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Thursday, 15 October 2015 16:55

Venha conosco ao Irã- parte 29

Venha conosco ao Irã- parte 29
      As belezas da província Isfahán não se limitam unicamente à cidade de Isfahán. De fato, em cada canto desta região, além de sua própria arquitectura, também se observam diferentes obras valiosas.

 

 

Quando saímos de Teerão, capital do Irã, rumo ao sul do país, pouco a pouco se nota a mudança da natureza e aparece o aspecto desértico. Esta região tem diferenças fundamentais incluindo o clima com outras partes, como o oeste, o noroeste e o norte deste país. Encontram-se nesta religião dois grandes desertos: o deserto de Kawire o deserto de Lut que se estendem até o sudeste do território iraniano.

O clima do deserto é diferente e próprio. À margem desta parte da natureza que, parece como estiver desafiando o ser humano, há povoações e se encontra muitas cidades.

No deserto e seus arredores, a continuação da vida está da mão de pensamentos transcendentais artísticos, cujo máximo expoente se encontra na arquitetura dos edifícios bem como na forma de aplicação de azulejos, com desenhos de flores de diversas cores. Continuamos o programa de hoje com a apresentação da cidade de Naein, uma das cidades sob a jurisdição de Isfahán localizada à margem do deserto.

 

Naein é uma pequena cidade que brilha como uma joia no deserto. Uma cidade milenar que conta com impressionantes paisagens, um povo culto, amável, carinhos e muito generoso.

De ponto de vista artístico, Naein está dividida na textura tradicional e a parte moderna no seu aspeto urbanístico. Esta última, isto é, a moderna é similar a outras cidades do Irã, mas, a textura tradicional é muito valiosa e importante por suas atrações turísticas e sua singular arte arquitetônico.  Os edifícios estão construídos com tijolos de adobe e morteiro e, seu estilo se caracteriza por ter forma de cúpula. Nesta cidade, há sete bairros, a cada um deles tem um lugar específico chamado Hosseinye, construções para praticar rituais e cultos religiosos. Ainda, a cada um desses bairros têm um depósito de água, alguns deles ainda em uso.

Um dos mais antigos monumentos históricos que se encontra na cidade de Naein é um castelo de tijolos de adobe chamado Nareny Qaleh ou Narin Qaleh. Os arqueólogos asseguram que a data de construção deste castelo o século III D.C., as plantas inferiores deste edifício estão destruídas, mas ainda segue ali uma torre de 26 metros de altura. De qualquer forma, este castelo é um dos monumentos históricos que pode encantar a qualquer visitante.

 

A mesquita Jame é um dos monumentos históricos do contexto tradicional da cidade de Naein.O edifício principal da mesquita pertence ao século IV da hégira, que além de formosas decorativas em gesso, tem um púlpito e uma porta de madeira trabalhada. A mesquita de Naein também é conhecida como a mesquita de Alawian e está registada entre as obras nacionais do Irã e, tem conservado o estilo das primeiras mesquitas construídas neste país.

 

O edifício da Herança Cultural de Naein também é um das valiosas lembranças da época de Safavi e é um exemplo destacado das moradias tradicionais desta cidade. O ambiente interno das casas tradicionais tais como, o corredor, a sala principal, o terraço e outras partes, indicam que seus habitantes eram sábios e amantes da arte. Tapeçaria é uma atividade típica de quase 90 % das famílias, especialmente, entra as mulheres, desta cidade. Antigamente, está atividade era mais pelo aspeto artístico, mas, atualmente, também tem aspecto comercial e é um dos produtos de exportação.

A cidade Khansar, outra cidade na província de Isfahán, com a uma natureza impressionante, onde é conhecido como berço de muitos sábios e jurisprudentes islâmicos tais como Hossein Khansari conhecido como Alame Khansari, também Jamal Khansari, Seyed Mohamad Taqi Khansari e Seyed Ahmad Khansari. Esta terra também é um lagar conhecido por seus famosos calígrafos.Yadollah Kaboli-e Khansari, um caligrafo contemporâneo é desta região. Entre os mais famosos músicos persas que nasceram nesta região se listam Adib Khansari, Mahmud Khjansari e Andalib Khansari.

A cidade de Khansar, localizada a direita do vale nas montanhas chamadas Qeble e Golestan Kuh junto ao rio com o mesmo nome, por sua grande altura ao nível do mar, tem verões agradáveis e invernos rigorosos. O fluxo do rio Khansar e múltiplas fontes de água, contribuindo para criação de um clima agradável.

O motivo da criação da cidade de Khansar nesta zona foi pela existência de muitas fontes de água, isto é, mais de 450, as quais alimentam a água dos rios, ribeirinhos e arroios desta cidade.

William Jackson, depois de visitar Khansar, descreveu esta cidade da seguinte maneira: "Khansar na minha lembrança é uma terra cheia de colinas, rios, campos e fruteiras. É uma cidade impressionante a direito de vale entre as altas montanhas".

As belezas naturais não se limitam unicamente à cidade de Khansar, mas na parte alta da cidade existem lugares de lazer que são uns dos lugares turísticos da província de Isfahán. Golestan Kuh, a montanha que se chama “Golestan” é uma destas formosas regiões de Khansar que está localizada a 15 quilómetros da cidade.  Uma região verde e muito agradável, e está coberta de diversas flores como diferentes espécies ou tipos de tulipas e outras flores, as quais também servem nos tratamentos naturais.

A boa condição climática de Cansar torno este lugar nuns dos melhores centros de apicultura, considerada uma atividade remota do povo de Khansar.

Hoje em dia, a produção anual de mel nesta cidade supera as centenas de toneladas e, muitas famílias se ganham a vida com este trabalho.

 

 

 

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