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Thursday, 24 September 2015 05:52

Venha conosco ao Irã (27)

Venha conosco ao Irã (27)
      Neste artigo continuamos com nossa viagem imaginária à cidade de Kashan na província de Isfahán e conhecemos outras atrações desta parte do Irã.

 

Na primeira parte desta serie apresentamos a antiga região chamada Sialk, na cidade de Kashan, que é considerada uma parte valiosa da história iraniana. Sialk é o nome de uma das primeiras civilizações urbanas no centro do Irã que se encontra a 3 Km. ao sudoeste de Kashan. O antigo recinto Sialk, com 7 mil anos da idade, está formado por dois cemitérios e duas colinas com 600 metros de distância uma da outra. Este lugar está registado na lista de patrimonias históricas e nacionais do Irã.

O antigo recinto de Sialk é um dos mais conhecidos e antigos do mundo. Este lugar histórico era desconhecido até 1931.

Um grupo de arqueólogos francês, chefiado  pelo professor Roman Ghirshman, dedicou-se durante dois  anos em 1931 nas escavação na região de Sialk  acharam objetos de argila e metal dentro das colinas, as quais lhes levou as surpreendentes resultados.  Segundo estas  investigações,  Sialk de Kashan era o primeiro lugar onde tem nascido a civilização humana e o primeiro lugar onde o ser humano se tinha alojado em casas feitas com materiais de construção.

As descobertas em Sialk estão guardadas no museu de Louver na  França, no museu nacional do Irã, no museu de Jardim de Fim de Kashan e também num  outro museu junto a a este lugar antigo. Durante a investigação no antigo recinto de Sialk, os arqueólogos descobriram o mais antigo Zigurat (templos em formato de pirámides) do mundo, data a 2800 anos a.C., o qual está construído com mais de um milhão de barra de tijolos. Os arqueólogos, além do Zigurat, também descobriram uma parte industrial onde encontram  fornos de fusão de metal que pertenciam ao terceiro mileno a.C. Está previsto a restauração destes  fornos e os restos do edifício pertencentes à Idade de Ferro. Pelo visto, esta  região habitada,   situava  perto do mar Tetis (um grande mar que abarcava toda a planice central do Irã e Afeganistão) e, em que pouco a pouco se secou, reduziu-se esta área marítima , se transformando em terras agriculas e, provavelmente, pessoas  que viviam nas alturas emigravam para o recinto de Sialk.

Numa primeira vista , Sialk é muito similar a uma colina de terra com paredes de adobe mas, com um pouco de atenção, se descobre a sua antiguidade e parece como um corredor que nos leva a um novo mundo; um paraíso para os arqueólogos. Sialk é o único lugar histórico no planalto do Irã nele acharam documentos que pertencem as épocas anteriores aos Aqueménidas.

Na segunda parte deste artigo, falaremos do vilarejo de Mashad-e Ardehal, conhecida por um  ritual tradicional chamada Ghalishuyan (que significa a lavagem de tapete). Uma cerimónia que está registada na lista das heranças culturais do Irã.

O vilarejo de Mashad-e Ardehal, segundo os seus próprios residentes, se localiza nos suburbios de Niasar, a 42 quilómetros de distância ao noroeste de Kashan, na província de Isfahán. O local está situada a 1825 metros sobre o nível do mar e tem um clima temperado, um pouco frio e, segundo ultimo censo tem dois mil habitantes.  A posição geográfica do vilarejo tem um visto influído em sua arquitectura, já que está situado no lateral da montanha e junto ao deserto. O emprego de tijolos de adobe, a espessura das paredes, o pátio central, o jardim, a piscina, o terraço, as pequenas janelas e casas direcionadas ao  sol, todas estas são características próprias da arquitectura do deserto. Os materiais de construção que se utilizam nas casas tradicionais de Ardehal são normalmente da madeira, o adobe, a pedra e o tijolo. Por suposto, nas novas casas empregam-se modernos materiais de construção.

