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Monday, 29 February 2016 05:02

A liderança no Islã (especialmente por ocasião das eleições da Assembleia dos Peritos no Irã)

A liderança no Islã (especialmente por ocasião das eleições da Assembleia dos Peritos no Irã)
IRIB- Neste espaço centralizamos em explicar o lugar de liderança no Islã e na República Islâmica do Irã.

O Islã é uma religião para guiar as pessoas, uma religião que atribui grande importância à opinião do povo. A votação e a opinião dos cidadãos, especialmente na escolha do líder e as autoridades do governo, é extremamente importante e influente sobre os objetivos do país. O sistema da República Islâmica do Irã, que é baseado na democracia religiosa, e as suas autoridades são eleitos pelo povo. Desde o triunfo da Revolução Islâmica no Irã, em 1979, os iranianos têm participado em mais de 30 plebiscitos e eleições, tendo expressado livremente a sua opinião. Neste contexto, no dia sete do mês Esfand (26 de Fevereiro), o eleitor participou em duas eleições simultâneas para eleger membros da Assembleia Consultiva Islâmica (Parlamento) e da Assembleia dos Peritos. Cada uma destas eleições tem as suas próprias características e importância.

Uma das caraterísticas da Assembleia dos Peritos é o seu efeito dual, ou seja, numa fase o povo escolhe os seus representantes e na fase seguinte o membro desta Assembleia exerce o seu voto na escolha do Líder da Revolução, enquanto nas eleições presidencial e legislativa, os eleitores elegem diretamente o presidente, parlamentares ou vereadores dos Conselhos municipais nas prefeituras, mas no caso da Assembleia de Peritos, o povo elege representantes que, se necessário, elegem o líder. Este método de escolha se utiliza em alguns países (parecendo com sistemas parlamentaristas) para eleger o presidente e primeiro-ministro, mas no Irã, o método de duas etapas é usado para escolher, sabendo que o líder deve ter certos atributos e características que não poderia identificar facilmente pessoas comuns. Os membros qualificados da Assembleia de Peritos, de acordo com a crucial função que vão desempenhar, podem trabalhar como representantes do povo. Uma das condições para ser eleito como membro da Assembleia de Peritos é ser um jurisprudente islâmico, para poder avaliar quem seria candidato à liderança.

A percepção politica e social e conhecer o seu tempo, são outros critérios para ser membro da Assembleia dos Peritos. Porque eles devem ser informados da atualidade de um lado e ser conhecedor da religião, para poder avaliar os candidatos à liderança.

Piedade e religiosidade são outros atributos dos membros da Assembleia dos Peritos, para que eles possam escolher a pessoa mais qualificada para liderar a República islâmica do Irã, sem ter atraídos por condições e desejos pessoais e materiais.

Basicamente um líder e guia de uma sociedade islâmica tem um papel eficiente e crucial. No passado, o líder religioso era responsável por todas as questões executiva, justiça, política externa e as declarações da guerra e paz. O Profeta do Islã, na cidade de Medina, como líder do governo e sociedade islâmica tratava todos os assuntos da sua sociedade.

Sabendo que, devido à amplitude e especialização da administração pública em diferentes domínios, atualmente não é possível uma única pessoa desempenhar todos os assuntos da sociedade. Na República Islâmica do Irã, as autoridades sob a supervisão da liderança de um Líder religioso, ou seja, "Vali Faqih", tratam as questões administrativas e o líder define o macro politicas do sistema da República Islâmica e designação e resignação, como do presidente do Poder Judiciário, o chefe da Organização de Rádio e Televisão IRIB e os Comandantes do Exército e do Corpo de Guardiões da República.

