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quinta, 11 fevereiro 2016 11:26

A definição da identidade cultural e a natureza religiosa da Revolução Islâmica do Irã (especialmente para a Década de Aurora)

A definição da identidade cultural e a natureza religiosa da Revolução Islâmica do Irã (especialmente para a Década de Aurora)
IRIB- Neste programa abordaremos a natureza religiosa da Revolução Iraniana.

As mudanças sociais e políticas do século XX, especialmente na segunda metade deste século, indicam que nesse período ocorreram revoluções e vários revoltos em alguns países que desembocaram mudanças no poder.

O aspecto comum de todos esses movimentos, antes da vitória da Revolução Islâmica do Irã, era que a mudança revolucionária significava passar da dependência de uma potencia mundial para outra. Na verdade, devo dizer que as nações do mundo tinham que submeter a regra que era aceitar a soberania do Leste comunista ou o domínio do Ocidente capitalista liberal. Em tais condições, a Revolução Islâmica do Irã, rejeitando a dependência do Ocidente e Oriente e destacando nos princípios e fundamentos do Islã, como a religião salvadora, desmantelou esta equação global.

Esta revolução, liderada pelo proeminente clérigo e jurisprudente islâmico, o Imam Khomeini (Deus o abençoe) e com base em valores religiosos, foi capaz de vencer, enquanto os outros poderes do mundo não acreditavam que fora de seus pensamentos poderiam formar uma revolução ou uma mudança evidente. No pensamento comunista, a religião era um fator de ignorância e desinformação das nações e nas ideias do liberalismo, se considerava que a religião deveria estar separada da política e se limitada às orações individuais, sem embargo, com a ocorrência da Revolução islâmica no Irã, o mundo testemunhou um movimento que colocou na luta as ideias religiosas. A particularidade deste grande movimento era o retorno aos valores espirituais e religiosos. E precisamente esta característica atraiu a atenção de pensadores e o povo do mundo.

Embora o sistema de governo no Irã antes da revolução se esforçava para enfraquecer a fé e a crença do povo, os valores do Islã foram o eixo do movimento popular. Além disso, o regime Pahlavi tentou criar dúvidas sobre os líderes religiosos, promover seitas desviantes e a ocidentalização da cultura do povo, mudando hábitos, mas uma revolução liderada por um clérigo combatente já tinha sido formado. As mais relevantes particularidades da Revolução Islâmica no Irã eram que estava centrada na religião, tinha um líder religioso e teve grande participação popular. O que deu coerência a esses três elementos, foi uma profunda influencia por diretrizes do Profeta (saudações para ele e aos seus descendentes) e da sua Ahlul-Beit. Essa influência foi tão poderosa e completa que tem conduzido à Revolução Islâmica como um movimento inspirado na busca da verdade e justiça do Profeta e na tradição da sua imaculada família (Ahlul Beit). Exatamente em uma época em que existia a ideia de que a religião não podia mover as massas, a Revolução Islâmica do Irã emergiu como o maior movimento social contemporâneo cujo fator mais poderoso na criação de mudança social e mobilização popular, eram a religião do Islã.

Ela ergueu a ideia de que a espiritualidade e a moralidade devem ser misturadas com todos os aspectos da vida, incluindo a política, portanto, políticos e líderes tiveram que se concentrar na busca de justiça, misericórdia e verdade para alcançar a paz e a justiça em todo o mundo. Com o surgimento da Revolução Islâmica se realizou um retorno aos padrões do Profeta e os rituais e sabedoria do Islã. O aparecimento de tal fenômeno com a natureza islâmica mostrou que o Islã, um dadivo do esforço do Profeta e os lideres religiosos, não pertencia a um período ou região especial. Os valores globais e as promessas do Islã reconhecem todas as pessoas como seus destinatários e têm a preocupação em salvar e guiar todas as pessoas em qualquer momento e época. O fator mais importante que deu a identidade religiosa à Revolução Islâmica foi à presença de um líder religioso, inteligente e consciente dos acontecimentos ao seu redor. Essa vantagem colocou esse movimento no centro das atenções dos crentes e as pessoas conscientes do Irã. A relação profunda do povo com Imam Khomeini e a obediência das suas orientações, confirmaram a natureza religiosa da Revolução Islâmica do Irã. De acordo com o pensamento islâmico, o poder político do líder deve ser baseada em ensinamentos religiosos. Essa é a vantagem de um líder religioso poderoso e popular. Estes são os princípios mais óbvios do governo islâmico no qual a relação entre o líder e o povo não é uma relação contratual, mas um vínculo de fé acompanhado de carinho e amor entre os dois lados.

