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Sunday, 07 June 2015 06:32

Venha conosco ao Irã XVIII

Venha conosco ao Irã XVIII
      Queridos ouvintes no programa de hoje, continuando com o tema anterior, seguimos nossa visita a Isfahán. Uma cidade que devido as suas obras históricas valiosas e por seus artistas é conhecida como um museu vivo.

 

 

Uma cidade cuja beleza e glória arquitetônicas são descrita pelo pintor francês Alain Bailhache da seguinte maneira:

"Isfahán não pertence somente aos persas, ela é uma lembrança da iniciativa e da arte de seus criadores. É uma herança que chegou a nos ao longo da história e continuando mantendo como uma herança da humanidade para o futuro".

Queridos amigos, na primeira parte do programa de hoje, visitamos uma das avenidas conhecidas de Isfahán chamada Chahar-Baq. Esta avenida foi desenvolvida e construida na época safavida como um passeio, a qual em sua época era uma das mais formosas do mundo. É fácil inteirar do nome da avenida “Charar-Baq” (quatro jardins), já que ao redor dala existem jardins conhecidos. Esta avenida longa e larga, com altas e imponentes árvores, começa desde Darwazeh Dolat (o portão do Governo) em frente ao actual palácio da Prefeitura e, chega até a costeira da montanha de Safeh (ou o Portão de Shiraz).

A ponte de “Alha-Werdi-Khan” ou “Sio-se-Cheshme” (33 fontes de água) divide em duas partes esta avenida sendo aguardada até hoje, o seu estado inicial.

Segundo o livro de “Alem Araye Abbasi”, esta avenida foi construída no ano 1006 da hégira lunar que coincide com o ano 1598.

Quando o conhecido turista italiano "Pietro Dellavalle" visitou Isfahán, em 1616, admirou a Avenida Chahar-Baq por sua extensão em comparação com famosas viadutas de Itália. Igualmente, o turista francês Chardon, quem viveu na época dos reis safavidas em Isfahán por um período de tempo, escreveu no seu roteiro sobre esta avenida: "É um dos mais lindos passeios que tenho visto ou tenho ódio".

Passado o tempo, ao redor da Avenida de Chahar-Baq foram construídos moradias e edifícios comerciais. Em parte a norte da avenida também foi construido outra avenida igual, permitindo unir ambas as vias. A longitude das duas avenidas é de seis quilómetros, sendo uma das maiores vias de Isfahán.

Esta avenida dividiu-se em duas vias para carros, dois para bicicletas, e três calçadas para pedestres; As divisões estão separadas por quatro fileiras de árvores de sicômoros e olmeiras.

Para os turistas que hoje visitam a Isfahán, a Avenida de Chahar-Baq com suas altas árvores imponentes e mercados variados e antigos e modernos e certos lugares históricos, é considerada uma das mais belas avenidas do mundo.

À margem desta avenida tão formosa, existe um edifício glorioso e de sonho, o qual com sua cúpula de cor turquesa e os minaretes de azulejos atrai a atenção de todas as pessoas. Este edifício é conhecido como “o colégio Chahar-Baq" ou "o colégio Soltani" ou "o colégio de Mãe do Rei".

São poucas as pessoas que têm viajado à cidade de Isfahán, um museu extenso das artes islâmicas, mas que não tenham visitado o Colégio Chahar-Baq. Este colégio amplo foi fundado na época da monarquia do Rei Soltan Hossein, último governador da dinastía safavida. A construção do edifício durou 10 anos e terminou-se em 1714.

“““ “De fato, o colégio Chahar-Baq é uma parte do conjunto de” Soltani” que inclui um mercado e um “Caravansara”, um lugar destinado ao descanso de caravanas de comércios. Tendo em conta que a mãe de Soltan Hossein tinha dedicado os rendimentos do Caravansara e do mercado para as despesas deste colégio religioso, por isso, também o chamam “Colégio de Mãe do Rei”. Não se exagera, se dizermos que tudo que se encontre em Isfahán é de atração dos visitantes e os turistas estrangeiros como exemplo no Colégio de Chahar-Baq, se veem uma colecção de azulejos do Irã. De tal maneira que, alguns dos visitantes o descrevem com termos como mágico, atractivo e agradável.

