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Tuesday, 15 December 2015 16:37

Venha conosco ao Irã - 35

Venha conosco ao Irã - 35
Apresentamos nossas saudações aos nossos prezados leitores que seguem nossas apresentações sobre aspetos turísticos da República Islâmica do Irã, na continuação do texto anterior que fomos conhecer a província do Azerbaijão Oriental no noroeste do Irã cuja capital é a cidade histórica de Tabriz, hoje daremos uma volta na formosa cidade de Tabriz e lhes apresentamos as riquezas históricas desta cidade.

 

 

A cidade de Tabriz é uma das cidades importantes do Irã e devido aos seus valiosos patrimônios históricas e culturais. As mesquitas são uns dos monumentos históricos de Tabriz. Os turistas nacionais e internacionais que têm visitado a Tabriz têm pesquisado sobre as mesquitas e os colégios religiosos da cidade. Mas, entre todas as mesquitas, as mais conhecidas são a mesquita de Kabud, de Jame e a mesquita de Arque Ali-shah. No comentário de hoje falaremos destes monumentos históricos.

A mesquita Kabud ou a mesquita Jahan-shah também é conhecida como Firuze-Jahan ou Firuzeh-Islã-devido à cor turquesa de sua cúpula. A mesquita foi construída na época de Jahan-Shah Qara Qoyunlu, na metade do século IX da hégira lunar, que coincide com o século XV cristão, por uma mulher chamada Salehe, filha do rei “Jahan-Shah”.

A mesquita está construída numa terra alta e na sua parte superior existem dois arcos em forma oval. Em ambas as partes da mesquita, se encontram colunas em forma espiral feitas de azulejos de cor turquesa com impressionantes desenhos. Passando a porta da mesquita ingressamos a um porche de azulejos de diferentes cores. As paredes no espaço interior da cúpula estão cobertas de pequenos azulejos coloridos que estão muito harmoniosos como se fosse uma tela. As cores e as pinturas são combinações de beleza e delicadeza que se parecem um quadro verde como muitas flores.

O turista turco, Olia Chalabi, viajou na primeira metade do século XI à cidade de Tabriz e, descreveu em sua guia turística sobre o esplendor mesquita da seguinte maneira: "a fachada da entrada mesquita de Jahan-Shah é mais alta que a cúpula de Kasra perto de Baqdad, no Iraque. É um monumento extraordinário decorado com formosos azulejos e conta com altas cúpulas que ao todo têm conformado um conjunto impressionante." Além dos formosos azulejos, o solo da mesquita Jahan-Shah está coberto com pedras semipreciosas. A arqueóloga francesa, Jane Dieulafoy quem tem visitado também a mesquita há 120 anos, assim descreve as pedras do solo da mesquita: "O solo da mesquita é muito impressionante e tem uma bela vista diferenciada a glória esplendida das paredes, portanto, contribui para a harmonia que fascina todo mundo e lhes obriga a admirar este monumento extraordinário." Aparte dos azulejos e o solo da mesquita são muito impressionantes, encontram-se múltiplas inscrições dos fragmentos de Alcorão caligrafados com diferentes letras em árabe como Naskh, Sols, Kufi e Nastaliq. As inscrições são mostras da beleza da arte de caligrafía dos artistas iranianos. De fato, as conjuntas das belezas que se encontram na mesquita Jahan-Shah, tem feito com que muitos dos turistas admirassem a glória da mesquita.

A mesquita Jame de Tabriz também é um monumento histórico da cidade de Tabriz, mas não se sabe a data exata de sua construção. Nos livros históricos chamaram-na como a mesquita Jame Kabir em que um mercado a rodeia. O amplo espaço interior é a parte mais antiga da mesquita que inclui o teto e as cúpulas que estão suportados por colunas octogonais de tijolos decoradas de gesso feitas no século V da hégira lunar. Na época de Ilkhanian de Mongol, a mesquita Jame foi restaurada e estendida. O seu alto altar com decorações representa a arte dessa época. No reinado de Aq Qoiloninan no Azerbaijão foi construída uma alta cúpula decorada com diferentes azulejos no norte da mesquita Jame de Tabriz onde ainda se encoram no local o seu vestígio. Na decorrência de sismo em 1193 da hégira lunar, foram danificados grandes partes dos monumentos históricos de Tabriz, incluído a mesquita Jame. A atual mesquita foi construída após o terramoto e no inicio do reinado de dinastia de Qajar, considerada um dos deslumbrantes monumentos desta época, pela sua solidez e a delicadeza e habilidade do arquiteto do monumento.

A mesquita ou a fortaleza de Ali Shah também é um dos monumentos da época de Ilkhani cujos altos muros é um símbolo da cidade de Tabriz. A fortaleza de Tabriz foi construída na época de Qazan-khan cujos muros e cúpulas já tinha sido destruídos. No passado, a sua volta estava um espaço para a música e realizar da ópera, quase ao mesmo nível e similar a San Petersburgo na Rússia, mas mais tarde foi destruído. Agora as orações coletivas de sexta feira de Tabriz se celebram ao lado da fortaleza de Ali Shah. A resistência desta construção ao terramoto, bem como dos ataques da artilharia, impressiona muitos arquitetos. O edifício da fortaleza por si só é uma escola de arquitetura. As técnicas, os exatos cálculos, a altura da torre e os arcos aplicados no monumento é uma lição prática para os estudantes de curso de arquitetura. A fortaleza de Ali Shah é um das mais destacadas construções em Tabriz em que está registado como um dos novos monumentos arquitetônicos islâmicos.

Outro valioso monumento da cidade de Tabriz chamado Rabe Rashidi, está situado no bairro de Abbasi na cidade de Tabriz. Segundo os documentos, este monumento era um complexo cientifico e universitário chamado Khaje Rashid al-Din Fazl-Allah Hamedani quem o construiu há 600 anos. Muitos dos historiadores e os turistas escreveram sobre a grandeza deste centro científico-universitário, o qual contém diferentes escolas, Dar al-Shafa (o centro medico), a mesquita, a biblioteca, a fábrica, pousada, lojas e o mausoléu de Khaje são também decorados com grandes azulejos e mármol. Fazl-Allah Hamedani, bancar os custos deste centro (complexo), doou muitas terras em diferentes partes do antigo território persa, isto é, parte de Iraque, Afeganistão, Georgia, Roma, Azerbaijão e Síria. Fazl-Allah Hamedani para organizar estas terras, escreveu uma carta que foi conhecida como a de Rabe Rashidi. Uma parte desta carta se conserva na biblioteca central de Tabriz e, a Biblioteca Nacional do Irã apresentou-a no mês iraniano Khordad do ano 1386 (janeiro de 2007) à UNESCO e, já está registada na lista dos patrimônios documentados desta entidade.

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