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Sunday, 31 January 2016 07:00

Venha conosco ao Irã- parte 40

Venha conosco ao Irã- parte 40
Neste artigo viajaremos a outra linda cidade da província de Azerbaijão Oriental chamada Sarab. Convidamos-lhes que nos acompanhem nesta viagem.

A cidade de Sarab localiza-se no este da província de Azerbaijão Oriental. Limita se pelo norte, oste e sul entre correntes da montanha de Sabalan e com a cordillera de Boz Qush e nas alturas de Ilan- Yuq. Por tanto, a cidade esta fechada por uma planície que se torna acessível somente pelo oeste. No inverno faz muito frio em Sarab,por ser uma região montanhosa, enquanto que no verão o clima é temperado, por isso, é considerada uma das regiões mais fria do Irã. Pelas montanhas cobertas de neve ao redor desta região e também pelas muitas chuvas que caem anualmente em abundancia é uma das regiões nas quais nunca faltam água. Os rios que nascem nas laderas da montanha de Sabalan se unem para formar no sul da cidade o rio Ai-chai. Os ricos campos da região é um lugar apropriado para receber aos nômades da província de Azerbaijão , pelo qual, hoje em dia, Sarab é um dos mais importantes centros pecuarios do do Irã. Os gados desta região são instâncias no Irã, que têm características compatíveis com a situação climática, resistentes às doenças, à pouco racao e têm vida longa.

Sarab é diferente das outras cidades da província da Azarbaijão oriental e até as de províncias vizinhas. No passado, também foi uma cidade estratégica onde passaram as tropas e as caravanas comerciais ,na época dos mongoles, foi um dos centros importantes do governo em Azerbaijão. A princípios do mandato da dinastía Safavida, as cidades de Tabriz e Ardebil foram umas das cidades fundamentais e, pela proximidade de Sarab entre estas duas cidades teve uma especial importância. A batalha do shah (rei) Ismael Safavi contra Khalik Pasha, comandante da tropa Osmani também sucedeu em Sarab.

As obras legadas no período de Oratoha, contemporâneas com os Medos no século VII e VIII a.C. indicam uma longa história do historiador e geógrafo persa Hamd-Allah Mostofi, em seu livro titulado Nazhat al-Qolub escrito no ano 740 da hégira lunar (1339), que descreve a cidade de Sarab:

"Sarab é uma cidade (...) que desde oste da montanha de Sabalan no século IV da hégira (século X cristão) da seguinte maneira: "Sarab é uma boa cidade com moinhos; está rodeada de campos de cereais, pomares de frutas e também mercados e uma pousada limpa".

 

A uma distância de dois quilômetros ao norte de Sarab encontra-se uma colina chamada o Castelo Yoq, do qual, hoje em dia, só restaram as ruínas dos tijolo e po. Enquanto escavavam a colina, em certos lugares, descobriram-se altas paredes com uma altura de 5 metros, feitas de adobe. As características do adobe revelam que pertencem à época dos Medos, isto é, nos séculos VII e VIII a.C. Além de adobe, também, descobriu-se em dita colina, diferentes tipos de argila que pertenceram ao segundo século a.C. até princípios dos séculos islâmicos.

 

Entre as outras obras históricas da cidade de Sarab existe também a mesquita de Jameh, a qual é a lembrança do século IX da hégira lunar (XV). Esta mesquita, ao invés da maioria das mesquitas do Irã, carece de minarete, mas conta com uma grande varanda com três santuarios. A varanda da mesquita é um conjunto de 60 cúpulas que estão apoiadas sobre as colunas e têm criado uma arquitetura com boa vista. Na encabeçada da entrada oriental da mesquita encontra-se uma inscrição de mármol com a caligrafía chamada Naskh, a qual era corrente no século IX da hégira (século XV cristão) o que comprova sua antiguidade. A mesquita Jameh registrou-se no mês iraniano Farwardin de 1347 da hégira solar (que coincide com o mês março de 1968) entre as obras nacionais do Irã.

Além das obras históricas mencionadas, o museu dos nômades de Azerbaijão Oriental em Sarab é outra das atrações nesta parte do território iraniano. O museu tem como objetivo familiarizar os turistas com as dificuldades e também com as belezas da vida dos nômades e os lucros a milhares de anos em diferentes areas.

A vida dos nômades do Irã e de Azerbaijão, entre outros, tem um antecedente muito longo, além de ter desempenhado um papel histórico, político e social importantíssimo neste país. Muitos dos governos antes e após o Islã surgiram os nômades, como por exemplo, a soberania dos Gaznévida, Os seljúcidas, Corásmio, Ilcanato, Afshárida, Zand, e a de Qayar, todos conseguiram seu poder principal, surgidos das formações de tribos nômades.

Daí , o processo migratorio dos nômades, está desaparecendo, a fundação de um museu sobre os nômades em Azerbaijão, como o principal lugar dos nômades do Irã, foi imprescindível desde o ponto de vista histórico.

A cidade de Sarab, no caminho das cidades de Tabriz, Ardebil e a província de Guilan, tem uma situação especial. Todos os anos, milhares de pessoas viajam a Sarab para aproveitar das quentes águas mineraisde Sabalan e Sarein e da natureza bela do norte . Pela importância desta parte da terra, como um dos principais passos para nômades do noroeste, o banho histórico de Jalali se converteu em um museu de nômades. Este banho pertence à época de Qajar e tem uma arquitetura muito valiosa, ademais, tem sido registrado na lista das obras nacionais do Irã.

O museu dos nômades de Azerbaijão como o primeiro museu do Irã está incluído entre os museus de antropologia, onde se expõem os símbolos culturais, tradicionais, tribais e os valores culturais, econômicos, sociais e humanitários.

No museu dos nômades de Azerbaijão expõe as crenças, os costumes, a língua, a vida cotidiana, os lares, as artes e técnicas, os alimentos, as vestes e o artesanato na comunidade dos nômades.. Os pavilhões do museu mostram episódios tragicos e felizes na vida dos nômades que se esforsaram para ter uma vida melhor.

O museu dos nômadas de Sarab está composto de diferentes partes, o pavilhão do Espaço de Parador e Pastor é um dos mais impressionantes pavilhões. Os stands do processamento de produtos tradicionais e indígenas, os produtos lácteos, lan e os tecidos feitos pelos nômadas, a música, as lojas onde vivem chamamos Alachiq, o processo de fazer o pão, a cafeteria, as jóias, e as maquetas e quadros escritos e diferentes imagens que representam os símbolos culturais dos nômades de Azerbaijão, são outras das partes interessantes do museu de Sarab que familiariza aos espectadores com os lucros de milhares de anos dos nômades desta terra nas diferentes áreas econômicas, culturais e políticas.

 

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