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Monday, 11 January 2016 07:44

Venha conosco ao Irã- parte 38

Venha conosco ao Irã- parte 38
Nos artigos anteriores fizemos uma viajem virtual à província de Azerbaijão Oriental no noroeste do Irã e lhes apresentamos a cidade de Tabriz, a capital desta província.

 

Neste artigo, como a finalização do nossa excursão na cidade de Tabriz, vamos apresentar outras atrações impressionantes desta cidade histórica. Tabriz, sempre tem sido o berço dos grandes ilustres poetas,  místicos iranianos, ocupando  nesse sentido um lugar de destaque entre as cidades do Irã. Nesta parte do Irã, têm vivido grandes eruditos cujos nomes enriquecem a história da nação iraniana.

O aiatolá Qazi Tabatabei e o ayatolá Madani foram dois grandes teólogos de Tabriz, os dois martirizados por terroristas e os inimigos da revolução islâmica do Irã. Allameh Mohammad Taghi Jafari, Allameh Seyed Mohamad Hossein Tabatabei e também Allameh Abdol Hossein Amini são outros grandes jurisprudentes contemporâneos nascidos desta cidade. Mir Ali Tabrizi, fundador do método de caligrafia especializada da língua farsi, chamada “Nastaliq”, também nasceu na Tabriz.

Entre diferentes zonas de Tabriz, o bairro Sor-Jab é muito popular, por conter túmulos de famosos poetas que viviam neste bairro. Encontram-se nesta zona túmulos de Rabe Rashidi, Tekiye Sadr, bem como o mausoléu de Awn Bin Ali, o de Safat al-Safa e o de al-Shoara os quais têm aumentado à fama e mesma a santidade deste bairro. Pareceu-nos também interessante lhes apresentar alguns destes lugares.

Na proximidade ao mausoléu e a mesquita de Seyed Hamzeh se localiza o mausoléu de al-Shoara de Tabriz (cemitério de poetas). Importantes poetas, místicos e cientistas de Tabriz estão enterrados no local. O mausoléu foi mencionado pela primeira vez pelo historiador medieval Hamdollah Mostowfi. O primeiro poeta a ser sepultado no complexo foi Asadi Tusi (999-1072). Outros poetas persas sepultados ali são Anvari Abivardi, Zahir al-Din Faryabi, Falaki Shirwani, Shams al-Din Sajasi, Mojir al-Din Balaqani, Homam TabriziKhaqaniQatran Tabrizi, Mani Shirazi, Lesani Shirazi, Shakibi Tabrizi, Maghrebi Tabrizi e Shapur Neyshapuri,  (quase 400 poetas e eruditos). O mausoléu de al-Shoara,  sofreu danos pelos terramotos ocorridos nos anos 193 e 194 da hégira lunar e, mais tarde foi restaurado pela sua importância, constitui atualmente  um monumento interessante pela nova arquitetura. A sua restauração  começou em 1972 e terminou depois da vitória da revolução islâmica de Irã, constitui um lugar mais destacado  na arquitetura contemporânea iraniana. O desenho do monumento e sua vista impressionante atrai muito atenção, mesmo sendo passado quatro décadas de sua construção.

Além disso, xeque Mohammad Jiaabani, um dos combatentes da época da Constituição; Mirza Ali Saqat ao Islã Tabrizi, clérigo partidário da Constituição; o Dr. Mehdi Roshan Zamir, poeta, escritor e catedrático; Mirza Taher Joshnevis Tabrizi, o maestro e um caligrafo do Alcorão sagrado, Mahmoud Malmasi e também Seyed Yousef Najmi são outras personalidades que descansam eternamente no mausoléu de al-Shoara.

Perto do mausoléu, se encontra outro lugar histórico da cidade chamado Saheb al-Amr, um  lugar sagrado que recebe peregrinos da cidade de Tabriz. Ele foi construído na época de Shah (rei) Tahmasb Safavida e, mais tarde, foi destruído por tropas de Sultão otomano Morem IV. Depois de uma temporada, o mausoléu foi reconstruído, sendo destruído novamente em 1793.

Em 2002, também foi fundado neste mausoléu, o museu do Alcorão e de manuscritas caligrafados, onde é considerado um deposito valioso de Alcorão e belas obras caligrafados  que pertencem às diferentes épocas da história iraniana.

Aguardam ainda neste museu, diferentes tipos de miniaturas, pratos decorativos em porcelana e cerâmicos com escritos do Alcorão e poemas. O acervo mais importante do museu são as coleções de Alcorões. Dizem que se encontra no museu, fragmento de um Alcorão de couro de veado escrito por Imam Reza (S.A). As inscrições em pedra escrito com formas cuneiformes, que pertence à época de Ilami, uma miniatura de Alcorão escrito com tinta dourada, também pertence ao acervo do museu, cujas letras não se podem ler sem lupa. Entre outros objetos que se encontra no museu pode ver um copo decorado com todos os versículos do sagrado Alcorão.

O famoso poeta contemporâneo Mohammad Hossein Shariar, também está enterrado no cemitério de al-hoara. Nesta parte vamos falar um pouco sobre este poeta, bem como sobre o museu que leva o nome do poeta.

Mohammad Hossein Shariar nasceu em 1907 numa aldeia perto da cidade de Tabriz. A sua época coincide com conflitos sangrentos pela instituir a Constituição, quando o seu pai o enviou a sua aldeia onde Shariar passou toda sua infância. Seu livro de poemas titulado Heidar Baba é fruto desta época. Shariar tinha seis anos quando voltou à Tabriz e começou a estudar a literatura árabe com o seu pai. Mais tarde, ingressou no colégio para estudar o novo método de ensino e se dedicou a aprender francês, as ciências religiosas e também a caligrafía.

Shariar tinha 13 anos quando seus poemas foram publicados na revista da literatura com o pseudônimo de Behjat. Em 1923, viajou pela primeira vez à Teerã e, um ano depois começou seus estudos no famoso colégio de Dar al-Fonun. Em Teerã escolheu o pseudônimo de Shariar e, ao mesmo tempo em que estudava, continuou com seus estudos religiosos. Em 1346 da hégira lunar entrou na Faculdade de Medicina. Nesta época começou a sua vida emocional e com muitas perturbações, sendo mais conhecido, inclusive fora do Irã. Shariar compus com muita habilidades poemas na língua persa e em idioma azari. Em 1953, se casou com uma jovem da sua família e teve três filhos. Ele faleceu em 1988 depois de um longo período da doença.

O museu literário de Shariar é uma lembrança do maestro da literatura persa. Ainda que o museu não tenha uma arquitetura tão peculiar, é um lugar prestigiado na história da literatura iraniana no ponto de vista espiritual, já que Shariar viveu muitos anos neste lugar e foi aqui que surgiram as suas obras literárias.

Depois de sua morte, a prefeitura de Tabriz comprou a sua casa e se transformou o local em museu. Neste museu são guardados os pertences pessoais do poeta, desde seus manuscritos, objetos pessoais e seus livros e mais 500 peças da sua casa e um álbum de fotografias.

 

 

 

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