O líder, num Estado islâmico tem um lugar privilegiado e um papel superior aos governos materialistas e laicos. Ele, não somente tem a responsabilidade de supervisionar as funções das autoridades, como também orienta as pessoas para o bem-estar espiritual e material. Em outras palavras, o líder do Estado islâmico tem um lugar espiritual. O Profeta Mohammad (P.E.C.E) não foi apenas um administrador da comunidade muçulmana, mas se considerava como mentor espiritual e orientador do povo. A sua trajetória era repleto de conselhos e atitudes orientadoras para com muçulmanos e mesmo não-muçulmanas. Assim, o Islã não apenas trata bem estar material e mundano, mas também a prosperidade eterna, portanto, um líder deve se esforçar para assegurar a felicidade plena do povo.

“O Líder é a autoridade máxima da República Islâmica do Irã e, o artigo quinto da Constituição, define os seus atributos descrevendo:” Durante o tempo em que o 12º Imam (que Deus acelere sua reaparição) estiver oculto, a direção e a liderança do povo da República Islâmica do Irã serão da responsabilidade de um jurisprudente justo e piedoso, conhecedor da sua época, corajoso, eficaz e hábil, baseado no artigo 107 dessa Constituição”.

Naturalmente, em um Estado islâmico, o líder deve ser um teólogo qualificado para orientar o país na senda correta dos ensinamentos islâmicos. Também, ele deve ter domínio suficiente de gerenciamento para coordenar e promover os vários órgãos e poderes do país, para tomar as decisões certas e fornecer orientações eficazes, o líder deve ter conhecimento suficientes do seu tempo e da situação política social, cultural e económica, bem como conheça o ambiente internacional. No entanto, o que se destaca entre todas as qualidades do líder ou “Vali Faghiq” em comparação com outros líderes mundiais, é sua piedade e justiça. Estas duas características sublimes levam o líder da República Islâmica do Irã, a considerar o Deus em suas decisões, palavras e ações e respeitar os interesses do povo, sem ser influenciado por falsas alegações de correntes internas ou governos estrangeiros.

No preâmbulo dela Constituição iraniana, o líder garante o não desvio das diferentes organizações das suas obrigações islâmicas genuínas. Este dever é feito através de diversos meios, tais como a determinação dos jurisprudentes islâmicos no Conselho dos Guardiões da Constituição. Este Conselho tem o dever de averiguar se as leis adotadas pelo Parlamento estejam em conformidade com os ensinamentos e princípios da Constituição islâmica e, se contradizem, devem ser devolvidas ao Parlamento para alteração.

Outro meio de liderança para assegurar a coerência da administração do país com o Islã e precisão das decisões, é definir as políticas gerais do sistema. Esta missão é realizada com o parecer do Conselho de Discernimento do sistema da República Islâmica, composto por membros acreditados e eficientes. O líder, também indica o chefe do Poder Judiciário, para garantir o seu desempenho correto.

Embora esses atributos, proporcionem muito poder ao líder, mas na realidade, o seu poder e influência verdadeiro do líder na República Islâmica é decorrente da sua piedade, espiritualidade e a sua estreita relação com o povo.

De fato, este relação e atributos do Líder tanto no tempo do Imam Khomeini, o ex-líder e atualmente pela liderança do aiatolá Khamenei tem sido claramente concebíveis. Imam Khomeini, sempre foi um líder popular, até mesmo nos anos anteriores do triunfo da Revolução Islâmica em 1979 e durante os dez anos de liderança, o povo sempre o obedeceu. Ele se considerou sempre um pequeno servidor e o seu desempenho foi no sentido de satisfazer a vontade divina e servir o povo. Da mesma forma, o aiatolá Khamenei tem seguido o mesmo padrão e tem uma estreita relação com o povo iraniano que se sente orgulhoso de ter esse líder.

Em suma, a seleção de um líder competente, que reúne todas as condições estipuladas na Constituição, é um dever extremamente difícil e uma tarefa crucial para a Assembleia dos Peritos. Líder não somente desempenha um papel decisivo na gestão adequada do país, mas também é um modelo, a esperança e o ponto de apoio do povo. É por isso que exercer o direito do voto no dia 26 de fevereiro para o eleitor iraniano na escolha dos membros da Assembleia dos Peritos, foi um ato determinante e sensível para o seu país.

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