Islâmica em Medina são premiados alunos que fazem as suas teses e dissertações contra xiitas, as quais são publicadas por incentivos do governo.

No ensino fundamental, a situação ainda é pior, os professores e alunos xiitas são reprimidos e discriminados. Em salas, eles sofrem de preconceitos, calunias e provocações e insultas bem como intimidados e chamados infiéis e extraviados. Professores xiitas foram ameaçados devidos suas opiniões pessoais, têm sido punidas na persistência nas suas convicções. Eles também são discriminados na sua hierarquia administrativa.

As regiões orientais na Arábia, onde se localizam maior concentração xiita e rica pelas grandes reservas de petróleo em nível mundial, mas os seus moradores são dos mais excluídos. As áreas xiitas são dos mais pobres do país.

O governo investiu menos nos projetos educativos, infraestrutura, estradas, saúde e educação na província oriental, em comparação com outras áreas.

Cidades, onde estão situados xiitas carecem de instalações de saúde e tratamento adequado e bem estar social.

Embora, a maior parte da mão de obra das operações na aera de petróleo, tivesse feito por trabalhadores xiitas e isto significa a geração de riqueza para o reinado, mas eles são bem discriminados na distribuição de riqueza, mais outra injustiça cometidas contra os xiitas por parte dos Wahhabitas.

No ponto de vista politica, as minorias religiosas não têm nenhum lugar no governo. Os governantes da Arábia sauditas monopolizaram exclusivamente todos os cargos chaves para o seu clã. Neste processo, os xiitas são mais excluídos do que outra minorias, não têm presença em nenhum órgão do governo, incluído no exercito, forças de segurança e instituições de assuntos exteriores e defesa, bem como são impedidos e com imensos obstáculos de se empregar em empresas e importantes setores públicos, bem como nos empregos importantes como pilotos.

 

Este tratamento do governo Saudita em relação aos xiitas indica discriminação e violação expressiva de direitos deste grupo social no país, tendo ocorrido este comportamento, enquanto em conformidade com vigentes regulamentos internacionais, as minorias religiosas são a luz do princípio de indiscriminação, sob a proteção do direito internacional.  

A Carta das Nações Unidas é uma base para a proteção das minorias, enfatizando na “indiscriminação". Em conformidade com o terceiro parágrafo do artigo primeiro e parte C do artigo 55 desta Carta, todos os Estados-membros das Nações Unidas, devem estar empenhados em "respeitar os direitos humanos e das liberdades fundamentais para todos, sem discriminação de raça, sexo, língua, ou religião.”.

Também, de acordo com o artigo II da Declaração Universal dos direitos humanos "todos sem qualquer distinção, especialmente em termos de sua raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou qualquer outra opinião, bem como status social, riqueza, nacionalidade, nascimento e., desfrutam de todos os direitos e liberdades proclamadas nesta declaração."

Além disso, o Pacto Internacional sobre direitos civis e políticos no seu artigo II, também exige aos governos Os Estados-partes no presente Pacto comprometem-se a garantir a todos os indivíduos que se encontrem em seu território e que estejam sujeitos à sua jurisdição os direitos reconhecidos no presente Pacto, sem discriminação alguma por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de qualquer outra natureza, origem nacional ou social, situação”.

Este Pacto exige também aos governos a proibição de legislação nacional que contempla “Será proibida por lei qualquer apologia ao ódio nacional, racial ou religioso, que constitua incitamento à discriminação, à hostilidade ou à violência”. (artigo 20).

Como foi dito, os comportamentos discriminatórios do governo da Arábia Saudita com a minoria xiita, é a transgressão clara dos direitos humanos. Mas, os governos ocidentais por causa dos seus interesses políticos e as riquezas dos governantes da Arábia Saudita, fecharam os olhos e são alheios a questão dos direitos humanos neste país. O fato é que muitas pessoas neste país são privados de seus direitos fundamentais. Os xiitas vivem numa situação difícil, onde os seus líderes não podem reclamar. Ativistas dos direitos humanos e opositores com a política do governo despótico são detidos, torturados e, finalmente, mortos. A casa de Saud continua com repressão e criar uma situação da supressão a oposição e em cada dia que passa sacrificado mais pessoas. Finalmente os ativistas e os homens de livre de pensamento e as Nações Unidas devem reagir e se responsabilizar pela proteção de cidadãos com as violações generalizadas dos direitos humanos.

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