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quinta, 25 fevereiro 2016 08:08

Venha conosco ao Irã- parte 43

Venha conosco ao Irã- parte 43
Sem dúvida, recordam que no programa anterior lhes apresentamos a província de Azerbaijão Oriental, situada ao noroeste do Irã e havíamos conhecido lugares naturais e históricos desta província.

No programa de hoje, iremos lhes apresentar o artesanato e outras obras históricas da região. Acompanhem nos neste percurso.

A província de Azerbaijão Oriental é um dos centros dos artesanatos do Irã onde as atividades mais importantes são o tecido de tapetes, Gilim-bafi (um tipo de tapete com diferentes tecidos e desenhos), os artesanatos de madeira (como Khatam, Monabat, Moaraq, etc.). Os tecidos feitos de lã e de seda, as impressões tradicionais, o soprado de vidros para fazer pratos, garrafas e artesanatos, a cerâmica , e o trabalho com metais, entre outros. Apresentar todas as atividades de artesanatos da província neste programa nao é possível, por isso, só levaremos ao seus conhecimento as expressões mais conhecidas.

Quanto ao tecido de tapetes, a província de Azerbaijão Oriental conta com um antigo antecedente. O nome do tapete iraniano está associado à cidade de Tabriz, onde se tecem tapetes de excelente qualidade.

Os artistas desta parte do território persa com imaginações e mãos hábeis vêm tecendo com muita paciência os melhores tapetes que chamam a atenção aos mais experientes.

Segundo os documentos, no século III da hégira, Azerbaijão era um dos grandes centros do tecido de tapetes. Na época de Salyuqian e Il-khanian (no século XI até a metade do XIV cristão), era muito frequente a arte de tecer tapetes. Segundo as miniaturas do livro Khamse Nezami, obra de Qasem Ali, e outras obras que expõem os desenhos dos tapetes, esta arte se desenvolveu na época de Teimurian e, se desenvolveu mais tarde na época de Safavieh; nesta última, criaram-se novos desenhos chamados Sajadehi, Golo-Bute, Lachako- Toranj, também se começou a desenhar animais e, sobretudo, o desenho de Gole Shah Abasi com variação de cores e em seda. Tudo isto, incrementou a qualidade dos tapetes. Hoje em dia, encontram-se à vista do público,em amostras de tais tapetes em vários museus do mundo.

Atualmente, Azerbaijão é um dos importantes centros de tecidos e produção de tapetes no Irã. Esta indústria, normalmente, é frequente nas cidades de Azerbaijão em oficinas e, anualmente, exportam-se aos mercados nacionais e internacionais diferentes tipos dos grandes e pequenos tapetes.

A cidade de Tabriz é um dos maiores centros de tapete do Irã e, o intercâmbio de compra-venda se remonta à época de Holaku-khan Mongol (na segunda metade do século XIII). O desenho dos tapetes de Tabriz inspira-se nos desenhos tradicionais e, desde à 300 anos, não se observou nenhuma mudança importante.

No entanto, junto com os tapetes tradicionais, os artistas têm tecido, com iniciativa e imaginação, novas amostras muito valiosas de tapetes. A boa qualidade e a arte dos tapetes feitos a mão de Tabriz, junto com as amplas facilidades em diferentes épocas, têm levado desenvolvimento e produção por parte industriais, que deram muita importância aos tapetes desta cidade, de tal maneira que, inclusive, nos mercados da Europa, Estados Unidos, os tapetes com os desenhos de Tabriz tem muitos interessados

Como havíamos referido no começo do programa, Azerbaijão Oriental conta com um variado tipo de artesanato. Os produtos de cerâmica da província também se produzem nas cidades de Tabriz e Zonuz. E ademais, a cidade de Shabestar também tem um longo antecedente em cerâmica e a distribuem por toda província.

Os bordados também são outra forma artesã muito frequente nesta região, especialmente da cidade Mamaqan localizada a 50 quilômetros ao oeste do Tabriz. Os artistas aplicam, com uma habilidade muito especial, os fios de seda de várias cores em toda a superfície da teia, mas hoje em dia usam a seda artificial. Os formosos desenhos e também o modelo dos bordados de Mamaqan, os diferenciou de outras regiões do Irã, nos quais se empregam como mantas, lençóis , edredons, etc.

O tingimento Batik ou Colaqehi é outro artesanato de Azerbaijão Oriental que é frequente na cidade de Oscu. O tingimento Batik é uma técnica tradicional utilizada para tingir tecidos. Oscu é a única cidade onde ainda continuam com esta técnica.

O tingido de Batik faz-se sobre véus de seda e, normalmente, nas quais se usam os desenhos tradicionais. O processo é o seguinte: cobrem com a cera as partes desejadas da tela de seda, as quais também são fabricadas pelos mesmos artistas de Oscu, e, depois tingem outras partes. O produto final apresenta-se como diferentes tipos de tecidos . Nos últimos anos, empregam também tecidos para fabricar bolsas, chaveiros , estuches para copos

Queridos amigos, os turistas que visitam a cidade de Tabriz, além de comprar os artesanatos e os valiosos tapetes de Tabriz, também levam como lembrancinhas para suas famílias frutas secas e pasteis tradicionais da província de Azerbaijão.

As frutas secas, como as ameixas e os pêssego desecados de Tabriz são conhecidas, desde a muito tempo, por sua boa qualidade, as quais se produzem nas cidades do sul de Azerbaijão Oriental, sobretudo, em Maraqeh. Os pasteis como Eris, Qorabeh, Noqa, etc. são outros dos presentes da província de Azerbaijão Oriental que encantam a muitos turistas.

Na última parte do programa de hoje, lhes apresentaremos outra obra muito conhecida na história da província de Azerbaijão que é a catedral de San Stepanous, situada a 16 quilômetros ao oeste da cidade de Jolfa e a 3 quilômetros ao sul do rio fronteiriço Ara, em uma zona chamada Qezel Wanak (Someh Sorkh).

A catedral San Stepanous é a segunda catedral importante dos armenios do Irã, a primeira é a catedral Qareh Kilisa. San Stepanous foi construída no século IX (cristão) e reconstruída na época de Safavieh, depois que vários terremotos a danificassem. A catedral conta com um alto castelo com 7 torres de vigilância, o alpendre, o monastério, a torre, o sino, um establo e um graneroLa catedral é respeitada tanto pelos cristãos como por outras religiões. Mas, em realidade, pertence aos cristãos gregorianos que habitam (a República) de Armenia. Um dia ao ano, milhares dos armenios reúnem-se nesta catedral onde realizam seus próprios cultos . O nome da catedral, San Stepanous, atribui-se ao nome do primeiro mártir no caminho do cristianismo, que foi uma das personalidades mais conhecidas do século I desta religião. A catedral registrou-se em 15 de Esfand de 1341 da hégira solar (5 de março de 1963) como uma das obras nacionais do Irã.

A catedral encontrou-se em um povo chamado Dareh Sham.

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