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Sunday, 12 April 2015 06:09

Venha conosco ao Irã XI

Venha conosco ao Irã XI
As cerimónias de casamento entre diferentes tribos têm seus costumes próprios.

 

Nas sociedades tribais, o matrimônio, não é somente a convivência de duas pessoas, mas tem dimensões bem mais amplas, pois é uma comunhão que também engloba duas famílias, duas raças, bem como duas tribos sendo assim, é um laço famíliar. Em certas ocasiões, o matrimônio entre as tribos significa acabar com as inimizades e se conhece como Khun-bas (cessar conflito). Os Qashqaeies se casam normalmente muito jovens e entre si, isto é, entre seus grupos parentescos na sua tribo. É muito rara encontrar casamentos entre diferentes familias ou indivíduos de outra tribo.

As famílias desempenham um papel importantíssimo no casamento dos jovens. O matrimônio se realiza entre duas famílias de mesmo nível e com a permissão dos idiosos de ambas as famílias. Na realidade, esta união significa fortalecer a situação da família entre os diferentes graus de parentescos no meio de tribo.

Um dos mais importantes motivos do matrimônio entre Qashqaeies é ampliar a família. Já que a família é a primeira base na vida tribal. Os Qashqaeies por ser autónomos, satisfazem eles mesmas todas suas necessidades primárias.  Portanto, as forças humanas têm um papel importante na renda económica. Nesse sentido, os filhos se tratam dos mais velhos na tribo. O patriarcado é uma característica destas famílias, por isso, ter filhos varões para manter e proteger a geração da família é importante para os pais. Já que os filhos varões, além de ajudar a seus pais, também protegem patrimonio da família, e se dedicam melhor à pecuária e agricultura. As famílias com vários filhos varões se enfrentam com menos problemas, já que se dividem as tarefas entre todos os membros da família, e por isso, encontram-se numa situação melhor.

É curioso saber que o divórcio entre os nômades é considerado é considerado um ato feio, sendo poucas vezes encontrado desfeito do casamento.

Os Qashqaeies celebram no verão suas festas, tais como os casamentos, perto de cachueiras no cheias de água e um ambiente verde. Eles erguem muitas tendas e vestem trajes coloridas. Nos casamentos divertem-se com muitos jogos tradicionais como montar a cavalo, disparos com armas, cantando e dançando. O dance local entre os Qashqaeies é um motivo de ânimo e superar as dificuldades da vida quotidiana. Enquanto o dance também é o símbolo da unidade e amizade. À hora de dançar, todos com um lenço clorido na mão e ombros a ombro dançam em forma circular. Um dos dances frequentes entre os varões Qashqaeies é um dance chamado “Darmarow” ou “Chub bazi” (jogar com o pau). Neste tipo de dance, enquanto outros tocam o timbal e o tambor, dois homens se deafiam em forma amistosa, com dois paus, um curto e o outro longo. O dois, enquanto aumenta o ritmo da música, com os paus dão golpe aos pés de seu adversário e tentam conquistar o pau longo de seu rival e, assim, continuam dançando até que um ganhe.

Queridos ouvintes, conhecemos casamentos de Qashqaeies, agora vamos saber da outra cerimónia desta tribo que se chama “tosquia”. Lã é um dos produtos da pecuária de grande importância para os nômades. Lã é a matéria prima de tecidos, um dos trabalhos artesanais mais importantes desta tribo. Tambem forma um recurso económico significativo para eles. A “Tosquia” se realiza em duas fases e com seus próprios costumes. A primeira fase se faz no inicio da primavera e, a segunda fase, em meio do verão, isto é, a segunda vez da corte e recolha de lã dos rebanhos. A lã reclhida no verão, normalmente se usa para fazer feltro.

Como temos dito, a lã é a matéria prima nos tecidos dos Qashqaeies, os quais têm sido registados como produtos artesanais, e uma patrimonio mundial. A seguir, apresentamos os tecidos dos nômades da provínocia de Fars, os quais são expotradas para fora do país.

Geralmente, a tapeçaria dos Qashqaeies se divide em dois tipos: grosso como tapete e Gabbeh e, finos como Gelim, Suzani, etc. Existem outras modelidads de tecidos que se servem para fazer Khorjin (uma peça tipo de bolsa de carga usado nos animais).

A arte mais bela entre os Qashqaeies, sendo tapete, é resultado do esforço e da arte das incansaveis mulheres nômades. A arte de tapeçária entre nômades da província de Fars, sobretudo os Qashqaeies e a tribo Khamseh, é uma atividade muita frequente. Os Qashqaeies fazem tapetes de uma forma que leva muito menos tempo, Como esta tribo se desloca duas vezes, no verão e no inverno, isto é um limita para o trabalho de fazer tapetes. Nesse sentido, os tapetes feitos por eles são normalmente pequenos. Como não existem paredes para apoiar estruturas para tecer os tapetes, os nômades costumam usar estruturas horizontais, os quais são muito leves, básicos e móveis e de rápida instalação.

“Gabbe”, também é outro tipo de tapete que fazem os nômades. “Gabbe” símboliza a beleza, alegria e frescura, tendo cada um diferentes desenhos inspirados da natureza que se formam por mulheres e as jovens Qashqaeies. As tintas e cores uttilizadas nos Gabbes, são naturais e muitas variadas. A figura de leão, como um desenho tradicional se usa muito nos tapetes dos Qashqaeies, a qual símboliza uma relação direta com este animal que vive na região de Arjan na província de Fars. Mas também, aplicam-se no Gabbe outros tipos de desenhos tais como estrelas, o desenho "Kheshti "e também as figuras de outros animais. A textura dos Gabbes são 100 % de lã. Normalmente, os Gabbes têm dimensões de uns 100 por 200 centímetros ou 200 por 115 cm.

Jajim também é outro tipo de tecido feito por Qashqaeies, o qual é de diferentes cores claras, para encobrir a cama e os instrumentos dentro da tenda.  A fonte de agua se usa muito como desenhos utilizados em Jajim, em forma de singular ou quadriculados. Os Jajimes pequenos servem também como uma manta.

 Outro tipo de tapetes Qashgaei é o Glim. Ele é feito tambem por mulheres. A textura de Glim também é de linha de lã fina. Glim qashgaei é conhecido pela vivacidde de suas cores.

 As mulheres fazem todo o processo de preparação de materia prima na tecelagem o Glim, desde preparação de fio de lã, tingir os fios. Os desenhos são muito variados e complexo sendo feito inspirado pela criatividade das tecedoras.

Como um trablaho artesenal e manual, cada tepete difere do outro e nunca são iguais, inclusive em tamanho, desenho e mesmo nas cores.

 

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