Líder islâmico conhece as disposições de ensinamentos islâmicos e está comprometido com a sua aplicação e também com o que as pessoas esperam dele. O assunto de obedecer a um líder competente no Irã que se baseia na figura denominado "Velayat Faghih" (o mandato supremo de um jurisprudente islâmico) é uma crença religiosa que tem sido aceite na vida e a alma das pessoas. Assim, o povo muçulmano do Irã, tal como ama a Imam Khomeini, também segue o seu movimento político e revolucionário como uma obrigação religiosa. O sentido religioso do movimento de Imam Khomeini também é considerado um ponto de partida na história. O elemento mais marcante do sucesso dele neste grande movimento era sua relação pura e profunda com Deus. Ele confiando no poder infinito do Criador, fora do alcance das superpotências, projetou um novo plano e fundou um novo sistema religioso que desde os primeiros momentos foi muito atraente e influenciou pessoas, mesmo nos cantos mais remotos do mundo.

Imam Khomeini apresentou ao mundo uma nova escola que tinha um discurso inovador para a humanidade e para o mundo. Ele fez que a religião entrasse em forma ativa no mundo da política. O filósofo francês Michel Foucault, a este respeito, disse: "A Revolução Islâmica e o governo islâmico ter sido o caminho por onde tem entrado espiritualidade na vida política. A religião, com a sua profunda influência sobre a alma das pessoas, poderia criar um papel e incitar as pessoas contra um governo que beneficiava dos equipamentos militares mais modernos e teve o apoio dos Estados Unidos. Nenhum líder político pode ignorar que ninguém teve um forte vínculo com as pessoas como o aiatolá Khomeini”.

De acordo com Foucault, o espírito da revolução se esconde em que os iranianos com este movimento tentaram criar uma mudança interior. Na verdade o seu proposito principal era criar uma mudança fundamental na vida individual, política e social, logo na sua forma de pensar. Iranianos ansiavam por uma mudança na sua vida e é por isso que o caminho até esta reforma encontraram no Islã; um Islã que para eles era a medicina tanta para os seus dores pessoais como um tratamento para doenças e falhas da sociedade.

Considerando os slogans e demandas do povo muçulmano do Irã durante a formação da Revolução Islâmica, pode-se entender que o principal objetivo deste movimento foi o renascimento do Islã e valorização dos méritos religiosos, livre de qualquer inclinação e influência das escolas políticas existentes. Obviamente dentro deste grande ideal, havia objetivos como a justiça social, liberdade e independência nos campos políticos, econômicos e culturais. Além disso, levantar também novas discussões em círculos científicos e intelectuais, como o pensamento político do Islã, a justiça social na cena internacional, o direito internacional islâmica, a unidade das religiões e outros, têm sido o resultado do diálogo que foi criado no mundo, como uma revolução com a identidade religiosa. A mensagem da Revolução Islâmica chama para abordar a espiritualidade e respeito à liberdade de pensamento e de ideias e a independência das nações. Esta mensagem vem dos princípios humanitários da escola do Profeta do Islã considerados um direito natural das pessoas para desfrutar de uma vida saudável com a justiça.

A Revolução islâmica destaca valores como a fé, liberdade e dignidade humana e proclama que a religião é um poderoso elemento cultural mundial nos contextos sociais, políticos e pode oferecer a dignidade, a honra e a verdadeira e real felicidade à humanidade. Portanto, a Revolução e a República Islâmica do Irã, neste período, convidam as pessoas a se colocar sob a bandeira do monoteísmo e agir de acordo com os ritos divinos em todas as fases da vida. Imam Khomeini, neste campo, enfatizou: "Se as pessoas atuam com fé em Deus e segundo as normas divinas nas atividades sociais, políticos e económicos e outros cenários da vida humana, serão resolvidos facilmente os problemas mais complicados do mundo atual”. “Hoje, o mundo tem entrado em um beco sem saída e não tem escolha para escapar exceto a rendição à orientação dos profetas”.

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