Este Website está sendo descontinuado. Mudamos para Parstoday Portuguese
Friday, 22 May 2015 17:26

ONU deteta três mil novos casos de cólera na Tanzânia

ONU deteta três mil novos casos de cólera na Tanzânia
A ONU anunciou hoje que foram detetados cerca de três mil novos casos de cólera na Tanzânia, com cerca de 400 novos infetados por dia, principalmente entre refugiados da violência política no Burundi.

 

"A situação é muito séria", disse aos jornalistas um médico especialista do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Paul Spiegler.

Segundo a agência da ONU presidida pelo português António Guterres, já morreram 31 pessoas vítimas da doença na área em redor da cidade de Kaguna, cidade na fronteira oeste da Tanzânia que acolhe cerca de 50 mil refugiados.

Dos que morreram, todos menos dois eram refugiados do Burundi, e a maioria eram crianças.

"Infelizmente, estamos à espera que a situação piore", acrescentou Paul Spiegler, anunciando porém que o Alto Comissariado espera que as circunstâncias se invertam na próxima semana.

"A este ritmo, podemos esperar cada vez mais casos nos próximos dias, até a situação estar sob controlo", afirmou o porta-voz do ACNUR Adrian Edwards, declarando que a agência está a trabalhar com o ministério da saúde da Tanzânia e outras organizações de ajuda para travar a epidemia, estando também a retirar os refugiados da sobrepopulada Kaguna.

Apesar de ser perigoso mover pessoas com cólera, devido às condições na cidade as organizações humanitárias concluíram que mais pessoas morreriam se fossem lá deixadas.

A cólera é transmitida através do consumo de água contaminada, e segundo o ACNUR a sobrepopulação e as más condições sanitárias em Kaguna, bem como o consumo de água diretamente do lago Tanganyika, estarão na origem da epidemia.

O Alto Comissariado e os seus parceiros apelaram hoje à doação de 207 milhões de dólares (188 milhões de euros) para responder à onda de refugiados despoletada pela crise no Burundi.

Desde o início de Abril, cerca de 100 mil pessoas fugiram do país africano - principalmente para a Tanzânia - e a ONU estima que o número poderá duplicar nos próximos seis meses.

A crise no Burundi, que começou após a decisão do Presidente Pierre Nkurunziza de concorrer a um terceiro mandato nas eleições presidenciais de junho, aprofundou-se na semana passada quando um general de topo levou a cabo uma tentativa falhada de golpe de estado.

Os manifestantes continuam a desafiar os esforços da polícia para pôr fim aos protestos, tendo pelo menos duas pessoas sido mortas a tiro e oito feridas em confrontos com a polícia na quinta-feira, disse a Cruz Vermelha.

Add comment


Security code
Refresh

Enlaces