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Saturday, 09 May 2015 15:34

Venha conosco ao Irã XIV

Venha conosco ao Irã XIV
Se recordem nos programas anteriores, tinhamos viajado à formosa província de Isfahán, conhecendo a situação geográfica e a natureza desta região.  No programa de hoje, lhes contaremos sobre a capital desta província. E enquanto conheceremos a cidade, também apresentarmos-lhes os monumentos valiosos históricos de Isfahán.

 

A cidade de Isfahán que tem o mesmo nome da província é uma das cidades industrial-turísticas importantes do Irã e está situada no lado oriental da corrente das montanhas de Zagros e no centro do planalto do Irã.  Isfahán está em uma planície verde à margem do rio Zayandeh-rud e ocupa uma superfície superior de 20 quilômetros de longitude e 14 quilômetros de largura. A cidade de Isfahán com uma altura de 1500 metros sobre o nível do mar, conta com uma população de um milhão seiscentas mil pessoas (1.600.000) e é uma das cidades mais populosas do Irã.

Ao longo de muitas etapas da história e devido à presença do rio de Zayandeh-rud, Isfahán que situa no centro do Irã, tem acolhido diferentes tribos e dinastias.  Basta olhar para os monumentos e patrimonios diversificados, historicamnet, em diferentes lugares da região, entederemos a antiguidade desta cidade como um dos lugares onde tem crescido e estendidos à urbanidade no planalto central do Irã. Isfahán em toda a história do Irã tem sido uma das grandes cidades importantes deste país.

Os antigos historiadores do Irã atribuem os monumentos da cidade a Tahmures, terceiro rei da dinastia de “Pish-Dadian”, e inclusive, outros historiadores consideram a construção da cidade, de uma época bem mais longínqua. Pelo que a fundação da cidade de Isfahán se remonta há 4700 anos. Outra prova acessível que indica a antiguidade de Isfahán é o sotaque do povo da cidade e suas aldeias, o qual é o mesmo ou modificado de sotaque da persia antiga ou Medo Persia. O nome de Isfahán e outras cidades a sua volta tais como Adriyan, Casualidade-khawaran, Esfahran e Sade também têm origem na língua Avéstica e Pahlavi.

Em 931 (319 da hégrico lunar), quando em diferentes lugares do Irã se tinham estabelecidos governos locais, Isfahán chamou a atenção de um dos comandantes conhecidos do Irã, o Mardawij quem foi fundador da dinastia dos reis “Ale Ziar” em pouco tempo ele fez grande esforço para desenvolver de Isfahan. Na época da dinastia de Saljuqian, o rei Toqrol Saljuqi encantou muito por Isfahán e elegeu-a como a sua residência permanente durante 12 anos. E graças a ele, se gastou muito dinheiro para desenvolver a cidade, sobretudo, os edifícios públicos. A Mesquita de Jame de Isfahán é um dos monumentos mais importantes da arquitetura desta época. O desenvolvimento e a riqueza de Isfahán podem ser compreendidos nas palavras de Naser Khosro Qobadiani, poeta e turista do século V hégrico, quando diz: “em todo o território dos persas, não tenho encontrado nenhuma cidade melhor, mais completa e desenvolvida que Isfahán”.

Após a queda da dinastia de Saljuqian, começa a decadencia do Isfahan, ela sofreu muitos danos durante a invasão dos Mongoes e o Teymur. Muitos dos cidadãos perderam a vida e também muitos dos monumentos foram destruídos. No ano 1000 hégrico lunar (1591), Isfahán foi a capital da dinastia Safávida. Nesta época ela desenvolveu-se e seu esplendor chegou a um nível que se tornou uma das cidades mais ricas e desenvolvidas do mundo. O estudo da história de Isfahán indica que esta cidade durante quase dois séculos foi a capital do Irã, onde, segundo muitos dos turistas estrangeiros, naquela época, a consideravam como uma das capitais mais belas do mundo. As discrições de Turistas europeus como o italiano Pietro Dellavalle e o francês Chardin sobre Isfahán, também afirmam a glória e a reputação desta cidade. Nesta época foram construídos muitas praças, pontes, mesquitas e palácios formosos. Por isso, os turistas estrangeiros têm qualificado Isfahan como uma das maiores e belas cidades do mundo.

Aos finais da época de Safávida, os afegãos destruíram a cidade de Isfahán e mataram muitos civis. Das épocas de dois dinatistias de “Afsharyeh e Zandieh” que governavam nesta cidade também foram feitos muitas importantes obras. Mas, na época de Qajariyeh, só pela boa vontade de filántropos foram construídos alguns valiosos monumentos em Isfahán.

Com o avanço da industrial no Irã, Isfahán foi uma das primeiras cidades do país que deu passo no avanço deste setor. No entanto, com a construção da fábrica de siderurgica, a cidade desenvolveu-se consideravelmente até um ponto que, atualmente, ela, após a Teerã, tem maior população e goza de uma das melhores economias do país.

Hoje em dia, passada mais de 14 séculos da entrada dos primeiros turistas a Isfahán, ela ainda é muita conhecida entre muitos turistas no arredor do mundo. O nome de Isfahán registrou-se entre as 9 grandes cidades históricas e culturais do mundo, devido os seus monomentos valiosos históricos e a seu patrimonio artístico. As antigas obras de Isfahán são únicas não só nas cidades do Médio Oriente, como em todo mundo. Os engenheiros e arquitetos consideram estas obras como uma das melhores mostras e coleções dos estilos arquitetônicos iranianos. Entre estas obras observam-se a construção de cúpulas, obras com tijolo e decorações em azulejos, esculturas em madeira, decorações com espelho e geso e as pinturas em miniatura. A distribuição geográfica das antigas obras vê-se bem mais no norte e noroeste da cidade, isto é, nos bairros de Jubare e Dardasht. Alguns dos monumentos históricos que se encontram ao redor da cidade são importantíssimas como a templo de Fogo, um dos lugares mais antigos na história de Isfahán, onde, desde muitos anos, têm atraído os arqueólogos e pesquisadores.

O templo de Fogo sita no cume de uma colina de pedra, a 8 quilômetros no este de Isfahán, perto do rio Zayande-rud. O arquiteto e arqueólogo francês Maxsim Siro tem realizado uma investigação sobre este monumento. Ele assinala que esta obra pertence à época preislámica. A colina de pedra onde se encontra o templo de Fogo tem uma altura de 1680 metros sobre o nível do mar e é o único bloco destavavel no deserto ocidental de Isfahán. É o lugar onde pode ser visto uma paisagem de areas lisas, grandes jardins verdes e as curvas do rio Zayande-rud. Numa superfície inferior, no norte e noroeste da colina de pedra vêem-se os restos de muitos pequenos quartos e casas daquela época.

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