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quarta, 10 fevereiro 2016 07:45

O relatório de HRW sobre a colonização do regime sionista

O relatório de HRW sobre a colonização do regime sionista
Neste artigo analisamos o relatório de Human Rights Watch sobre a construção ilegal dos assentamentos por parte do regime sionista e criticamos as medidas sionistas.

O Human Rights Watch em seu relatório (19 de janeiro de 2016) revelou a cumplicidade das empresas internacionais e israelenses em investir nos assentamentos ilegais sionista na Palestina . Uma versão deste relatório foi entregada a Mahmud Abbas, presidente da Autonomia Palestina.

Em um relatório de 162 páginas titulado "Como os negócios nos assentamentos contribuem às violações dos direitos palestinos", A ONG explica como estas atividades comerciais são contrárias ao direito internacional, encorajar e se beneficiam de políticas "discriminatorias" favoráveis aos colonos e evitam o desenvolvimento da economia palestina.

Este relatório aborda as dimensões jurídicas de atividades comerciais internacionais e os compromissos das empresas que cometem atividades ilegais e sua cumplicidade no sistema racista do regime sionista contra o povo palestino, bem como a confiscação de seus recursos naturais e sua exploração, bem como a tentativa das companhias internacionais de ganhar dinheiro mediante a colonização e o sistema apartheid do regime sionista.

Mais de meio milhão de israelenses vivem em 237 assentamentos em todo o território ocupado palestino, uma parte da Cisjordânia e oeste de Beit al-Moqadas. Enquanto o regime sionista aumenta as possibilidades para a expansão das colônias israelenses, o comércio desempenha um papel crucial na expansão dos assentamentos.

O HRW tem anunciado que como é possível que as atividades comerciais nos assentamentos violam os direitos dos palestinos por parte de Israel, e as companhias que trabalham nos assentamentos facilitam a expansão de colônias sionistas. O relatório do HRW foca no papel de medidas internacionais e israelenses no apoio à construção de assentamentos na palestina ocupada.

Segundo o relatório do HRW, as empresas mencionadas são cúmplices na confiscação das terras palestina e no domínio sobre os recursos naturais. Então, estas empresas estão saqueando a riqueza e recursos naturais do povo palestino e investindo nas colônias judias ilegais, violam os direitos do povo palestino.

Segundo os princípios da ONU sobre o comércio, as empresas devem respeitar os direitos humanos, e reduzir atividades comerciais cujas consequências violem os direitos humanos. Mas, tendo em conta que a construção de assentamentos contravem a Convenção de Viena e é um ato ilegal, enquanto as empresas participam na construção de assentamentos, não pode ser ignorado sua colaboração com o regime sionista na violação dos direitos dos palestinos.

Arvind Ganesan, diretor do Programa de Negócios e Direitos Humanos da Human Rights Watch, disse: “A economia relacionada com a colonização contribui para a política de governo israelense, que destitui e discrimina duramente os palestinos ao mesmo tempo em que aproveita o roubo de terras palestinas e de outros recursos. A única forma de o mundo dos negócios respeitar suas responsabilidades no campo dos direitos humanos é deixar de trabalhar nas colônias”.

O HRW diz que algumas destas empresas intervêm diretamente na colonização, e outras fornecem as necessidades, serviços civis e setores industriais dos colonos. A obra de trabalho dos setores industriais são em maior medida os trabalhadores palestinos com um saldo muito baixo.

Incrementou-se o crescimento de setores industriais nas terras ocupadas. Por exemplo, em 20 zonas industriais, existem 1000 casos de fábricas. Ademais, o regime sionista supervisiona e controla o cultivo de 9.300 hectares de terras palestinas. Os produtos destas fábricas e do setor agrícola exportam a outros países com a etiqueta de “Made In Israel”.

Estes comércios facilitam a violação das leis internacionais sobre os direitos humanos por parte do regime sionista. A quarta Convenção de Genebra proíbe qualquer transferência de civis de uma potência ocupante as terras ocupadas e segundo o Estatuto de Roma, o tratado do Tribunal Internacional de Justiça, a transferência dos civis, diretamente ou indiretamente, considera-se crime de guerra.

O comércio destas empresas, ajudam à confiscação de terras palestina na Cisjordânia por parte do Exército israelense e a transferência dos colonos sionista aos assentamentos. Esta medida do regime sionista viola também as leis internacionais sobre os DDHH. Já que estas leis proíbem à potência ocupante em conquistar os recursos das terras ocupadas. Algumas terras desta zona têm donos palestinos, o exército do regime sionista restringe o acesso aos proprietários palestinos a suas terras agrícolas que são vizinhas com as colônias sionistas.

O documento critica empresas, também estrangeiras, em particular nos setores de financiamento imobiliário, porque avaliam o "tratamento privilegiado dado aos colonos em quase todos os setores da vida na Cisjordânia".

O HRW enfatiza que deve ser cessada a colonização israelense em Cisjordânia. Já que as colônias sionistas violam constantemente as leis internacionais e os direitos dos palestinos.

Entre os anos 2000 a 2012, o regime de Israel, tem recusado 94% das petições de licença de construção dos palestinos. Segundo a investigação do HRW, uma das 11 minas do regime sionista em terras ocupadas pertence a uma empresa européia. Isto ocorre enquanto o regime sionista não tem autorizado a uma empresa palestina a construção de uma nova mina. Esta empresa desde 1994 está trabalhando com a União Palestina de pedra Mármore, uma organização independente que representa mais de 500 companhias palestinas.

O HRW ofereceu também conselhos sobre as medidas políticas colonialistas do regime sionista e a confiscação dos recursos naturais dos palestinos e a responsabilidade da comunidade internacional ante tais medidas ilegais.

No relatório solicitou às empresas internacionais que cessem os investimentos nas colônias sionistas já que contrariam os compromissos e regras legais e morais.

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