Os habitantes do vilarejo são na maioria camponeses, alguns deles se dedicam ao artesanato. Os mais importantes produtos de agricultura desta zona são o trigo, a cevada, os legumes, a almendra e a nozes. Os tapetes tecidos a mão por mulheres e garotas destacam entre os mais importantes produtos artesanais desta região. Os tapetes de Kashan impressionam por seu desenho especial. Outros habitantes também se dedicam as diferentes tipos de serviços. Ardahal recebe anualmente muitos turistas de diferentes partes do Irã devido a suas atrações naturais,  históricas e religiosas.

 

Podem-se estudar as atrações turísticas de Mashad-e Ardehal desde diferentes dimensões. A perspectiva das areias intermináveis do deserto e o céu coberto de estrelas, seus jardins e campos verdes do local contribuíram-lhe uma exclusiva visão.

No  Mashad-e Ardehal encontra-se o templo de Soltan Ali ben Mohamad Baqer (S.A), um dos bisnietos do grande profeta do Islã (S), e é um dos monumentos da época de Saljuqian. Este templo foi construído sob a ordem de Maydodin Obeid-e Kashani. Na época de Safavidas e os Qajaritas, além de alguns reparos também foram feitas outros edifícios neste conjunto.

 

Três antigos castelos com aplicação defensiva são outras das atrações históricas deste vilarejo e indica o passado rico desta região. Ainda, nesta local  encontra-se o templo do poeta e o pintor contemporâneo iraniano,  Sohrab Sepehri, o que tem ajudado a atrair um maior número de turistas.

 

Mas o que tem feito mais famoso no vilarejo é uma cerimónia religiosa que se celebra anualmente, na segunda sexta-feira do mês de Mehr em persa (que coincide com o mês outubro). Os habitantes desta lugar  celebram o ritual chamado Qalishuyan (ou a lavagem de tapete) no mausoleo, com o fim de prestar a homenagem à grande figura de “Imamzadeh Soltan Ali”, cuja cúpula e paredes de sua mausoleo estão decoradas com azulejos azuis.

Segundo a tradição, o Imam Mohamad Baqer (S), um dos descendentes do profeta do Islã (P), enviou o  seu filho, chamado  Ali, nos princípios do século II da hégira lunar, a esta região pelo convite dos habitantes do Fim de Kashan, com o objetivo de propagar o Islã e orientar o povo.  Soltan Ali orientou durante 3 anos o povo até que um dos governadores de Omiadas na cidade do Qom se deu conta da sua popularidade na região. Por tanto, enviou seus homens no ano 106 da hégira lunar para matá-lo. Eles cumpriram sua fatal missão e para alem de matar a Soltan Ali, acabaram com a vida de seus seguidores em Ardehal.

O povo do Fim de Kashan, depois de inteirar da notícia, foram de pressa a Ardehal para ajudar-lhe. Mas, quando chegaram já o Soltan Ali tinha assasinado; então, envolveram-no num tapete, batizaram -no religiosamente num rio que estava  perto do local e depois o enterraram. Desde esta data até o momento, anualmente, na segunda sexta-feira de mês de outubro, milhares de pessoas vêm da região do  Fim de Kashan para a celebrar a cerimónia em forma simbólica.

No dia da lavagem de tapete, muita gente, chegada de diferentes lugares, reúne-se em Ardehal para ver a cerimónia simbólica de purificação religiosa do  Soltan Ali. O povo da Fim de Kashan e de outras aldeias celebram a mesma cerimónia, segundo a qual, se enrolam uma dos tapetes do mausoleo carregando nos  ombros dos jovens para um rio que se encontra perto de mausoleo. O povo em grupo acompanham eles nessa procissão movendo na mão bastões no ar como um ato simbólico de enfrentar contra os assassinos do Soltan Ali. Eles jogam  o tapete ao lado do rio, lavando-o com água de rosas, em forma simbólica, para purificá-lo e depois levam-no com muito entusiasmo para dentro do mausoleo.

 

 

 

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