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Saturday, 05 March 2016 10:05

Oscar sob sombra de Boicote e protestos, ausência de negros entre os premiados do Oscar

Oscar sob sombra de Boicote e protestos, ausência de negros entre os premiados do Oscar
As estatísticas mais recentes relativas à diversidade racial em Hollywood mostram que apenas 12 por cento dos filmes e séries de TV, são sinais de equilíbrio real de minorias raciais na sociedade americana. Coisa que apesar de décadas de tentativos ainda não tem resultado aceitável.

 

Em 1942, um homem chamado "Walter White" de Nova York viajou a Hollywood. Ele tinha nascido em Atlanta e os seus pais eram escravos e muitas das ancestrais eram da cor de pele branca e clara. White na sua biografia escreve: Eu sou um negro. Minha pele é branca, meus olhos são azuis, meu cabelo é loiro. Não se poder ver nenhum traço na minha cara que confirma a minha raça, mas de qualquer forma, me pertenço à raça negra.

Ele é o presidente da maior organização de direitos civis dos norte-americanos, a NAACP (Associação Nacional do avanço dos direitos das pessoas de cor da pele). Desde a Fundação do grupo em 1909, até agora, os seus membros se tratavam questões relacionadas com africano-americanos na cultura popular e acreditam que o “show“ negativo deles, vai difundir ainda mais as tensões raciais, ou seja, aumenta preconceito e fanatismo.

O White queria convencer a indústria cinematográfica para produzir uma imagem mais positiva dos negros. Ele, também pretendia mais personagens e caras pretas, nas roteias que tratavam de várias raças.

Documentos históricos mostram que o esforço inicial de White para mudar os estereótipos raciais no filme, era relativamente inútil. Ele foi atraído pela luxuria e as luzes brilhantes e o glamour de Hollywood e estava fascinado de falar com atores e celebridades. Mas a sua campanha não ultrapassou das festas com a presença de pessoas importantes e trocar cartas e emitir as declarações de imprensa.

White sabia que não tinha um poder de penetração elevado e acreditava-se que não tinha adiantado questionar as exigências radicais. Ele tinha o talento de fazer lobby e negociação e soube lidar com as pessoas vaidosas. No entanto, ele não tinha muitas escolhas à sua frente. A NAACP ao longo dos anos supervisionava atitudes de Hollywood sobre a questão da raça.

Desde então, apesar de houver muitas mudanças na esfera dos problemas raciais nos Estados Unidos, no entanto ainda são poucos o número de negros no cinema americano no papel principal ou estar no tapete vermelho da cerimônia oficial. Nos últimos dois anos, até nenhum candidato afro-americano ou preto venceu o Oscar, tiveram presença neste evento cinematográfico mais importante.

Estatísticas mostram que os Negros ganharam poucos triunfos da Academia. Os negros são sempre no papel de estereótipos ou pessoas comuns da comunidade e menos dos papéis principais e protagonistas. Entre eles, mais de 55 por cento das peças que ganharam o Oscar, foram os estereótipos raciais que frequentemente atuavam o papel de escravo, sendo apenas um quarto das suas atuações como o primeiro papel.

Atores negros e das minorias sempre atuam os papéis complementares, como os vencedores do jogo e tem sido dada a menor importância no seu desempenho no papel principal. Até agora, 10 dos 14 pretos que ganharam o Oscar tiveram atuações complementares e o papel principal era com pessoas brancas.

Cerimônia do Oscar deste ano foi acompanhada pelos acontecimentos e questões que afetaram a atenção pelas suas funções principais: protestos de grupos de cineastas de cinema americano e até mesmo os profissionais das instituições de direitos humanos para boicotar a cerimónia e os organizadores do Oscar.

"Michael Moore" o cineasta americano, como um critico apoiou ao atual boicote ao Oscar por causa da indiferença para com os negros. Este documentarista americano diz que, realmente é ridículo que em dois anos sucessivos nenhum dos 40 atores candidatos a Oscar foi um negro. Esperemos que este boicote seja considerado um comportamento simbólico, para protestar contra a indiferença para com os negros.

"George Clooney", um ator americano e produtor de cinema também anunciaram em um comunicado que os africano-americanos tem o direito de dizer que a nossa indústria cinematográfica não os representa bem. A sua afirmação, foi publicado como o editorial da revista "variety", contendo críticas a Academia de Oscar, dizendo numa colona que: devemos estar melhor.