O Colégio de Chahar-Baq com uma superfície de 8500 m2 conta com quatro pavilhões. Na fachada exterior do edifício observa-se um grande encabeçado. Ao redor da entrada exibem-se 17 abóbadas em duas plantas construídas com tijolos. O encabeçado da porta está decorado com azulejos finos e pequenos e também com decorações em gesso em diferentes desenhos e cores. A inscrição do encabeçado que contém a data da fundação de colégio está feita em caligrafía Nastaliq em cor branca e o fundo dos azulejos com a cor turquesa. Parte interior do colégio está formada por uma entrada, um pátio interior, uma cúpula, um minarete e vários quatros.

O Colégio de Chahar-Baq tem quatra varandas, um grande pátio com uma cúpula e duas minaretes formosas. As varandas encontra-se em quatro cantos do colégio e cada uma com quartos de duas plantas que servem de alojamento e estudo para os alunos da ciência religiosa. No total o colegio tem 150 salas.

Também dentro do colégio corre um rideiro "Madi" passando no meio das às antigas árvores de pinheiros e sicômoros. Em Isfahán diz-se “Madi” aos ribeiros que divergen do rio Zayandeh-rud.

A cúpula e os minaretes do colégio deslumbram ao igual que uma jóia pela glória e a beleza de sua ao redor, estão cobiertos por decoraciones de gesso e de azulejos, como frequentemente se observavam na época safavida, feitos por hábeis maestres, que facilmente atraem a atenção de qualquer visitante.

Segundo os maestres profissionais, os diferentes métodos de trabalhos feitos com azulejos tais como as decorações de azulejos de sete cores, que se aplicou no colégio se tornaram o edifício exclusivo. Por isso, também o colégio tem sido denominado o museu de diferentes trabalhos feitos em azulejos. Outraa características do Colégio de Chahar-Baq é sua antiga porta de madeira decorada com ouro e prata, a qual está ao nível de uma das obras mais valiosas, artísticas e culturais da cidade de Isfahán. O Colégio de Chahar-Baq é um exemplo da arte feita com ouro e também de Qalam-zani (gravação) que evoluiu na época de safavida. Os poemas escritos em caligrafía Nastaliq em alto-relevo é obra de Mohamad Saleh Isfehani, famoso calígrafo da época safavida.

O púlpito (tibuna) de doze escadas do Colégio Chahar-Baq, construída de uma só peça de mármore, é um dos exemplos da arte de joalheria e escultura de pedra da época de Safavida. Ao lado do púlpito do colégio existe um mihrab precioso.

De fato, o Colégio de Chahar-Baq é um conjunto completo de todas as experiências da arquitetura e a arte evoluída do século X e XI (10 e 11) da hégira lunar.

É conveniente mencionar que o Colégio de Chahar-Baq foi construído há quatro séculos (IV) com finalidade de se tornara um seminário para estudar ciências religiosas e, depois da vitória da revolução islâmica do Irã foi denominado como o Colégio de Elmyyehye Imam Sadegh (Saudações sejam para ele), já que actualmente continua o lugara de formamção de alunos na ciência islâmica.

O Colégio de Elmyyehye Imam Sadegh é um dos maiores centros de seu genero. Ao lado do colégio, existe uma grande biblioteca chamada Imam Jafare Sadeq e um pequeno mercado tradicional da cidade de Isfahán. Em conjunto, pode-se dizer que o estilo extraordinário da arquitetura tem duplicado a glória deste colégio.

Queridos amigos, esperamos que tenham gostado de programa de hoje. Até o próximo programa que possamos apresentar-lhes mais monumentos e atrações históricos de Isfahán.

 

 

 

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