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Tuesday, 05 May 2015 06:38

Professores do Paraná decidem na terça-feira se paralisação continua

Professores do Paraná decidem na terça-feira se paralisação continua
Greve completa uma semana nesta terça-feira. Assembleia será realizada na Vila Capanema

 

Os rumos da greve dos professores do Paraná serão definidos nesta terça-feira em assembleia marcada em Curitiba. A paralisação completa uma semana nesta segunda-feira. Governo do Estado e sindicato dos educadores aguardam a deliberação dos servidores sobre o fim ou a permanência da greve para discutir como será o calendário escolar de 2015, já afetado com a paralisação anterior, que durou 29 dias. A assembleia será realizada às 14h30, no estádio da Vila Capanema, e são aguardados servidores de todas as regiões do Estado.

De acordo com Luiz Fernando Rodrigues, diretor de Comunicação da APP, o sindicato que representa os professores, os diretores estão sendo pressionados pelo governo estadual a registrar a ausência dos professores. “O problema é que, se os diretores lançarem as faltas, haverá o desconto no salário e os professores não são obrigados a fazer reposição de aulas. O maior prejudicado é o aluno”, diz.

Na semana passada, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), afirmou que os professores terão desconto salarial nos dias de greve. O Executivo se apega a uma liminar assinada no último dia 27 pelo desembargador Luiz Mateus de Lima, do Tribunal de Justiça do Estado. Em seu despacho, ele determina o retorno dos professores às salas de aula sob pena de multa diária, no valor de R$ 40 mil, ao sindicato. O magistrado também define uma multa diária de R$ 500 ao próprio presidente do sindicato, Hermes Silva Leão. O sindicato deve protocolar recurso contra a decisão nas próximas horas.

A reportagem solicitou na manhã desta segunda-feira uma entrevista com o secretário de Educação, Fernando Xavier Ferreira, e aguarda retorno. Na semana passada, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, Ferreira disse que não era possível definir como será feita a reposição das aulas, pois isso dependeria da duração do movimento dos educadores. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, o secretário avalia que o calendário escolar sofrerá “danos irreparáveis”. “A greve anterior já prejudicou muito o calendário escolar. Os jovens, principalmente aqueles que estão concluindo agora o ensino médio, podem ser prejudicados de uma maneira muito difícil de sanar. Sem dúvida os mais afetados são os estudantes que farão o Enem e vestibular”, afirmou ele.

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