"Julie Delpy” que duas vezes, tinha sido indicada a Oscar disse que às vezes sonhava ser africano-americana. Delpy que é atriz, diretora e roteirista, disse: há dois anos eu disse: “a Academia é muito branca e do sexo masculino, alias de fato é assim, e a mídia me criticou muito. É engraçado que as mulheres não podem falar. As feministas são aquelas que o povo mais odeia. Não há nada pior do que ser uma mulher neste trabalho. Eu realmente acredito nisso”.

Além disso, atores como "will Smith" e "Dustin Hoffman" também condenaram o ato de ignorar os negros no Oscar deste ano. Dustin Hoffman ao protestar contra a discriminação racial na cultura americana, disse: “No nosso país existe uma espécie de racismo meio consciente que até com o termino da guerra civil, não tinha sido mudado”.

Este veterano do cinema americano continuou: ”juntamente com a questão de indicação de atores negros, existe um problema ainda maior, que é também a morte da juventude negra nas ruas por forças policiais. Em minha opinião, este é um problema maior”.

"Will Smith" o ator afro-americano tinha dito em um programa de TV: “Eu acho que devo me lutar pelos ideais que exaltaram a nossa comunidade. Mas quando vou olhar para a lista de candidatos para a Academia, não vejo um reflexo da comunidade negra”.

"Matt Damon" o famoso ator branco de Hollywood também criticou a Academia este ano. Damon, que estava entre os candidatos para a Academia, disse que desta vez não podem meramente sentar e disser que nada tem sido errado. Para resolver o problema da politica de Academia, temos um longo caminho pela frente. Hollywood deveria fazer algo mais que isso, mas ele também deve saber que injustiça sexual e racial nos Estados Unidos continha mais enorme do que é a fim de chegar à cerimônia do Oscar deste ano, e ser limitado na questão de candidatos brancos. Este é um problema no setor comercial de Hollywood, ou seja, entranhado no nosso país inteiro.

"Spike Lee," o diretor negro condena os dirigentes dos estúdios de cinema de Hollywood, de se recusaram a passar os papeis em destaque aos negros para que eles não possam ser indicados ao Oscar. Ele considera esta situação por falta de dirigentes negros na indústria de filme americano e acrescentou: “Para um Negro é mais fácil ser o Presidente da República do que ser presidente de estúdio de filme”.

Claro, que estes protestos não se limitam a estas celebridades, simultaneamente, a realização do Oscar, um número de manifestantes, a frente da Academia protestaram contra a sua abordagem racista. Este grupo de manifestantes liderados por "Al sharpton" um dos líderes afro-americanos com um comício perto do local da cerimónia, expressaram o seu protesto com um lema "Hollywood deve ser melhor e se envergonham”.

Sharpton disse que se Academia de Ciências e técnicas de artes cinematográficas mais uma vez indica os brancos para Oscar, se organizaria maiores manifestações. Ele disse: “Esta é a última noite de todos os candidatos brancos”.

Além disso, "Chris Rock" o apresentador preto de cerimónia deste ano do Oscar, no início da cerimônia, criticou fortemente a crise de não diversidade racial em Hollywood. Este comediante americanos referindo a polemica este ano de Hollywood, sobre a ignorar os atores negros e não brancos na indicação do Oscar numa linguagem humorística, disse: "será que o Hollywood etnocêntrica? Vocês Hollywoodianos são os bons racistas!”.

Ele reiterou: “Nós (negros) precisamos de oportunidade, concedem esta chance aos atores pretos, igual de atores brancos”.

Outro protesto contra Óscar, também foi realizado por duplos cinematográficos. Eles protestaram que depois de 25 anos do Oscar, eles ainda não tiveram lugar nas indicações dos prêmios de Oscar. O grupo preparava uma petição on-line com mais de 46 mil assinaturas, para entregar ao Presidente da Academia de Oscar.

Nesta assinatura estava escrito: os duplos são pessoas que arriscam a sua vida para capturar uma cena emocionante e de tirar o fôlego, exatamente às mesmas cenas que atraem as pessoas para ir aos cinemas.

Em qualquer caso, o Oscar deste ano, apesar de todo o controverso e polemica que os seus organizadores criaram na mídia, encarrou uma pungente reações entre a sociedade cinematográfica americana e esta reação teve consequências positivas.

 

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