Este Website está sendo descontinuado. Mudamos para Parstoday Portuguese
quarta, 10 fevereiro 2016 11:33

Imam Khomeini e o despertar islâmico na sua ação política, (especialmente para a Década de Aurora)

Imam Khomeini e o despertar islâmico na sua ação política,  (especialmente para a Década de Aurora)
IRIB- Este programa se refere ao papel de Imam Khomeini (Deus o abençoe) enraizado no discurso do despertar político na sua ação política.

A vitória da Revolução Islâmica no Irã, sob a liderança do Imam Khomeini e o estabelecimento de um novo governo com base nos nobres ensinamentos islâmicos, abriu uma nova janela no âmbito político. As distintas teorias sobre revoluções e governos para justificar e explicar a Revolução Islâmica convergem que foi um fenômeno único que não coincide com os atuais cálculos políticos. A Revolução Islâmica do Irã em si não tem nada a ver com outras revoluções que ocorreram neste século. O estudioso canadense Robert Kalston (1952-1996) disse: "Em minha opinião, para alguém como eu, que sou ocidental e não muçulmano este foi um milagre, ou seja, uma revolução divina e ideológica no mundo de hoje de uma forma que causou progresso no caminho de estabelecer justiça. Esta revolução certamente foi apoiada por Deus”.

O filósofo francês Michel Foucault (1926 - 1984) chamou a Revolução Islâmica uma revolução pós-moderna e na sua análise a este respeito, considerou a espiritualidade como a base das políticas da Revolução Islâmica. Ele disse: "O governo islâmico, de um lado, é um promotor permanente e significativo das estruturas tradicionais da comunidade islâmica e, por outro, é uma entrada para as dimensões espirituais na vida política". Quando pensamos sobre as opiniões dos estudiosos ocidentais, bem entendemos sua surpresa com a Revolução Islâmica do Irã. Na verdade, a surpresa não é tão estranha, uma vez que a questão da separação entre religião e política durante séculos tinha sido aceite no Ocidente. No mundo do Islã, depois do declínio da civilização islâmica, esta ideia tinha enfraquecido no mundo da política sob a alegação de que a religião contaminava o ambiente político. O discípulo de Seyed Jamal-edin Asdadabadi, o xeque Mohammad Abdo, depois de corrosão das atividades políticas, disse: "Me refúgio em Deus da política e todo o significado da política, cada palavra que manifesta na política, o pensamento de uma política que está fora da minha mente e ensinou em todos os campos da política, que ensina a cada ser humano a falar, pensar sobre política e seus derivados”.

A ideia de separação entre religião e política tem duas origens. Alguns acreditam que a religião carece de ferramentas e conteúdos necessários para o mundo da política, portanto, eles acreditam na separação entre religião e política. Imam Khomeini, em resposta a este grupo, em seu testamento, escreve: "O Sagrado Alcorão e a tradição do Profeta de Deus (seja para ele saudações e seus descendentes) contém disposições sobre governo e política que não têm outros casos, a não ser que muitas das diretrizes do Islã são religioso-políticos, que ignorá-las causando calamidades no mundo do Islã. Alguns outros, embora acreditem que a religião é completa e global e não tenho dúvidas sobre isso, acreditam que a decepção, falsidade, crueldade, entre outros aspectos da política, poderiam contaminar a religião. Imam Khomeini considerou este segundo pensamento como uma grande catástrofe para o mundo do Islã, e introduzir a promoção dessa ideia como um complô de inimigos do Islã que desejam estender a sombra ameaçadora do colonialismo nas terras islâmicas. O termo "política" é geralmente pejorativo e está ligada ao engano, fraude, mas, pelo contrário, a política é a "arte de governar". Mais precisamente, a política é administração da sociedade para abastecer os interesses da comunidade, tanto espiritual e material. Imam Khomeini, tendo fé na riqueza do islã e seguir as orientações do Profeta do Islã, considerou a política igual que a religião e disse que a política, separada dos padrões de Deus, é tendenciosa e perde o seu significado.

Quando Imam Khomeini começou o seu levante divino, a atmosfera que prevalece na comunidade não aceitou a sua entrada na política porque se acreditava que um "clérigo política" era sinônimo de "o clérigo sem religião". Ele, com base nos ensinamentos corânicos e orientações do Profeta do Islã, utilizou outro método. Ele considerou que manter o silêncio sobre a tirania e a traição do regime Pahlavi era como ser cumplice nestes crimes e, num primeiro momento, considerando as condições e capacidades da comunidade, tentou reformar o comportamento do regime, mas depois de um tempo, quando aumentou o conhecimento e vontade do povo por motivos religiosos e divinos, o Imam Khomeini, que estava decepcionado de tal governo, começou uma nova etapa da luta, a fim de mudar o governo. Segundo reconhecidos pensadores, o proclamador do "despertar islâmico" no século recente, tem sido o Imam Khomeini. Ele foi o fundador de uma revolução que poderia mudar a visão sobre o Islã e mostrou o seu poder de influência sobre equações globais do sistema de domínio. Imam Khomeini, de acordo com os ensinamentos religiosos, esforçou-se por deixar claro para o povo os comportamentos anti-religiosas e desumanas do regime dependente do Pahlavi e crimes de colonizadores e imperialistas no mundo do Islã e não se ficou em silêncio contra a tirania e a injustiça. Ele colocou no centro dos seus esclarecimentos, a salvação do Islã e os muçulmanos. A este respeito, ele disse. "Levanta-te, ó muçulmanos em todas as cidades e todo o mundo do Islã. Os clérigos do mundo islâmico e as comunidades muçulmanas e em todos os cantos do mundo, incluindo o povo iraniano, seu governo e clérigo deste país, têm que rejeitar a crueldade do Ocidente, que sacou o petróleo por falas assistências e conselheiros, o povo iraniano com a sua bravura prefere se tornar mártir em vez de aceitar a humilhação e prefere a honra islâmica em vez de alguns dias beneficiarem o bem-estar junto com humilhação e vergonha, vencendo em campo de batalha política e militar e não tenham medo dos propagando e escândalos que Deus todo-poderoso é com você.” Portanto, Imam Khomeini, enfatizando no Islã político como mesmo o Islã nobre, colocá-lo na frente do Islã norte-americano. O Islã americano está defendendo a passividade em face da tirania e injustiça. Os imperialistas não querem lutar contra tal sentido de responsabilidade do Islã, porque os seguidores desta ideia são as pessoas sem motivos ou objetivos e não têm uma influência significativa sobre os acontecimentos mundiais e o seu destino. Imam Khomeini, no entanto, com base nas diretrizes do Profeta do Islã destacou que a formação do governo islâmico e cortar as mãos dos imperialistas tinha posto sobre os interesses e o destino dos muçulmanos. Ele afirma: "O Islã é a religião de pessoas que buscam o justo e a justiça. É a religião de pessoas que querem a liberdade e independência, é a escola de combatentes e as pessoas contra o colonialismo. Mas os colonialistas apresentaram o Islã de outro modo... se espalharam de que o Islã não é uma religião completa, não é a religião da vida e não tem regras para a ordem da comunidade. Estas propagandas têm como objetivo aproveitar do aspecto revolucionário e vital do Islã e evitar qualquer movimento ou levantamento dos muçulmanos”.

A vitória da Revolução Islâmica do Irã, sob a capitania de Imam Khomeini e subsequente formação do sistema da República Islâmica do Irã é baseada em valores islâmicos e corânicos e foi um ponto de partida na história das comunidades islâmicas. A resistência do Irã islâmico a todos as conspirações em diferentes áreas, tais como cientifica cultural e política, se iluminou com um raio de esperança a alma dos devotos e oprimidos do mundo. Após esta vitória, se desatou a onda de "despertar islâmico" em países muçulmanos e nos últimos anos, temos assistido de que outros muçulmanos não estão dispostos a continuar a apoiar seus governos dependentes ao Ocidente e pedindo o retorno do Islã nobre e reivindicar a sua verdadeira identidade. Os imperialistas, particularmente os EUA, com diferentes truques, tentaram desviar esses movimentos ou reprimi-los, mas, apesar das dificuldades, como diz o líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Khamenei nunca pode parar o despertar islâmico.

 

Add comment


Security code
Refresh

Enlaces